A Caixa Econômica Federal (CEF) tomou hoje, 1 de março de 2023, uma decisão definitiva sobre o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. A CEF comunicou que suspenderá definitivamente o serviço. Dessa forma, o empréstimo atrelado ao Novo Bolsa Família, não está mais disponível na Caixa.
Importante decisão da Caixa sobre o empréstimo consignado do Auxílio Brasil
A Caixa Econômica Federal tomou uma importante decisão, definitiva, sobre o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. Saiba mais.
Entretanto, o banco não é o único que oferece o serviço. Porém, 80% de todos os empréstimos feitos até 12 de janeiro de 2023, foram pela CEF. Ainda, em janeiro a Caixa havia suspendido essa opção para os beneficiários para fazer uma revisão das condições.
Antes da suspensão, o empréstimo consignado poderia comprometer 40% de R$400 que os beneficiários recebem do auxílio. Ou seja, os indivíduos poderiam afetar até R$160 de sua renda mensal para pagar o serviço. Ainda, a taxa de juros que incidia sobre o consignado era de 3,5%.
Revisão do empréstimo consignado do Auxílio Brasil
Em fevereiro de 2023, o Governo Federal estudava um reajuste nas condições do empréstimo consignado. À época, chegaram a um valor de 5% a ser descontado das parcelas do Novo Bolsa Família, no valor de R$600. Além disso, o limite de parcelas seria fixado em 6. Ou seja, o valor máximo a ser emprestado seria R$180, com parcelas de até R$30.
Ainda, o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) considerava a taxa de 3,5% de juros do empréstimo consignado como abusiva frente ao mercado. Dessa forma, a CEF junto ao governo, estudavam reduzir para 2,5%. Entretanto, os reajustes não foram suficientes para a Caixa manter o serviço.
Mais sobre o consignado
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Especialistas em finanças não recomendavam o empréstimo consignado atrelado ao Auxílio Brasil para fins de contas rotineiras. Isso porque, as condições não eram favoráveis no curto prazo e comprometeria uma parcela significativa do benefício. Portanto, valeria a pena apenas para casos de urgência.
Ademais, para os que contrataram o serviço até a sua suspensão, em 12 de janeiro, as condições seguem normais. Ou seja, devem continuar pagando o empréstimo consignado, por meio de desconto no Novo Bolsa Família. Ainda, para os que não recebem mais o benefício do governo, devem continuar pagando as parcelas em outra modalidade acordada com o banco onde o serviço foi contratado.
Imagem: rafapress / Shutetrstock
Pode ser do seu interesse:
