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Herança: saiba qual investimento não entra no inventário

. Descubra como previdência privada, seguros de vida e outros ativos podem facilitar a herança e o planejamento sucessório.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
herança

Quando uma pessoa falece, seus bens normalmente passam por um processo de inventário, que serve para distribuir as propriedades entre os herdeiros. No entanto, é importante saber que nem todos os investimentos fazem parte desse processo.

Alguns têm regras específicas que garantem a transferência direta aos beneficiários, evitando complicações e burocracias.

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O que é um inventário?

Mãos de duas pessoas sobre documentos espalhados em uma mesa. contrato social
Imagem: Nattakorn_Maneerat / shutterstock.com

Antes de nos aprofundarmos nos investimentos que escapam do inventário, é fundamental entender o que esse processo envolve.

O inventário é um procedimento jurídico destinado a identificar e distribuir os bens, direitos e dívidas deixados por uma pessoa falecida. Pode ser realizado de maneira judicial ou extrajudicial, dependendo de fatores como a existência de um testamento e o consenso entre os herdeiros.

Finalidade do inventário

A função principal do inventário é dividir os bens de acordo com as normas legais de sucessão. Contudo, alguns ativos não fazem parte dessa partilha, sendo transferidos diretamente para os beneficiários sem a necessidade de passar pelo inventário de herança. Isso pode acelerar o processo de herança e minimizar custos.

Quais ativos não fazem parte do inventário?

Previdência Privada (PGBL e VGBL)

A previdência privada é um dos principais exemplos de ativos que não entram no inventário. O titular pode designar beneficiários diretamente no contrato. Dessa forma, ao falecer, o valor do benefício é transferido automaticamente aos indicados, sem a necessidade de passar pelo inventário.

Embora o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) apresentem diferenças em termos de tributação e tratamento sucessório, ambos seguem a regra de não inclusão no inventário de herança.

Seguros de Vida

Os seguros de vida também estão isentos do inventário de herança. O pagamento do seguro é feito diretamente aos beneficiários que constam na apólice, evitando a partilha entre os herdeiros. Essa característica torna o seguro de vida uma opção popular no planejamento sucessório, permitindo que os recursos sejam transferidos rapidamente e sem burocracia.

Planos de Previdência Fechada

Os planos de previdência fechada, oferecidos por empresas ou entidades de classe, seguem a mesma lógica dos seguros de vida e da previdência privada. Os beneficiários designados recebem o valor acumulado diretamente, sem que esses recursos sejam submetidos ao processo de inventário.

Fundos de Pensão e Pensão por Morte

Algumas modalidades de fundos de pensão e pensões por morte, como as pagas pelo INSS ou outros regimes de previdência, também estão fora do inventário. Esses valores são repassados diretamente aos dependentes ou beneficiários legais, facilitando a transferência de recursos.

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Por que esses ativos estão fora do inventário?

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Imagem: ADragan / Shutterstock.com

A principal razão pela qual esses investimentos não entram no inventário de herança é a possibilidade de designação de beneficiários no momento da contratação. Isso significa que, em caso de falecimento do titular, os valores são transferidos diretamente para as pessoas indicadas, evitando a espera pelo término do inventário, que pode ser demorado e custoso.

Além disso, ao não serem incluídos no inventário, esses ativos não estão sujeitos ao pagamento de impostos sobre herança, como o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação). Isso pode representar uma vantagem financeira significativa para os herdeiros. Contudo, é importante ressaltar que o ITCMD pode incidir sobre o PGBL em alguns estados, dependendo da legislação local.

Como esses ativos podem auxiliar no planejamento sucessório?

Investimentos como a previdência privada e seguros de vida são frequentemente utilizados como ferramentas de planejamento sucessório. Eles permitem que o titular organize a distribuição de seus recursos de maneira rápida e eficiente, assegurando que os beneficiários recebam os valores sem enfrentar os trâmites burocráticos do inventário de herança.

Flexibilidade na escolha dos beneficiários

Esses ativos oferecem flexibilidade, permitindo que o titular escolha quem receberá os recursos e em que proporção. Além disso, garantem que os beneficiários tenham acesso aos valores sem pagar impostos de transmissão, o que pode resultar em uma distribuição mais eficiente do patrimônio.

Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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