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Importante decisão da Caixa sobre o empréstimo consignado do Auxílio Brasil

A Caixa Econômica Federal tomou uma importante decisão, definitiva, sobre o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. Saiba mais.

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Imagem de um celular com o aplicativo do auxílio brasil aberto. Ao fundo, algumas notas de R$100 desfocadas.

A Caixa Econômica Federal (CEF) tomou hoje, 1 de março de 2023, uma decisão definitiva sobre o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. A CEF comunicou que suspenderá definitivamente o serviço. Dessa forma, o empréstimo atrelado ao Novo Bolsa Família, não está mais disponível na Caixa.

Entretanto, o banco não é o único que oferece o serviço. Porém, 80% de todos os empréstimos feitos até 12 de janeiro de 2023, foram pela CEF. Ainda, em janeiro a Caixa havia suspendido essa opção para os beneficiários para fazer uma revisão das condições.

Antes da suspensão, o empréstimo consignado poderia comprometer 40% de R$400 que os beneficiários recebem do auxílio. Ou seja, os indivíduos poderiam afetar até R$160 de sua renda mensal para pagar o serviço. Ainda, a taxa de juros que incidia sobre o consignado era de 3,5%.

Revisão do empréstimo consignado do Auxílio Brasil

Em fevereiro de 2023, o Governo Federal estudava um reajuste nas condições do empréstimo consignado. À época, chegaram a um valor de 5% a ser descontado das parcelas do Novo Bolsa Família, no valor de R$600. Além disso, o limite de parcelas seria fixado em 6. Ou seja, o valor máximo a ser emprestado seria R$180, com parcelas de até R$30.

Ainda, o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) considerava a taxa de 3,5% de juros do empréstimo consignado como abusiva frente ao mercado. Dessa forma, a CEF junto ao governo, estudavam reduzir para 2,5%. Entretanto, os reajustes não foram suficientes para a Caixa manter o serviço.

Mais sobre o consignado

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Especialistas em finanças não recomendavam o empréstimo consignado atrelado ao Auxílio Brasil para fins de contas rotineiras. Isso porque, as condições não eram favoráveis no curto prazo e comprometeria uma parcela significativa do benefício. Portanto, valeria a pena apenas para casos de urgência.

Ademais, para os que contrataram o serviço até a sua suspensão, em 12 de janeiro, as condições seguem normais. Ou seja, devem continuar pagando o empréstimo consignado, por meio de desconto no Novo Bolsa Família. Ainda, para os que não recebem mais o benefício do governo, devem continuar pagando as parcelas em outra modalidade acordada com o banco onde o serviço foi contratado.

Imagem: rafapress / Shutetrstock

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

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