Posição da autoridade chinesa
As autoridades chinesas trabalham intensamente para combater a disseminação de notícias falsas e regular o uso de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e os deep fakes. Por isso, em janeiro de 2023, o país aprovou uma regulamentação específica para o uso de deep fakes, visando controlar a criação e disseminação de informações falsas e manipuladas.
O documento, chamado Disposições Administrativas sobre Síntese Profunda para Serviço de Informações da Internet, define deep fakes como uso de tecnologia para gerar texto, imagem, áudio e vídeo ou criar cenários virtuais manipulados.
No caso do crime envolvendo o uso do ChatGPT na China, o suspeito confessou ter burlado sistemas de segurança para realizar a postagem simultânea da notícia falsa utilizando a inteligência artificial. Portanto, ele responderá pelo crime de “provocar brigas e problemas” que, normalmente, resulta em uma pena máxima de cinco anos no país.
Sobre o ChatGPT
O desenvolvimento da ferramenta ocorreu a partir de um laboratório de pesquisa norte-americano especializado em inteligência artificial, a OpenAI. A sigla GPT significa Generative Pre-trained Transformer, que podemos traduzir como “transformador pré-treinado generativo”.
Em suma, a principal característica do ChatGPT é sua capacidade de entender o contexto das frases e estabelecer conversas mais complexas do que outros sistemas de inteligência artificial. Isso é possível graças ao uso de tecnologias de modelagem de linguagem e aprendizado de máquina (machine learning).
As possibilidades de uso do ChatGPT são bastante amplas e variadas. É possível criar e redigir conteúdos, bem como gerar códigos de programação e auxiliar na busca de erros e bugs em sistemas. Além disso, a ferramenta pode ser utilizada para traçar estratégias de vendas, compor músicas e elaborar teses acadêmicas.
Imagem: simon jhuan / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital