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Ibovespa volta a superar 167 mil pontos, e dólar registra queda para R$ 5,45

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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O mercado financeiro brasileiro registrou uma sessão de recuperação nesta quarta-feira (4 de novembro de 2026). O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, avançou 1,23% e encerrou o pregão aos 167.563,47 pontos, interrompendo uma sequência de seis sessões consecutivas de perdas. No mercado de câmbio, o dólar à vista recuou 0,64%, terminando o dia cotado a R$ 5,451.

O desempenho positivo refletiu uma combinação de fatores internos e internacionais. Entre eles, ganharam destaque a movimentação dos investidores diante do cenário político dos Estados Unidos, a redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros brasileira.

A recuperação das ações de bancos, mineradoras e companhias mais sensíveis às taxas de juros ajudou a sustentar o índice durante o pregão. Entretanto, a forte queda do petróleo no mercado internacional limitou os ganhos da Bolsa, especialmente por causa da pressão sobre os papéis da Petrobras.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A valorização de 1,23% representou uma mudança importante no comportamento da Bolsa brasileira, que vinha enfrentando seis pregões consecutivos de desvalorização. O avanço levou o Ibovespa novamente à faixa dos 167 mil pontos e sinalizou uma melhora no apetite dos investidores por ativos de risco.

Entre os segmentos que contribuíram para o resultado estiveram o bancário, o de mineração e empresas que costumam reagir de maneira mais intensa às expectativas relacionadas aos juros.

As companhias com maior sensibilidade ao custo do crédito podem se beneficiar de perspectivas mais favoráveis para a política monetária. Quando os investidores acreditam que os juros podem permanecer estáveis ou cair futuramente, empresas dependentes de financiamento tendem a ganhar atratividade.

Já os bancos e as mineradoras também tiveram participação relevante na recuperação, ajudando a compensar o desempenho negativo de empresas ligadas ao setor petrolífero.

Decisão política nos Estados Unidos influencia os mercados

O cenário internacional teve participação importante na movimentação dos ativos brasileiros. Nos Estados Unidos, a confirmação de uma maioria democrata na Câmara dos Representantes e no Senado, após as eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, reduziu parte das preocupações dos investidores com possíveis mudanças na condução da política econômica norte-americana.

A perspectiva de maior previsibilidade política contribuiu para diminuir a pressão sobre os títulos públicos dos Estados Unidos. Com os rendimentos desses papéis em trajetória de enfraquecimento, houve melhora nas condições para investimentos em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Esse movimento também favoreceu a desvalorização do dólar no mercado internacional. Como a moeda norte-americana costuma funcionar como um ativo de proteção em períodos de incerteza, mudanças nas expectativas sobre a economia dos Estados Unidos podem provocar alterações relevantes nos fluxos globais de capital.

Dólar cai para R$ 5,45 antes de decisão do Copom

O dólar comercial encerrou a quarta-feira com queda de 0,64%, negociado a R$ 5,451. A desvalorização acompanhou o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior e refletiu o comportamento dos investidores diante das expectativas para a política monetária brasileira.

A cotação da moeda é acompanhada de perto por empresas importadoras, exportadoras e consumidores. Uma queda do dólar pode reduzir os custos de aquisição de produtos e insumos estrangeiros, além de contribuir para aliviar pressões sobre determinados preços da economia.

Entretanto, a variação cambial também depende de fatores como a entrada e saída de investimentos, as perspectivas fiscais do Brasil, o desempenho da economia internacional e as decisões dos principais bancos centrais.

Mercado aguardava anúncio sobre a taxa Selic

Outro acontecimento importante da sessão foi a expectativa pela decisão do Copom sobre a taxa básica de juros. O anúncio ocorreu depois do encerramento do pregão, confirmando a manutenção da Selic em 13,75% ao ano.

A decisão reforçou a importância do controle da inflação na condução da política monetária. A Selic influencia diretamente o custo dos empréstimos, o rendimento de aplicações financeiras e as condições de crédito para famílias e empresas.

Para quem investe, a manutenção dos juros em patamar elevado tende a preservar a atratividade da renda fixa, especialmente em aplicações vinculadas à taxa básica ou ao CDI. Por outro lado, pode limitar o desempenho de ações de empresas que dependem de crédito e de melhores condições de financiamento para expandir suas operações.

Queda do petróleo limita avanço da Bolsa brasileira

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Apesar da recuperação do Ibovespa, o mercado internacional de petróleo apresentou um movimento expressivo de desvalorização. O barril do Brent, referência global para a commodity, caiu 8,67% e terminou cotado a US$ 94,62.

A queda pressionou as ações da Petrobras, uma das empresas de maior peso na composição do principal índice da Bolsa brasileira. Como os papéis da companhia possuem participação relevante no Ibovespa, oscilações expressivas em suas cotações podem influenciar diretamente o resultado diário do indicador.

O petróleo é uma commodity estratégica para a economia brasileira, tanto pela importância da produção nacional quanto pelo impacto sobre combustíveis, receitas de exportação e resultados de empresas do setor energético.

Uma desvalorização da matéria-prima pode reduzir as expectativas de receita de companhias produtoras, embora seus efeitos dependam de fatores como custos de extração, volume produzido, política de preços e condições do mercado internacional.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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