O Brasil já vivenciou o fenômeno conhecido por Hiperinflação em um passado não tão distante. No final da década de 80 e início de 90, a inflação do país chegou a alcançar 1.782% no ano. Na época, os preços dos produtos variavam rapidamente nos mercados, o que impactava diretamente a população.
Nos últimos anos, com uma inflação na casa dos dois dígitos, os brasileiros já passaram por dificuldades em decorrência dos altos preços. Sob o impacto da pandemia de Covid-19, em 2021, a taxa chegou a 10,06%. Imagine um cenário a 1.782%.
Nesse sentido, uma pesquisa realizada pela Febraban mostra que quase 40% dos entrevistados lembram e sabem o que foi a hiperinflação no Brasil. Além disso, 70% já ouviram falar sobre o assunto.
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Percepção dos brasileiros sobre a hiperinflação
Para tratar de forma mais detalhada, o estudo da Febraban apresenta as percepções dos brasileiros acerca da hiperinflação. Dessa forma, os destaques foram os seguintes:
- Já ouviu falar e sabe o que é: 37%;
- Já ouviu falar, mas não lembra o que é: 33%;
- Nunca ouviu falar: 27%;
Quando questionados sobre o país viver ou já ter vivido o fenômeno de hiperinflação, as respostas foram:
- Vive hoje: 24%;
- Já viveu mas não vive mais: 64%;
- Nunca viveu: 7%.

Lembrança sobre o momento econômico
Por fim, no que se refere à lembrança da hiperinflação brasileira na década de 90 e ao conhecimento de que o país já viveu, mas não vivencia mais, a pesquisa mostra os dados com base em diferentes grupos sociodemográficos. Confira os destaques:
- 69% são do sexo masculino;
- 72% têm entre 45 e 59 anos de idade;
- 81% têm ensino superior;
- 80% recebem mais de cinco salários mínimos.
Em relação ao recorte regional, os maiores percentuais estão localizados no Sudeste (67%) e Centro-Oeste (66%). Em contrapartida, o menor contingente foi registrado pela região Norte (59%).
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