Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Inflação nos EUA e pauta fiscal pressionam dólar para queda; Ibovespa avança

Com inflação abaixo do previsto nos EUA e expectativas fiscais no Brasil, o dólar recua para o menor nível do ano.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
dólar mercado inflação moedas fed

Nesta quarta-feira (11), os ativos brasileiros responderam com entusiasmo a dois fatores principais: a desaceleração da inflação nos Estados Unidos e os sinais de responsabilidade fiscal vindos do governo federal. O dólar à vista cedeu 0,53%, encerrando o pregão em R$ 5,5392 — a cotação mais baixa de 2025 até agora e a menor desde outubro de 2024. Enquanto isso, o Ibovespa avançou 0,51% e alcançou os 137.128 pontos, refletindo o apetite por risco e a confiança renovada dos investidores no ambiente macroeconômico.

Alívio inflacionário nos EUA reacende expectativas de corte de juros

Mercado reage: dólar e Bolsa sobem após trégua de Trump e reunião Haddad-Lula inflação
Imagem: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Leia mais: Dólar atinge R$ 5,56 com influência de cenário fiscal e mercado global

O aumento de apenas 0,1% em maio — frente a uma expectativa de 0,2% — trouxe alívio ao mercado, que vinha se preparando para uma possível persistência inflacionária.

A versão do índice que desconsidera componentes mais instáveis, como alimentos e energia, apresentou uma alta abaixo das projeções, tanto no comparativo mensal quanto no acumulado de 12 meses. Esse resultado fortaleceu a expectativa de que o Federal Reserve poderá flexibilizar sua política monetária nos próximos meses.

Repercussão no câmbio: dólar em baixa no cenário internacional

A possível flexibilização da política monetária nos Estados Unidos tem diminuído o apelo dos Treasuries, os títulos públicos norte-americanos, entre os investidores internacionais. Com menor retorno projetado, cresce o interesse por ativos de países emergentes, o que contribui para a valorização de moedas como o real.

Essa mudança no fluxo global foi refletida no índice DXY — indicador que mede o desempenho do dólar frente a um conjunto de moedas internacionais —, que cedeu 0,23% e encerrou o dia em 98,73 pontos.

Acordo EUA-China colabora para clima positivo no mercado

Outro fator que sustentou o bom humor global foi o anúncio de um novo entendimento comercial entre Estados Unidos e China. O acordo, firmado em Londres, prevê a flexibilização de restrições às exportações de minerais estratégicos chineses, em troca da reabertura do sistema educacional americano a estudantes chineses.

Trump confirma conclusão do acordo

O ex-presidente Donald Trump, ainda influente nas relações internacionais e no cenário eleitoral dos EUA, afirmou que o acordo está “concluído” e representa um “passo histórico para a estabilização da balança comercial com a China”.

Ibovespa sobe com otimismo, puxado por ações ligadas ao mercado interno

Papéis de bancos, varejo e construção civil — setores sensíveis à taxa de juros e ao ambiente macroeconômico — lideraram os ganhos.

Perspectiva de corte de juros também anima bolsa

A expectativa de que o Fed possa cortar juros no segundo semestre impulsiona as bolsas globais. No Brasil, se as medidas fiscais forem bem-sucedidas, abre-se espaço para o Banco Central também reduzir a taxa Selic.

Destaques do pregão:

  • Magazine Luiza (MGLU3): +3,1%
  • Itaú Unibanco (ITUB4): +2,4%
  • MRV Engenharia (MRVE3): +2,8%
  • Petrobras (PETR4): -0,7% (acompanhando queda do petróleo)

Expectativas para os próximos dias

Dólar
Imagem rafastockbr/ Shutterstock

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

O mercado deve continuar atento à tramitação das medidas fiscais no Congresso Nacional.

Apesar do otimismo pontual, riscos como a continuidade da guerra comercial, instabilidade geopolítica e desafios na execução do ajuste fiscal brasileiro ainda estão no radar.

FAQ

Como o acordo entre EUA e China influencia o mercado?

Reduz tensões comerciais e diminui a percepção de risco global, o que favorece moedas emergentes e impulsiona bolsas ao redor do mundo.

Quais setores da bolsa se beneficiam com queda de juros?

Setores como varejo, construção civil e bancos tendem a se beneficiar, pois são mais sensíveis ao custo do crédito e ao consumo interno.

Considerações finais

Entretanto, apesar do clima positivo, permanecem desafios importantes, como a necessidade de aprovação das medidas no Congresso e os riscos geopolíticos que ainda podem alterar o cenário. Assim, investidores e analistas seguem atentos, avaliando os desdobramentos e adaptando suas estratégias conforme a evolução das condições econômicas nacionais e internacionais.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

Topicos relacionados