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Leão à solta! Saiba a data exata para começar a declaração do Imposto de Renda 2026

Receita Federal deve divulgar prazo do imposto de renda 2026. Veja quem fica isento e o que muda na declaração.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Imposto de Renda

A Receita Federal deve divulgar na primeira quinzena de março o calendário oficial da declaração do imposto de renda 2026, referente ao ano-calendário 2025. O anúncio inclui a data de liberação do programa gerador da declaração e o prazo final para envio das informações.

Em 2025, o período de entrega foi de 15 de março a 31 de maio, segundo veículos especializados em economia. A tendência é que o cronograma siga modelo semelhante, mantendo o prazo de aproximadamente 75 dias para envio.

Até 28 de fevereiro, empresas, bancos e corretoras devem disponibilizar aos contribuintes os Informes de Rendimentos, documento essencial para preencher a declaração com dados corretos sobre salários, aposentadorias, aplicações financeiras e outros ganhos.

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Quem precisa declarar o imposto de renda em 2026

Embora as regras oficiais ainda não tenham sido publicadas, historicamente precisam declarar o imposto de renda contribuintes que:

Receberam rendimentos tributáveis acima do limite anual

Em 2025, o valor girou em torno de R$ 30 mil anuais. A atualização para 2026 dependerá da confirmação oficial da Receita Federal.

Obtiveram rendimentos isentos ou não tributáveis elevados

Inclui lucros e dividendos, heranças, indenizações e rendimentos de poupança acima de determinado valor anual.

Tiveram ganho de capital ou operaram na Bolsa

Quem vendeu imóveis com lucro, negociou ações ou outros ativos na Bolsa de Valores também costuma estar obrigado a declarar.

Possuem bens acima do limite estabelecido

Imóveis, veículos e aplicações financeiras acima de determinado patrimônio também entram nos critérios.

A recomendação é aguardar a Instrução Normativa oficial da Receita Federal, que detalha todas as obrigatoriedades.

Mudanças na tabela do imposto de renda e impacto real

Uma das principais dúvidas do contribuinte brasileiro é sobre a ampliação da faixa de isenção.

As novas regras de isenção e redução do imposto, que entraram em vigor em janeiro, só devem impactar a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física entregue em 2027, pois se referem aos rendimentos recebidos ao longo de 2026.

Isenção total para quem ganha até R$ 5 mil

Trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas que recebam até R$ 5 mil por mês passam a ter isenção total do imposto de renda na folha de pagamento.

Segundo informações do governo federal, cerca de 16 milhões de brasileiros devem ser beneficiados com a medida.

Importante: se a pessoa tiver mais de uma fonte de renda, poderá precisar complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.

Exemplo prático:

Um trabalhador que recebe R$ 4 mil de salário e R$ 2 mil de prestação de serviços como autônomo terá renda total de R$ 6 mil. Nesse caso, poderá haver ajuste na declaração anual.

Redução para quem ganha até R$ 7.350

Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá redução parcial e decrescente do imposto. Quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior será o desconto aplicado.

A regra também valerá para o 13º salário.

IR mínimo para alta renda: como funciona o IRPFM

Para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da faixa de isenção, foi criado o IRPFM, o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo.

A nova regra atinge pessoas com renda anual superior a R$ 600 mil.

Alíquota progressiva até 10%

Para rendas acima de R$ 1,2 milhão por ano, haverá alíquota mínima efetiva de 10%.

Esse imposto mínimo será apurado apenas a partir da declaração entregue em 2027.

O que entra no cálculo do IRPFM

Entram na conta:

  • Salários
  • Lucros e dividendos
  • Rendimentos de aplicações financeiras tributáveis

O que fica fora do cálculo

Não entram no IR mínimo:

  • Poupança
  • LCI e LCA
  • Fundos imobiliários
  • Fiagro
  • Investimentos incentivados
  • Heranças e doações
  • Indenizações por doença grave
  • Aluguéis atrasados
  • Valores recebidos acumuladamente por decisão judicial

Esses itens permanecem com tratamento tributário específico já previsto na legislação atual.

O que fazer antes da abertura do prazo

Enquanto o prazo oficial do imposto de renda 2026 não é divulgado, o contribuinte pode se preparar.

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Organize documentos

Reúna:

  • Informes de rendimentos de empresas e bancos
  • Recibos médicos e odontológicos
  • Comprovantes de despesas com educação
  • Documentos de compra e venda de bens
  • Extratos de investimentos

Revise despesas dedutíveis

Despesas médicas não têm limite de dedução, desde que comprovadas. Já gastos com educação possuem teto anual por dependente.

Atualize seus dados cadastrais

Verifique se CPF, endereço e dados bancários estão corretos para evitar problemas na restituição.

Restituição do imposto de renda: como funciona

A restituição é paga a quem recolheu imposto a mais ao longo do ano.

A Receita Federal organiza os pagamentos em lotes mensais, geralmente entre maio e setembro.

Têm prioridade:

  • Idosos
  • Pessoas com deficiência ou doença grave
  • Professores
  • Quem opta pela declaração pré-preenchida
  • Quem escolhe receber via Pix

Atenção aos golpes envolvendo imposto de renda

Todo ano, criminosos utilizam o tema imposto de renda para aplicar golpes, enviando e-mails falsos ou mensagens prometendo restituição.

A Receita Federal não envia links por e-mail ou WhatsApp para regularização imediata. O contribuinte deve acessar apenas o site oficial do governo.

Conclusão

O imposto de renda 2026 deve ter o calendário oficial divulgado pela Receita Federal na primeira quinzena de março. Até lá, o contribuinte pode se organizar reunindo documentos e revisando despesas dedutíveis.

As mudanças recentes na faixa de isenção beneficiam trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais, mas o impacto prático na declaração ocorrerá apenas a partir de 2027. Já a criação do IR mínimo para alta renda sinaliza uma reestruturação no modelo de tributação, com foco na progressividade.

Ficar atento às regras e prazos é essencial para evitar multa, cair na malha fina ou perder restituição.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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