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Compras em sites internacionais ficam mais caras em abril

A partir de abril de 2025, a alíquota do ICMS sobe para 20% em dez estados, encarecendo compras em sites internacionais.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Guararapes

A partir de 1º de abril, consumidores brasileiros que costumam comprar em plataformas internacionais de e-commerce, como Shopee, Shein e AliExpress, enfrentarão um aumento na carga tributária. Isso ocorre devido à elevação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em dez estados, tornando os produtos importados mais caros para os compradores.

Em dezembro de 2024, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) aprovou um ajuste na alíquota do ICMS aplicável às remessas internacionais de até US$ 3.000, elevando-a de 17% para 20%. O objetivo principal é igualar a tributação de produtos importados com os bens comercializados no mercado interno, buscando reduzir a disparidade de preços e fortalecer o comércio nacional.

Estados que adotaram o aumento do ICMS

ICMS turistas
Imagem: rafastockbr/shutterstock.com

O aumento do ICMS foi implementado nos seguintes estados brasileiros:

Leia mais: Compras internacionais terão ICMS mais alto em abril; veja os detalhes

  • Acre
  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Roraima
  • Sergipe

Nos demais estados e no Distrito Federal, a alíquota do ICMS para compras internacionais permanecerá em 17%.

Impacto no custo das compras internacionais

Com a elevação da alíquota do ICMS para 20%, o custo final das compras feitas em sites internacionais sofrerá um acréscimo considerável. Vale lembrar que, além do ICMS, também incide o Imposto de Importação, conhecido popularmente como “taxa da blusinha”. Esse imposto é de 20% para compras de até US$ 50 e de 60% para valores superiores.

Justificativa para o aumento do ICMS

O Comsefaz argumenta que a mudança tem o objetivo de:

  • Criar condições mais justas para a concorrência entre produtos nacionais e importados.
  • Estimular o fortalecimento da indústria e do varejo brasileiro.
  • Aumentar a arrecadação estadual e melhorar os investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

Reações do setor varejista

A medida gerou diferentes reações no mercado. De um lado, entidades representativas do varejo brasileiro, como a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), apoiam a iniciativa. Segundo a entidade, a tributação das plataformas internacionais de e-commerce no Brasil, atualmente em 44,5%, passará para 50%, aproximando-se dos 90% pagos pelo setor produtivo nacional.

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Por outro lado, consumidores e pequenos empreendedores que dependem dessas plataformas para compras pessoais e revendas demonstram preocupação com o aumento dos custos, que pode reduzir a competitividade dos produtos estrangeiros e limitar as opções de consumo.

Como os consumidores podem se preparar para a nova tributação?

Compras Internacionais impostos icms
Imagem: William Potter / shutterstock.com

Dessa maneira, diante dessas mudanças, os consumidores que compram frequentemente em sites internacionais devem avaliar algumas estratégias para minimizar os impactos financeiros. Com a alta do dólar e possíveis taxas adicionais, é essencial planejar melhor as compras para evitar surpresas no orçamento. Algumas ações que podem ajudar incluem:

  1. Comparar preços: com o aumento da tributação, pode ser mais vantajoso adquirir determinados produtos no mercado nacional.
  2. Acompanhar promoções: grandes eventos de descontos, como a Black Friday, podem ajudar a compensar os impostos adicionais.
  3. Planejar compras: comprar em maior volume para diluir os custos tributários pode ser uma estratégia viável.
  4. Considerar marketplaces nacionais: algumas empresas brasileiras estão aumentando sua variedade de produtos importados, oferecendo opções com menor burocracia tributária.

Considerações finais

A partir de abril, a tributação de compras internacionais aumentará em dez estados brasileiros, elevando os custos para consumidores que utilizam plataformas como Shopee, Shein e AliExpress. A medida busca equiparar a concorrência entre produtos nacionais e importados, mas também impacta diretamente os preços finais das mercadorias adquiridas no exterior.

Com isso, os consumidores devem reavaliar seus hábitos de compra e buscar alternativas para minimizar os custos adicionais, seja planejando melhor suas aquisições ou explorando novas opções no mercado interno.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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