Ao realizar compras em farmácias, é comum que os atendentes peçam o CPF do cliente para oferecer descontos ou vantagens de fidelidade.
Aviso importante para quem informa o CPF em farmácias: saiba os riscos
Veja como a coleta de CPF em farmácias pode afetar sua privacidade e os cuidados necessários para proteger seus dados pessoais conforme a LGPD.
No entanto, essa prática levanta preocupações quanto à privacidade de dados e à legalidade da coleta, especialmente em relação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Neste artigo, vamos entender os riscos dessa prática, como a LGPD regula a coleta de dados pessoais e o que você pode fazer para proteger suas informações.
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Redes como Drogasil, Droga Raia e Onofre frequentemente solicitam o CPF dos clientes ao final da compra. Essa prática tem como objetivo:
- Oferecer descontos e promoções personalizadas.
- Cadastrar o cliente em programas de fidelidade.
- Facilitar o registro de notas fiscais eletrônicas.
Apesar dos benefícios aparentes, é essencial considerar os riscos associados ao compartilhamento do CPF em qualquer estabelecimento.
Como a LGPD regula a coleta de CPF em farmácias?
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde 2020, estabelece diretrizes rigorosas sobre o uso e a coleta de dados pessoais, incluindo o CPF, que é considerado um dado sensível. Segundo a LGPD:
- Consentimento prévio, claro e específico é necessário para a coleta de dados pessoais.
- As farmácias devem informar o motivo da coleta e como os dados serão utilizados.
- O consumidor tem o direito de negar o fornecimento do CPF sem sofrer penalidades ou prejuízos no atendimento.
Exceções permitidas pela LGPD
A LGPD permite a coleta de dados sem consentimento em algumas situações, como o cumprimento de obrigações legais ou regulatórias. Entretanto, o uso do CPF para fins comerciais, como marketing ou publicidade, requer o consentimento explícito do cliente.
Riscos associados à coleta de CPF em farmácias
Embora fornecer o CPF possa parecer uma ação inofensiva, há riscos reais associados à coleta e ao uso indevido de dados:
1. Vazamento de dados
O CPF é um dos principais alvos de fraudadores, pois pode ser usado para abrir contas bancárias, solicitar crédito ou realizar compras em nome do titular. Se a farmácia não proteger adequadamente os dados coletados, há risco de vazamento e fraudes.
2. Uso para marketing indesejado
Se você fornece o CPF sem entender os termos de uso, pode acabar sendo alvo de campanhas de marketing e publicidade indesejadas. Isso ocorre porque os dados podem ser compartilhados com terceiros sem o consentimento apropriado.
3. Coleta excessiva de dados
A coleta de dados além do necessário é um problema frequente. Muitas vezes, as farmácias pedem o CPF para gerar descontos, mas acabam armazenando essas informações em sistemas que não seguem práticas seguras de armazenamento.
Como proteger seus dados ao informar o CPF em farmácias
Para garantir a proteção de seus dados pessoais, siga estas dicas:
1. Pergunte o motivo da coleta
Antes de fornecer o CPF, pergunte por que ele está sendo solicitado e como será utilizado. Certifique-se de que o uso está de acordo com a LGPD e que os dados não serão usados para outros fins sem o seu consentimento.
2. Opte por não fornecer o CPF
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Se você não se sentir seguro ou não ver vantagens em compartilhar o CPF, saiba que tem o direito de recusar sem prejuízo ao atendimento.
3. Revise suas informações
Algumas farmácias oferecem portais de privacidade, onde é possível revisar ou excluir os dados coletados. Veja como isso pode ser feito em algumas redes:
- Raia Drogasil: Acesse o portal de privacidade e preencha o formulário para solicitar a exclusão ou correção de dados.
- Grupo DPSP (Drogaria São Paulo e Drogaria Pacheco): Você pode acessar o portal de privacidade para corrigir ou eliminar as informações armazenadas.
4. Denuncie o uso indevido
Se você suspeitar que seus dados foram usados de forma inadequada, entre em contato com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para denunciar a situação. A ANPD é o órgão responsável por garantir o cumprimento da LGPD e pode aplicar sanções, que podem chegar a R$ 50 milhões por infração.
Medidas de segurança adotadas pelas farmácias
Para cumprir a LGPD, as farmácias precisam adotar medidas de segurança, como:
- Criptografia de dados para proteger as informações armazenadas.
- Capacitação de funcionários sobre boas práticas de segurança de dados.
- Notificação imediata aos clientes em caso de vazamento de informações.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) tem intensificado a fiscalização sobre o uso de dados pessoais por empresas, incluindo farmácias, para garantir a conformidade com a LGPD.
Considerações finais
Informar o CPF em farmácias pode parecer um procedimento rotineiro, mas é importante estar ciente dos riscos e garantir que seus dados sejam utilizados de forma adequada e segura.
A LGPD oferece proteção aos consumidores, mas é fundamental que cada um faça sua parte, questionando, verificando e, quando necessário, negando o compartilhamento de dados.
Imagem: lifeforstock / Freepik
