O ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, que estava sendo investigado desde novembro, recebeu concessão para aposentadoria nesta sexta-feira, 23.
Homem de 47 anos consegue aposentadoria após ser investigado; entenda o caso
A PRF concedeu aposentadoria voluntária ao profissional, que estava sendo investigado por conduta imprópria. Entenda o caso.
Vasques estava sendo investigado por acusações de favorecimento ao presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) no período das eleições. O ex-diretor foi acusado de uso indevido do cargo no dia 25 de novembro deste ano.
Ex-diretor se aposenta aos 47 anos, depois de ser investigado
Ainda em novembro, mês de eleição, Vasques havia sido afastado do cargo pelo MPF (Ministério Público Federal) por “uso indevido do cargo, com desvio de finalidade, bem como de símbolos e imagens da instituição policial com o objetivo de favorecer um dos candidatos nas eleições presidenciais”.
De acordo com publicação do Diário Oficial, a PRF teria concedido aposentadoria voluntária ao ex-diretor, que deixou oficialmente o cargo na última terça-feira, dia 20.
Silvinei já havia sinalizado pretensão de se aposentar assim que sofresse dispensa de seu cargo. Tal feito só foi possível graças à regra existente quando ele ingressou na PRF, que possibilita o pedido de aposentadoria com 20 anos de atividade policial. Vasques atuava no cargo há 27 anos.
Vasques foi afastado e investigado por uso indevido do cargo
Como citado acima, o policial foi afastado de seu cargo em decorrência de atitudes relacionadas às eleições, por, aparentemente, favorecer o candidato Jair Bolsonaro, atual presidente do Brasil.
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Vasques declarou abertamente seu apoio a Bolsonaro em seu perfil no Instagram, um dia antes das votações do segundo turno das eleições. A publicação continha a imagem da bandeira do Brasil e, na legenda, lia-se “vote 22. Bolsonaro presidente”. A imagem causou bastante controvérsia, mas foi excluída.
No dia seguinte, enquanto acontecia a votação do segundo turno, o ex-diretor-geral estava a frente de uma operação da PRF, na revista de carros em diversas estradas, atividade que, no dia anterior, havia sido proibida pelo TSE. Eleitores alegaram que tal operação dificultou a chegada aos locais de votação.
Imagem: Divulgação/PRF
