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IR: declaração de ações pode ser feita pelo site ou aplicativo

Aprenda como declarar ações, FIIs e renda variável no IR 2026 usando o Meu Imposto de Renda de forma simples e segura.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
receita federal malha fina

A temporada do Imposto de Renda 2026 trouxe uma mudança relevante para quem investe em renda variável no Brasil. Pela primeira vez, a Receita Federal do Brasil ampliou o uso da plataforma online Meu Imposto de Renda (MIR), permitindo que investidores declarem operações com ações, fundos imobiliários (FIIs) e Fiagros sem precisar baixar o tradicional programa no computador.

A novidade atende a uma demanda antiga por mais praticidade e digitalização. Mas, apesar da interface simplificada, declarar renda variável ainda exige atenção aos detalhes — especialmente porque erros podem levar à malha fina.

Neste guia completo, você vai entender como funciona o MIR, o passo a passo para declarar seus investimentos e os principais cuidados para evitar problemas com o Fisco.

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O que é o meu imposto de renda (MIR)

O Meu Imposto de Renda é uma plataforma online acessível pelo site ou aplicativo oficial da Receita. Ele permite preencher, revisar e enviar a declaração diretamente pela internet.

Principais vantagens

  • Dispensa instalação de programas
  • Interface mais simples e centralizada
  • Integração com declaração pré-preenchida
  • Acesso por computador ou celular

Para utilizar, é obrigatório ter uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro.

Quem precisa declarar renda variável

Qualquer pessoa que realizou operações na bolsa de valores em 2025 precisa declarar, mesmo que não tenha tido lucro.

Situações obrigatórias

  • Compra ou venda de ações
  • Operações de day trade
  • Investimentos em FIIs ou Fiagros
  • Recebimento de dividendos

A obrigatoriedade independe do valor movimentado.

Como declarar ações e investimentos no MIR

A Receita estruturou o sistema para que o contribuinte preencha todas as informações em menus organizados. Veja o passo a passo prático.

Declarando a posse dos ativos

A primeira etapa é informar o patrimônio.

Onde preencher

  • Acesse o menu “Patrimônio”
  • Busque o ativo pelo nome
  • Selecione o código correspondente

O que informar

  • Quantidade de ativos
  • Custo médio de aquisição
  • Situação em 31/12/2024 e 31/12/2025

Esse procedimento substitui a ficha “Bens e Direitos” do modelo antigo.

Informando ganhos e prejuízos

Depois, é necessário declarar os resultados das operações.

Caminho no sistema

  • Acesse o menu “Rendimentos”
  • Clique em “Adicionar”
  • Selecione “Renda Variável”

O que preencher

  • Lucros ou prejuízos mensais
  • Valores pagos via DARF (código 6015)
  • Imposto retido na fonte

O sistema permite detalhar mês a mês, o que é essencial para o cálculo correto do imposto.

Uso de prejuízos de anos anteriores

Uma vantagem importante é a possibilidade de compensar prejuízos acumulados.

O MIR possui campos específicos para:

  • Informar prejuízos anteriores
  • Compensar com lucros atuais

Essa prática é comum no mercado e reduz o imposto devido, desde que corretamente declarada.

Como declarar dividendos e rendimentos isentos

Dividendos continuam sendo isentos de imposto no Brasil e devem ser informados corretamente.

Onde declarar

  • Menu “Rendimentos”
  • Selecionar “Ganhos líquidos em operações no mercado à vista de ações”

O que informar

  • Valor total recebido no ano

Mesmo sendo isentos, esses rendimentos são obrigatórios na declaração.

Declaração de FIIs e Fiagros

Investidores em fundos imobiliários e Fiagros também devem informar seus dados no MIR.

Particularidades

  • Rendimentos mensais geralmente são isentos
  • Ganhos na venda de cotas são tributados
  • Não existe faixa de isenção como nas ações

Ou seja, qualquer lucro na venda de FIIs ou Fiagros deve ser tributado.

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Declaração pré-preenchida: facilidade com responsabilidade

O MIR permite acessar dados já preenchidos automaticamente, com base nas informações da Receita.

O que pode aparecer automaticamente

  • Informações de corretoras
  • DARFs pagos
  • Imposto retido na fonte
  • Posições de ativos (via ReVar, se autorizado)

Apesar disso, a Receita reforça: a responsabilidade pela conferência é do contribuinte.

Erros comuns ao declarar renda variável

Mesmo com a nova plataforma, alguns erros continuam frequentes.

Principais falhas

  • Não declarar prejuízos
  • Informar valores errados de DARF
  • Esquecer dividendos
  • Declarar custo errado das ações

Esses erros podem gerar inconsistências e levar à malha fina.

Exemplo prático

Imagine um investidor que:

  • Comprou ações ao longo de 2025
  • Vendeu parte com lucro em alguns meses
  • Teve prejuízo em outros
  • Recebeu dividendos

No MIR, ele deverá:

  1. Declarar a posição total em “Patrimônio”
  2. Informar mês a mês os resultados em “Rendimentos”
  3. Compensar prejuízos anteriores
  4. Declarar dividendos como isentos

Esse fluxo garante uma apuração correta e evita problemas futuros.

Vale a pena usar o MIR?

Para a maioria dos investidores pessoa física, sim.

Quando o MIR é vantajoso

  • Declarações simples ou moderadas
  • Quem busca praticidade
  • Usuários de celular

Quando pode não ser ideal

  • Operações muito complexas
  • Alto volume de ativos
  • Necessidade de controles paralelos avançados

Nesses casos, alguns investidores ainda preferem o programa tradicional.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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