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Dólar alto ou baixo: veja como isso muda seus ganhos nos investimentos

Descubra como o dólar afeta seus investimentos e proteja seu patrimônio com estratégias internacionais.

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro··4 min de leitura
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A oscilação do dólar é um fator crucial que pode determinar a rentabilidade e a segurança do patrimônio de investidores brasileiros.

Embora muitos concentrem seus investimentos na moeda local, o estudo “Impacto Cambial no Consumo dos Brasileiros e a Necessidade de Diversificação Internacional”, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), alerta que negligenciar a influência da moeda americana pode gerar perdas significativas.

Os especialistas Claudia Yoshinaga, Henrique Figueiredo, Ricardo Rochman e William Eid Junior recomendam que, no mínimo, 16% da carteira de um investidor brasileiro esteja alocada em ativos internacionais, com percentuais mais altos para famílias de alta renda.

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Papel da diversificação internacional

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Investir em diferentes mercados e moedas não é apenas uma estratégia de proteção: é também uma oportunidade de ampliar os retornos. A diversificação internacional permite ao investidor acessar setores ainda pouco representativos na bolsa brasileira, como tecnologia avançada, biotecnologia e processadores.

Setores internacionais em alta

Um exemplo claro é o desempenho das FANGs – Meta, Apple, Amazon, Netflix e Alphabet – que tiveram retorno médio de 340% entre 2020 e 2024. No mesmo período, o S&P500 apresentou 85% de retorno, enquanto o Ibovespa registrou apenas 28%.

“A diversificação internacional permite aos brasileiros acessarem um sem-número de oportunidades ao redor do mundo”, destacam os especialistas da FGV.

Essa estratégia protege o investidor das oscilações do mercado doméstico e oferece exposição a regiões com diferentes ciclos econômicos, aumentando o potencial de rentabilidade.

Inflação e taxa de câmbio: conexão direta com seus investimentos

Um dos equívocos mais comuns entre os brasileiros é não relacionar inflação e taxa de câmbio. Cerca de 10% dos produtos consumidos no Brasil são importados e estão indexados ao dólar, incluindo eletrônicos, veículos, combustíveis, medicamentos e alimentos básicos como trigo.

Quando se considera o efeito do câmbio nos insumos utilizados nos produtos nacionais, o impacto do dólar pode chegar a 14%, dependendo da faixa de renda. Isso evidencia que mesmo pessoas com renda mais baixa devem observar a exposição cambial.

Estratégias de proteção

Investimentos como fundos cambiais ou ativos internacionais podem proteger o poder de compra, mitigando os efeitos das flutuações do dólar sobre o custo de vida. A FGV enfatiza que essas estratégias são essenciais para equilibrar os impactos de longo prazo das oscilações cambiais no orçamento doméstico.

Gastos no exterior e volatilidade cambial

Outro aspecto que aumenta a relevância do dólar nos investimentos é o volume de gastos dos brasileiros no exterior. Em 2023, 24 milhões de brasileiros das classes média alta e alta gastaram US$ 19,5 bilhões em viagens e educação fora do país. Para essas famílias, a exposição cambial indireta somou cerca de 2,65% do impacto total em suas finanças.

Entre 2014 e 2024, o dólar médio foi de R$ 4,27, representando uma variação de 22,6%, reforçando a importância de estratégias que protejam o patrimônio contra volatilidade cambial.

“A exposição ao risco cambial é uma realidade para todos os brasileiros, mesmo que indiretamente”, conclui o estudo da FGV.

Benefícios de investir em ativos internacionais

Investir além do real traz vantagens que vão além da proteção patrimonial:

Proteção frente à inflação

Ao diversificar em moedas fortes, o investidor se protege da desvalorização do real e mantém o poder de compra, especialmente em produtos importados.

Acesso a setores inovadores

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Setores subrepresentados na B3, como tecnologia, biotecnologia e semicondutores, oferecem oportunidades de alto crescimento que podem elevar o retorno da carteira.

Diversificação geopolítica

Investir em diferentes países reduz riscos relacionados a instabilidades políticas e econômicas locais, equilibrando perdas potenciais.

Qual o percentual ideal de ativos internacionais?

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

O estudo da FGV sugere:

  • Mínimo recomendado: 16% da carteira em ativos internacionais.
  • Famílias de alta renda: 17% a 18%, considerando maior exposição a gastos internacionais e consumo de produtos importados.

Para uma estratégia de diversificação mais ampla, esses percentuais podem ser ainda maiores, dependendo do perfil do investidor e da composição de seu portfólio.

Considerações finais

O impacto do dólar nos investimentos brasileiros é direto e indireto. Além de afetar produtos importados, serviços e insumos nacionais, a volatilidade cambial influencia gastos internacionais e patrimônio financeiro.

Investir em ativos internacionais, como fundos cambiais, ações estrangeiras ou ETFs, não é apenas uma estratégia de proteção: é um movimento estratégico para diversificar, acessar setores inovadores e equilibrar os riscos da economia doméstica.

A lição principal do estudo da FGV é clara: todos os investidores brasileiros devem considerar a exposição cambial e a diversificação internacional como parte central da gestão de sua carteira.

Imagem: Freepik

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