Surpreendendo o mercado financeiro, indicações do governo presidido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram rejeitadas pela Petrobras (PETR4), uma das empresas que historicamente conta com nomes indicados pelo presidente.
Indicações do governo Lula ao conselho da Petrobras são rejeitadas; entenda os motivos
Indicações do governo Lula ao conselho da Petrobras são rejeitadas; entenda em detalhes os motivos da rejeição.
Segundo informações divulgadas pelo Estadão, membros do governo petista teriam indicado o nome de Pietro Mendes para a presidência e o de Sergio Rezende para o Conselho de Administração da estatal.
Motivo das rejeições
Ainda segundo informações divulgadas pelo Estadão, quando as indicações de nomes eram ainda mera especulações, membros do Conselho já eram contrários às indicações de Lula por considerá-los inadequados para os cargos em questão.
A justificativa para barrar a indicação de Mendes seria o fato de que ele já ocupa o cargo de secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Com isso, o Comitê da Petrobras destaca que pode haver um conflito de interesse, caso ele atue nos dois setores ao mesmo tempo.
Quanto a Rezende, as ressalvas se referem ao seu passado como membro do PSB. Considerando que ele atuou de forma relevante no partido recentemente, a sua indicação iria contra a Lei das Estatais, que define que deve haver um período de quarentena antes de assumir cargos públicos.
A medida contra Lula é definitiva?
Embora a rejeição tenha surpreendido a opinião pública, fontes próximas ao Comitê destacam que o Conselho não tem um caráter de juiz. Assim, o Conselho pode opinar se acreditar que os nomes indicados pelo governo Lula não são boas opções para a Petrobras.
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No entanto, a decisão definitiva só será efetivamente adotada após os acionistas da Petrobras se reunirem em assembleia e decidirem o assunto formalmente, considerando ou não o parecer do Comitê de Pessoas.
Vale destacar ainda que estes últimos nomes foram indicados por Lula somente na última quarta-feira (15), e que nomes apontados anteriormente pelo governo para o Conselho ainda devem ser analisados pelo Comitê, que estudará se a medida é válida ou não.
Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil
