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Alimentos e conta de luz pressionam inflação e pesam mais no bolso dos brasileiros

Prévia da inflação sobe em junho com alta da conta de luz e dos alimentos. Veja os produtos que mais encareceram e o impacto no orçamento.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
conta de luz 3

O custo de vida voltou a subir em junho e afetou diretamente o orçamento das famílias brasileiras. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou alta de 0,41% no mês.

Os principais responsáveis pelo avanço foram os grupos Alimentação e Bebidas e Habitação, impulsionados principalmente pelo aumento da conta de energia elétrica e pela alta de alimentos básicos como batata, tomate, feijão e cebola.

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,80%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%.

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O que fez a inflação subir em junho

Conta de luz
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial e mostra quais produtos e serviços tiveram maior impacto sobre o orçamento das famílias.

Conta de luz teve o maior impacto do mês

O principal destaque foi a energia elétrica residencial, que ficou 2,04% mais cara em junho.

O aumento foi provocado principalmente pela adoção da bandeira tarifária amarela e pelos reajustes aplicados por distribuidoras em algumas regiões do país.

Como a energia elétrica está presente em praticamente todas as residências, qualquer reajuste acaba tendo efeito imediato no orçamento doméstico.

Além da despesa direta com a conta de luz, custos maiores de energia também podem influenciar os preços de diversos produtos e serviços.

Alimentos básicos voltaram a subir

Os supermercados continuam sendo um dos locais onde o consumidor mais percebe os efeitos da inflação.

Entre os alimentos que registraram as maiores altas em junho estão:

  • batata-inglesa: 29,42%;
  • tomate: 17,27%;
  • feijão-carioca: 14,29%;
  • cebola: 9,54%.

São produtos presentes na alimentação diária da maioria das famílias brasileiras, tornando o impacto ainda mais significativo.

Alguns alimentos ficaram mais baratos

Apesar das altas expressivas, alguns produtos ajudaram a reduzir parte da pressão inflacionária.

Entre eles estão:

  • café moído: queda de 3,69%;
  • frutas: recuo de 0,96%;
  • combustíveis: redução média de 1,22%.

Essas quedas impediram que o índice geral fosse ainda maior.

A inflação dos alimentos preocupa em 2026

Os números mostram que o aumento dos preços não ocorreu apenas em junho.

Produtos já dobraram de preço neste ano

No acumulado do primeiro semestre de 2026, alguns alimentos registraram altas superiores a 100%.

Os maiores aumentos foram:

  • tomate: 103,84%;
  • cenoura: 103,10%;
  • batata-inglesa: 100,20%.

Esses produtos são bastante sensíveis às condições climáticas, ao custo do transporte e à oferta agrícola, fatores que ajudam a explicar oscilações tão expressivas.

Alimentação continua pressionando o orçamento

Como alimentação representa uma das maiores despesas das famílias, principalmente das de menor renda, aumentos consecutivos reduzem o poder de compra e exigem mudanças no planejamento financeiro.

Em muitos casos, consumidores substituem produtos mais caros por alternativas semelhantes ou reduzem o volume das compras para manter o orçamento equilibrado.

Outros gastos também ficaram mais caros

Além da alimentação e da energia elétrica, outros serviços apresentaram reajustes em junho.

Passagens aéreas

As passagens aéreas registraram aumento de 7,24%, influenciadas pela demanda e pelas variações operacionais do setor.

Produtos de higiene pessoal

Itens de higiene tiveram alta média de 1,03%, impactando despesas recorrentes das famílias.

Embora individualmente esses aumentos sejam menores, somados aos reajustes de alimentação e habitação acabam ampliando a pressão sobre o orçamento mensal.

Inflação segue acima da meta

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O resultado de junho mantém a inflação acima do limite considerado ideal para a economia brasileira.

Acumulado do ano

Nos seis primeiros meses de 2026, o IPCA-15 acumula alta de 3,45%.

Acumulado em 12 meses

Já no período de 12 meses, o índice chegou a 4,80%, ultrapassando o teto da meta de inflação de 4,5%.

Quando a inflação permanece elevada por um período prolongado, o Banco Central costuma manter uma política monetária mais restritiva para controlar a alta dos preços, o que pode influenciar os juros cobrados em empréstimos e financiamentos.

Cidades tiveram resultados diferentes

A inflação não avançou da mesma forma em todo o país.

Brasília registrou a maior alta

A capital federal apresentou inflação de 0,93%, a maior entre as localidades pesquisadas.

Os principais fatores foram:

  • aumento das passagens aéreas;
  • alta da gasolina.

Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador tiveram os menores índices

As três capitais registraram inflação de 0,28%.

Em Curitiba, o resultado foi influenciado principalmente pela redução nos custos de emplacamento, licenciamento de veículos e gasolina.

Em Salvador, a queda do café moído e dos combustíveis ajudou a conter os preços.

Já no Rio de Janeiro, hospedagem e seguro voluntário de veículos ficaram mais baratos, contribuindo para aliviar o índice local.

O que esperar nos próximos meses

Conta de luz
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O comportamento da inflação dependerá de diversos fatores, como o clima, a produção agrícola, o preço da energia elétrica, os combustíveis e o cenário econômico nacional e internacional.

Caso os alimentos continuem registrando altas expressivas e a energia permaneça mais cara, a pressão sobre o custo de vida poderá continuar nos próximos meses. Por outro lado, reduções em itens como combustíveis e alguns alimentos podem ajudar a equilibrar o índice.

Para os consumidores, o momento reforça a importância de pesquisar preços, acompanhar promoções e planejar as compras, especialmente dos produtos que mais sofreram reajustes ao longo do primeiro semestre de 2026.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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