Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Inflação ganha os holofotes com novos números do Brasil e dos Estados Unidos

O mercado financeiro iniciou setembro com forte valorização das ações brasileiras, enquanto investidores ajustaram suas posições diante das expectativas para juros, inflação e cenário externo. O Ibovespa avançou 5,4% na semana, encerrando o período aos 185.096 pontos. Em dólares, a alta chegou a 7,3%, favorecida também pela valorização de 1,2% do real. O movimento positivo […]

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
IPCA 5

O mercado financeiro iniciou setembro com forte valorização das ações brasileiras, enquanto investidores ajustaram suas posições diante das expectativas para juros, inflação e cenário externo. O Ibovespa avançou 5,4% na semana, encerrando o período aos 185.096 pontos. Em dólares, a alta chegou a 7,3%, favorecida também pela valorização de 1,2% do real.

O movimento positivo ocorreu em um ambiente marcado por maior atenção aos próximos passos dos bancos centrais, pela trajetória da inflação e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, empresas específicas tiveram movimentos muito superiores ao índice, mostrando que fatores corporativos continuam determinantes para o desempenho das ações.

Leia mais:

Brasil divulga IPCA-15 e Caged; EUA publicam inflação

Magazine Luiza lidera ganhos entre as ações

Magazine Luiza
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Entre os papéis de maior destaque, Magazine Luiza (MGLU3) registrou valorização de 25,3% na semana.

A alta ocorreu após a companhia anunciar uma parceria com o Mercado Livre para disponibilizar aproximadamente 27 mil produtos de seu estoque próprio no marketplace da empresa concorrente. As entregas serão realizadas pela Magalog, operação logística ligada ao grupo.

O acordo chamou a atenção do mercado porque amplia os canais de venda do Magazine Luiza e permite que produtos da companhia alcancem consumidores que já utilizam a plataforma do Mercado Livre.

O movimento também mostra como anúncios relacionados a distribuição, logística e comércio eletrônico podem provocar forte reação nas ações, principalmente quando os investidores enxergam potencial de aumento de vendas ou melhoria da eficiência operacional.

Rumo fica entre os destaques negativos

Na outra ponta, a Rumo (RAIL3) caiu 2,4% na semana.

A pressão sobre os papéis veio após a notícia de que o Grupo México desistiu da aquisição da participação da Cosan na companhia. A operação vinha sendo acompanhada pelo mercado e sua desistência alterou as expectativas relacionadas à estrutura acionária da empresa.

O caso reforça que eventos corporativos podem influenciar uma ação mesmo quando o desempenho geral da Bolsa permanece positivo.

Juros futuros caem no Brasil

O comportamento da renda fixa também chamou atenção. No Brasil, os contratos de juros futuros terminaram a semana em queda em diferentes prazos.

O movimento refletiu uma combinação de fatores, incluindo sinais de desaceleração da atividade econômica, inflação menos pressionada e percepção de redução do prêmio de risco associado ao cenário político.

O contrato de DI para janeiro de 2027 terminou em 13,58%, enquanto o vencimento de janeiro de 2029 ficou em 13,84%. Já o DI para janeiro de 2031 encerrou a 14,08%.

Quando os juros futuros recuam, ativos de risco como ações e fundos imobiliários podem ganhar atratividade relativa, embora essa relação não seja automática. A expectativa para a trajetória da Selic continua sendo um dos principais elementos observados pelos investidores brasileiros.

Mercado americano mantém cautela

No exterior, o ambiente foi mais defensivo.

Os investidores continuam avaliando os próximos passos do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, depois de novos dados sobre o mercado de trabalho. A criação de 162 mil vagas em agosto ficou acima das projeções de mercado, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,1%.

Um mercado de trabalho mais resistente pode dificultar a redução dos juros americanos, principalmente se a inflação continuar acima da meta.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano também permaneceram elevados. A Treasury de dois anos terminou a 4,37%, enquanto o título de dez anos ficou em 4,78%.

Para o investidor brasileiro, juros americanos elevados podem aumentar a atratividade de ativos em dólar e influenciar o fluxo de capital para mercados emergentes.

Petróleo volta ao centro das atenções

petróleo
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

As tensões no Oriente Médio adicionaram uma nova variável ao cenário financeiro.

O petróleo Brent chegou a se aproximar de US$ 99 por barril, em meio à escalada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã e às preocupações com a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz.

A região é estratégica para o mercado global de energia. Uma interrupção significativa no transporte de petróleo pode reduzir a oferta disponível e provocar novas altas da commodity.

Para o Brasil, uma valorização persistente do petróleo produz efeitos ambíguos. Empresas produtoras podem ser beneficiadas por preços maiores, enquanto companhias dependentes de combustíveis e consumidores podem enfrentar custos mais elevados.

O petróleo também pode afetar a inflação e, consequentemente, as expectativas para os juros.

IFIX também fecha a semana no azul

Os fundos imobiliários acompanharam parcialmente o bom humor da Bolsa. O IFIX encerrou a semana com alta de 0,77%, depois de avançar 0,22% no último pregão, aos 3.769,71 pontos.

Os fundos de tijolo tiveram desempenho mais forte, com alta de 1,27%, enquanto os fundos de fundos e multiestratégia avançaram 1,20%. Já os fundos de recebíveis registraram ganho de 0,30%.

Entre os segmentos de imóveis físicos, lajes corporativas e shoppings se destacaram, com altas de 2,23% e 2,11%, respectivamente.

A movimentação é relevante porque os fundos imobiliários costumam reagir às mudanças nas expectativas de juros. Uma eventual queda da curva de juros pode melhorar a percepção sobre ativos imobiliários, embora cada fundo tenha riscos e características próprias.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Compartilhar
Seu Crédito Digital

Descubra tudo que você tem direito

Benefícios, crédito e dinheiro esquecido: veja as ofertas e ferramentas que separamos para o seu perfil.