Huawei desbanca Apple e reassume liderança no mercado chinês de smartphones
A disputa pelo domínio do mercado de smartphones na China ganhou um novo capítulo no segundo trimestre de 2025.
Após perder o posto para a Apple em meses recentes, a gigante chinesa Huawei recuperou a liderança com um aumento significativo nas vendas e participação de mercado, segundo dados recentes da Canalys.
A Huawei vendeu 12,2 milhões de aparelhos, contra 10,1 milhões da Apple, reafirmando sua força no cenário nacional.
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Panorama do mercado chinês de smartphones no segundo trimestre de 2025

Huawei avança com força e volta a liderar
A Canalys revelou que a Huawei alcançou 18% de participação no mercado chinês de smartphones no segundo trimestre de 2025, o que representa um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2024.
Este resultado marca a retomada da liderança da empresa na China desde o primeiro trimestre de 2024, quando ainda enfrentava os efeitos das sanções internacionais.
Apple cresce, mas fica atrás da Huawei
A Apple, que vinha na liderança por alguns meses, também apresentou crescimento de 4% em sua participação, com 10,1 milhões de iPhones vendidos para varejistas no período.
Esse avanço é significativo para a empresa, que não via crescimento consistente no mercado chinês desde o último trimestre de 2023.
Apesar disso, a Apple não conseguiu manter o primeiro lugar, indicando que a concorrência está mais acirrada do que nunca.
Outros concorrentes e cenário competitivo
Além de Huawei e Apple, outras marcas como Xiaomi, OPPO e vivo continuam a disputar fatias relevantes do mercado, embora a briga pelo topo esteja concentrada entre as duas gigantes.
A Huawei, contudo, tem se destacado pelo lançamento agressivo de novos modelos e estratégias de marketing focadas no público local.
Estratégias da Huawei para recuperar a liderança
Lançamentos e inovação tecnológica
Nos últimos meses, a Huawei intensificou o lançamento de aparelhos, incluindo smartphones com telas dobráveis, câmeras avançadas e tecnologias próprias de IA embarcada.
Essa ofensiva renovou o interesse dos consumidores e permitiu à marca retomar espaço perdido devido às sanções e restrições comerciais impostas por países ocidentais.
Adaptação ao mercado local e preços competitivos
Além da inovação, a Huawei tem se posicionado com preços mais competitivos e pacotes de serviços adaptados às necessidades do consumidor chinês. Essa estratégia tem fortalecido sua base de clientes e fidelizado usuários, contribuindo para o aumento expressivo da participação no mercado.
Investimento em canais de venda e marketing digital
A empresa também apostou no fortalecimento dos canais digitais e e-commerce, ampliando sua presença em plataformas populares na China e promovendo campanhas agressivas de marketing digital, o que ajudou a alavancar as vendas durante o trimestre.
O crescimento da Apple e os desafios no mercado chinês
Promoções e incentivos para manter clientes
Apesar de ter perdido a liderança, a Apple registrou crescimento pela primeira vez desde o final de 2023. A empresa adotou promoções estratégicas, incluindo descontos em modelos antigos, financiamentos facilitados e programas de troca, com o objetivo de ampliar sua base de usuários.
Impacto das tarifas e pressão política
A Apple enfrenta desafios externos, como tarifas impostas pelos Estados Unidos e a pressão para transferir a fabricação de seus produtos para solo norte-americano, proposta defendida pelo ex-presidente Donald Trump.
Mesmo assim, os números no mercado chinês indicam que a companhia não planeja recuar do país, que segue como um mercado vital para suas operações globais.
Retenção e fidelização do consumidor
Além de promoções, a Apple aposta na fidelização com serviços e ecossistema integrado, fator que tem garantido uma base sólida de consumidores dispostos a investir em novos modelos e serviços da marca.
Análise do cenário competitivo e perspectivas futuras

Huawei aproveita as oportunidades criadas pelas sanções
Segundo especialistas, as sanções americanas que limitaram o acesso da Huawei a componentes estrangeiros tiveram um efeito paradoxal, incentivando a empresa a investir em inovação própria e a focar no mercado doméstico para compensar perdas internacionais.
Isso resultou em um fortalecimento que hoje permite a retomada da liderança.
Apple busca equilibrar estratégias globais e locais
A Apple deve continuar a enfrentar desafios geopolíticos, mas a recuperação recente no mercado chinês mostra que suas estratégias locais de vendas e marketing estão surtindo efeito, o que pode aumentar a competitividade nos próximos trimestres.
O que esperar para os próximos meses?
A disputa deve continuar acirrada. A Huawei deve seguir lançando novos dispositivos, especialmente modelos com tecnologia dobrável e recursos avançados de IA, para expandir sua fatia de mercado.
Já a Apple poderá apostar em novas versões do iPhone e aprimoramento de seu ecossistema para tentar recuperar a liderança.
Impacto para consumidores e mercado global
Para os consumidores chineses, essa rivalidade significa mais opções, inovação constante e preços competitivos. Para o mercado global, a recuperação da Huawei demonstra que as sanções podem não ser suficientes para frear a capacidade de inovação e crescimento das empresas locais.
Conclusão
A retomada da liderança da Huawei no mercado chinês de smartphones no segundo trimestre de 2025 é um indicativo claro do dinamismo e da resiliência da indústria tecnológica local. Apesar da forte concorrência da Apple e dos desafios externos, a Huawei soube se reinventar e reconquistar seu espaço.
Essa disputa acirrada beneficia o consumidor e fortalece a inovação, prometendo um futuro ainda mais competitivo e repleto de novidades para o mercado de smartphones na China e no mundo.
