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Tarifas de Trump pressionam mercados enquanto prévia do PIB do Brasil surpreende

Ibovespa renova recordes com apoio externo e balanços fortes; juros sobem em cenário misto.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··5 min de leitura
PIB

O Ibovespa encerrou a quinta-feira 15/01 com alta moderada de 0,3%, alcançando 165.568 pontos e renovando suas máximas históricas. O movimento refletiu a combinação de fatores domésticos e internacionais, incluindo balanços corporativos, indicadores econômicos e maior apetite por risco nos principais mercados globais. As bolsas norte-americanas também registraram ganhos semelhantes, com S&P 500 e Nasdaq avançando 0,3%, em um dia marcado por resultados fortes no setor de tecnologia e financeiro.

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Destaques corporativos puxam o Ibovespa

O pregão brasileiro foi marcado por forte volatilidade em alguns papéis específicos, com destaque para o desempenho positivo de Vamos (VAMO3), que avançou 7,6% após divulgar sua prévia operacional do quarto trimestre de 2025. O mercado reagiu com otimismo aos dados de crescimento da frota e expansão do negócio de locação, o que reforçou expectativas de resultados sólidos para 2026.

Vamos lidera ganhos com prévia operacional otimista

A prévia divulgada pela empresa apontou crescimento consistente em margens e volume de contratos, o que animou investidores que acompanham o setor de locação de veículos e máquinas. Analistas destacam que a companhia vem ganhando participação em um segmento ainda fragmentado e com potencial de consolidação.

SmartFit enfrenta correções e encerra em baixa

Na ponta negativa, SmartFit (SMFT3) recuou 8,2%, refletindo movimentos de realização e maior cautela do mercado em relação às perspectivas de margens e crescimento no próximo ano. Algumas casas de análise alertam que o ambiente competitivo, aliado ao aumento do custo de capital, pode limitar o ritmo de expansão em 2026.

Agenda do mercado coloca IBC-Br e dados dos EUA no foco

A sexta-feira promete manter o mercado atento, com indicadores relevantes no radar. No Brasil, a divulgação do IBC-Br de novembro, uma proxy do PIB calculada pelo Banco Central, pode calibrar expectativas de atividade econômica. Nos Estados Unidos, serão conhecidos os dados de produção industrial de dezembro, importantes para medir a força do setor manufatureiro.

Renda fixa acompanha exterior e fecha em alta

Os juros futuros fecharam em alta nesta quinta-feira, influenciados por um ambiente global de aversão moderada ao risco e por surpresas positivas em dados do varejo doméstico. O avanço de 1% nas vendas do varejo restrito em novembro diminuiu a probabilidade de corte da Selic já na primeira reunião do ano, enquanto um leilão robusto de títulos prefixados elevou prêmios nas taxas mais longas.

Movimentos recentes nos DIs e Treasuries

Entre os principais vencimentos, DI jan/27 encerrou em 13,755% (+2bps), DI jan/29 em 13,09% (+4,7bps) e DI jan/31 em 13,39% (+5,2bps). No exterior, os Treasuries subiram após pedidos de auxílio-desemprego virem abaixo do esperado, indicando resiliência no mercado de trabalho norte-americano. A sinalização de menor pressão do governo Trump sobre o Fed reduziu um pouco a volatilidade, mas não impediu o avanço dos yields.

H4 Treasuries

  • T-note 2y: 3,56% (+5bps)
  • T-note 10y: 4,17% (+2bps)
  • T-bond 30y: 4,79% (estável)

Mercados globais seguem mistos, mas tecnologia sustenta otimismo

Nesta sexta-feira, os futuros norte-americanos operam em território positivo, com S&P 500 avançando 0,3% e Nasdaq 100 subindo 0,5%. O movimento dá sequência ao otimismo registrado no pregão anterior, sustentado por resultados acima do esperado da TSMC, Goldman Sachs e Morgan Stanley.

Tensões geopolíticas e commodities moldam cenário europeu

Na Europa, o clima é mais contido. O Stoxx 600 recua 0,1%, em meio a preocupações envolvendo tensões entre Groenlândia e Irã. Mesmo assim, ações de semicondutores continuam contribuindo positivamente após a TSMC divulgar ganhos robustos. No setor de commodities, petróleo opera estável enquanto ouro e prata recuam após forte valorização recente, à medida que investidores reduzem posições defensivas.

Ásia apresenta desempenho desigual

Na Ásia, a sessão exibiu comportamentos distintos entre os mercados. China e Japão recuaram, com CSI 300 fechando em -0,4% e Hang Seng em -0,3%. Em sentido oposto, Taiwan subiu quase 2% e renovou máximas históricas, impulsionada por acordo comercial com os Estados Unidos que prevê investimentos bilionários em semicondutores. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,9% e completou seu 11º pregão consecutivo de alta.

IFIX renova recorde com destaque para fundos híbridos

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O IFIX também registrou marca histórica ao encerrar a quinta-feira em alta de 0,17%, alcançando 3.804,48 pontos. No acumulado do ano, o índice já sobe 0,77%, refletindo maior busca por ativos de renda passiva e diversificação.

Setores e desempenhos

H3 Desempenho por classe

  • Fundos de fundos: +0,66%
  • Fundos híbridos: +0,41%
  • Fundos de tijolo: +0,11%
  • Fundos de papel: +0,05%

Entre as maiores altas do dia, destaque para BTAL11 (+4,6%), URPR11 (+3,5%) e JSAF11 (+3,2%). Já TRBL11, RCRB11 e CLIN11 recuaram cerca de 1,1%.

Economia: tarifas de IA e varejo brasileiro surpreendem

O noticiário econômico global foi marcado pelo anúncio de tarifas de 25% sobre determinados chips de inteligência artificial por parte de Donald Trump, sob justificativa de segurança nacional. A medida faz parte de uma estratégia de fortalecimento da cadeia doméstica de tecnologia avançada, com impactos ainda incertos sobre o comércio.

Varejo brasileiro continua resiliente

No Brasil, o varejo ampliado registrou a quinta alta mensal consecutiva em novembro, avançando 0,7%. O varejo restrito subiu 1,0%, bem acima das expectativas do mercado. O desempenho foi amplamente impulsionado pela Black Friday, com oito dos dez segmentos avaliados apresentando alta. Mesmo com desaceleração no segundo semestre, fatores como mercado de trabalho robusto e impulsos de crédito têm ajudado a sustentar o PIB.

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Imagem: rafastockbr/Shutterstock.com

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