O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) intensificou as investigações sobre possíveis fraudes envolvendo respostas de entidades que atuam na contestação de descontos considerados indevidos na folha de pagamento de aposentados e pensionistas. Sob suspeita está a apresentação de documentos falsificados ou irregulares para justificar os descontos contestados pelos beneficiários.
Suspeita de fraude: INSS apura irregularidades em respostas de entidades
INSS apura irregularidades em documentos apresentados por entidades para justificar descontos indevidos em benefícios.
A apuração busca garantir a transparência e a segurança dos processos, protegendo os direitos dos segurados e assegurando que apenas débitos legítimos sejam mantidos.
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O que está sendo investigado: a “fraude da fraude”

Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, a principal suspeita gira em torno da chamada “fraude da fraude”. O termo refere-se à possibilidade de que entidades, ao serem questionadas sobre descontos contestados, tenham apresentado documentos falsos para justificar os valores descontados.
Esses documentos poderiam incluir assinaturas adulteradas, gravações de voz fora do padrão autorizado ou softwares usados para manipular informações, aumentando a complexidade das irregularidades. A investigação está sendo realizada em conjunto com a Dataprev e a Controladoria-Geral da União (CGU), em busca de confirmar os indícios de fraude.
A dimensão do problema: milhares de pedidos em análise
Até o momento, as entidades já apresentaram documentação para justificar 769 mil pedidos de contestação feitos por segurados do INSS. Esses casos ainda estão em fase de avaliação rigorosa pelas equipes técnicas do instituto e órgãos parceiros.
Após a apresentação da documentação pelas entidades, o segurado tem a oportunidade de analisar as justificativas e pode concordar com a regularização do desconto ou contestar com base em indícios de falsidade ideológica, indução ao erro ou mesmo pelo fato de não reconhecer a assinatura presente nos documentos.
Procedimentos em caso de contestação
Quando o segurado apresenta uma contestação contra a justificativa da entidade, a responsabilidade de devolver o valor contestado recai sobre essa instituição. A devolução deve ocorrer em até cinco dias úteis.
Caso o ressarcimento não seja realizado, o processo é encaminhado para auditoria do INSS. Paralelamente, o aposentado ou pensionista é orientado sobre as ações judiciais cabíveis para reaver os valores indevidamente descontados.
Parceria com Defensorias Públicas para proteger beneficiários
Reconhecendo a vulnerabilidade dos aposentados e pensionistas diante da complexidade das fraudes, o INSS propôs uma cooperação com as Defensorias Públicas dos Estados. O objetivo é oferecer suporte jurídico e orientação para que os beneficiários possam contestar e reaver eventuais descontos ilegais com segurança.
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Essa iniciativa reforça o compromisso do instituto com a defesa dos direitos dos segurados e com a transparência dos processos administrativos.
Impactos e importância do combate às fraudes
A apuração rigorosa das irregularidades é fundamental para assegurar que os benefícios sociais, garantidos pela Previdência Social, não sejam comprometidos por atos fraudulentos. O combate à “fraude da fraude” protege o sistema previdenciário de prejuízos financeiros e assegura que os descontos aplicados sejam legais e devidamente comprovados.
Além disso, ações eficazes contra irregularidades fortalecem a confiança dos segurados no INSS e no sistema como um todo, garantindo que os recursos públicos sejam utilizados de maneira correta e justa.
O que fazer ao identificar descontos suspeitos

O INSS recomenda que aposentados e pensionistas fiquem atentos aos descontos realizados em seus benefícios. Caso identifiquem valores não reconhecidos ou questionáveis, é importante buscar informações por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo telefone de atendimento.
Ao notar irregularidades, o segurado deve formalizar a contestação e acompanhar o processo de análise, inclusive verificando as respostas enviadas pelas entidades responsáveis. Em caso de dúvidas, o acesso a apoio jurídico, como a Defensoria Pública, pode ser decisivo para garantir os direitos.
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