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B3 disponibiliza dados e relatórios para o IR 2026

Veja como usar ferramentas da B3 no IR 2026 e evitar erros na declaração de investimentos.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Celesc

Com o prazo do Imposto de Renda 2026 começando em 23 de março e se encerrando em 29 de maio, milhões de brasileiros já se preparam para prestar contas à Receita Federal do Brasil. Para quem investe em ações, fundos imobiliários ou ETFs, o desafio é ainda maior: declarar corretamente cada operação, lucro e prejuízo.

Nesse cenário, a B3 passou a oferecer ferramentas gratuitas que ajudam a organizar dados, automatizar cálculos e reduzir o risco de cair na malha fina. A iniciativa acompanha uma tendência de digitalização do sistema tributário brasileiro, aproximando investidores e órgãos reguladores.

Mas afinal, quais são essas ferramentas e como utilizá-las na prática?

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Ferramentas da B3 que ajudam na declaração do IR 2026

A bolsa brasileira disponibiliza três soluções principais para quem investe em renda variável. Elas são integradas e pensadas para facilitar desde o controle até o pagamento de impostos.

Área do investidor e app B3

A chamada Área do Investidor é uma plataforma central que reúne todas as informações financeiras do contribuinte, mesmo que ele utilize diferentes corretoras.

Entre os dados disponíveis estão:

  • Posição consolidada dos investimentos
  • Histórico de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP)
  • Rendimentos ao longo do ano
  • Registro de compras e vendas de ativos

Essas informações podem ser exportadas em PDF ou Excel, facilitando o preenchimento da declaração no programa da Receita.

Outro ponto relevante é o acesso a relatórios específicos, como o de aluguel de ações. Esse tipo de operação, comum entre investidores mais experientes, gera rendimentos tributáveis e precisa ser informado corretamente.

Apesar da praticidade, especialistas recomendam sempre cruzar os dados com os informes enviados pelas corretoras, garantindo maior precisão.

ReVar: a calculadora automática de imposto

O grande destaque das ferramentas é o ReVar, desenvolvido em parceria com a Receita Federal. Ele funciona como uma calculadora automática de imposto para operações em renda variável.

A ferramenta permite calcular tributos sobre:

  • Ações
  • ETFs
  • Fundos imobiliários (FIIs)
  • BDRs

O diferencial está na automação: o sistema importa os dados diretamente da B3 e calcula ganhos e prejuízos mês a mês, algo que antes exigia planilhas complexas e acompanhamento manual.

Quando há imposto devido, o sistema gera automaticamente o DARF, documento necessário para o pagamento de tributos federais.

Como usar o ReVar na prática

O processo de uso é simples e pode ser feito em poucos passos:

  1. Acessar a Área do Investidor da B3
  2. Autorizar o compartilhamento de dados
  3. Ser direcionado ao portal e-CAC da Receita
  4. Informar custos de aquisição e prejuízos acumulados
  5. Conferir os resultados e emitir o DARF

Após a autorização inicial, o sistema começa a operar em até 10 dias.

É importante destacar que o pagamento do DARF é obrigatório para quem teve lucro em operações tributáveis. Caso contrário, o investidor pode sofrer multas, juros e até cair na malha fina.

Por que essas ferramentas reduzem o risco de erro

A declaração de investimentos sempre foi um dos pontos mais sensíveis do Imposto de Renda. Pequenos erros, como informar valores incorretos ou esquecer operações, podem gerar inconsistências.

Com o uso das ferramentas da B3, os principais benefícios são:

Menos inconsistências nos dados

Como as informações vêm diretamente da bolsa, o risco de divergência diminui significativamente.

Economia de tempo

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O investidor não precisa mais consolidar dados manualmente de diferentes corretoras.

Cálculo automático de impostos

O ReVar elimina a necessidade de cálculos complexos, especialmente para operações mensais.

Redução do risco de malha fina

Dados mais precisos e integrados aumentam as chances de uma declaração correta e sem pendências.

Digitalização do imposto de renda: uma tendência sem volta

A integração entre a B3 e a Receita Federal reflete um movimento mais amplo de modernização do sistema tributário brasileiro.

Nos últimos anos, o governo tem investido em cruzamento de dados e automação, tornando a fiscalização mais eficiente. Isso significa que erros que antes passavam despercebidos agora são facilmente identificados.

Para o investidor, isso traz uma responsabilidade maior, mas também ferramentas mais eficientes para cumprir suas obrigações.

O que o investidor deve fazer agora

Se você investe em renda variável, o ideal é não deixar para a última hora. Algumas ações práticas podem fazer toda a diferença:

  • Acessar a Área do Investidor e revisar seus dados
  • Baixar relatórios atualizados
  • Conferir informes das corretoras
  • Utilizar o ReVar para calcular impostos
  • Regularizar eventuais DARFs em atraso

Esse planejamento evita correria, reduz erros e garante mais tranquilidade na hora de declarar.

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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