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Índices como IVAR e IPCA pressionam aluguel em 2026

IGP-M sobe 2,73% em abril de 2026 e volta ao positivo em 12 meses. Veja impacto no aluguel e o que esperar.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Tesouro Direto

O IGP-M, principal indicador usado para reajustar contratos de aluguel no Brasil, registrou alta de 2,73% em abril de 2026. Trata-se da maior variação mensal desde maio de 2021, quando o índice havia subido 4,1%.

Com o resultado, o indicador acumulou alta de 0,61% em 12 meses — a primeira variação positiva anual desde outubro de 2025. Até então, o índice vinha registrando quedas ou estabilidade, o que havia suspendido reajustes em muitos contratos imobiliários.

A mudança de trajetória reacende a atenção de inquilinos e proprietários, especialmente para contratos com aniversário em maio.

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Reajuste de aluguel: quem será impactado

Contratos com vencimento em maio terão aumento

Os contratos de aluguel atrelados ao IGP-M com data de reajuste em maio de 2026 já devem refletir a alta recente do índice.

Na prática, isso significa que:

  • contratos que ficaram sem reajuste nos últimos meses voltam a ser corrigidos
  • o aumento será proporcional ao índice acumulado

Exemplo prático

Um inquilino que paga R$ 2.000 de aluguel terá um acréscimo aproximado de R$ 12,20, elevando o valor para R$ 2.012,20.

Embora o aumento ainda seja considerado moderado, ele marca uma virada importante após meses sem reajustes.

Por que não houve redução nos meses anteriores

Mesmo quando o IGP-M apresentou variações negativas, muitos contratos não tiveram redução no valor do aluguel. Isso ocorre porque:

  • a maioria das cláusulas prevê apenas reajuste positivo
  • não há obrigação contratual de reduzir o valor em caso de deflação

Esse modelo protege o proprietário de perdas, mas pode gerar distorções em períodos de queda de preços.

O que puxou a alta do IGP-M em abril

Preços ao produtor lideram a alta

O principal responsável pela aceleração do índice foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 3,49% em abril, contra 0,61% em março.

Esse indicador reflete os preços no atacado e tem grande peso na composição do IGP-M.

Destaques dentro do IPA

  • bens finais: +0,9%
  • bens intermediários: +2,81%
  • matérias-primas: +5,78%

A alta das matérias-primas, especialmente commodities, foi decisiva para o resultado.

Inflação ao consumidor também subiu

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,94%, acima dos 0,3% de março.

Entre os itens que mais subiram estão:

  • gasolina: +6,29%
  • óleo diesel: +14,93%
  • tomate: +13,44%
  • leite longa vida: +9,2%

Esses aumentos refletem pressões recentes nos preços de combustíveis e alimentos, com impacto direto no custo de vida da população.

O que é o IGP-M e por que ele é tão importante

Um índice amplo da economia

Criado no fim da década de 1940, o IGP-M foi desenvolvido para medir a evolução dos preços em diferentes etapas da economia.

Ele é calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e serve como referência para empresas, governo e consumidores.

Onde o índice é utilizado

Além dos aluguéis, o IGP-M é usado para:

  • reajuste de tarifas de energia elétrica
  • contratos de telefonia
  • mensalidades escolares
  • planos de saúde
  • contratos de concessão e parcerias público-privadas

Sua ampla aplicação faz com que ele seja um dos indicadores mais relevantes do país.

Como o IGP-M é calculado

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O índice é formado por uma média ponderada de três indicadores:

  • 60%: IPA (preços no atacado)
  • 30%: IPC (consumidor final)
  • 10%: INCC (custo da construção)

Essa composição faz com que o IGP-M seja mais sensível a variações de commodities e câmbio do que outros índices, como o IPCA.

Diferença entre IGP-M e IPCA

Enquanto o IGP-M reflete uma visão mais ampla da economia, o IPCA mede diretamente o custo de vida das famílias.

Na prática:

  • IGP-M: mais volátil, influenciado por atacado e dólar
  • IPCA: mais estável, focado no consumo das famílias

Por isso, nos últimos anos, muitos contratos de aluguel passaram a ser renegociados para usar o IPCA como referência.

Tendência para os próximos meses

A alta de abril interrompe um período de deflação, mas ainda não indica necessariamente um ciclo prolongado de aumentos.

O comportamento do índice dependerá de fatores como:

  • preços internacionais de commodities
  • variação do dólar
  • custo dos combustíveis
  • cenário inflacionário global

Se a pressão sobre matérias-primas continuar, o IGP-M pode manter trajetória de alta nos próximos meses.

O que inquilinos e proprietários devem fazer agora

Para inquilinos

  • verificar o índice de reajuste no contrato
  • simular o novo valor antes do vencimento
  • negociar condições, se necessário

Para proprietários

  • acompanhar a variação do índice
  • aplicar o reajuste conforme previsto em contrato
  • avaliar renegociações em caso de inadimplência

Imagem criada por IA

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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