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INSS e a nova identidade: como a biometria será usada e o que fazer para se regularizar

INSS passa a exigir a nova Carteira de Identidade Nacional com biometria para solicitar ou manter aposentadorias e pensões a partir de 2028.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou mudanças importantes na documentação exigida para a solicitação e manutenção de benefícios previdenciários. A partir de 2028, a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) será o único documento aceito com biometria para todos os pedidos de aposentadoria, pensão e outros benefícios.

Essa atualização faz parte de um esforço do governo federal para unificar a identificação dos cidadãos brasileiros, integrando o CPF como número único e padronizando o documento em todo o território nacional. A medida também visa aumentar a segurança no acesso aos benefícios do INSS e reduzir fraudes.

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Cadastro biométrico já é obrigatório para novos pedidos

Desde 21 de novembro de 2025, qualquer novo pedido de benefícios junto ao INSS requer a apresentação de cadastro biométrico. Neste momento, a instituição ainda aceita biometrias de documentos como a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), o Título de Eleitor ou a própria CIN.

Contudo, a partir de 1º de maio de 2026, será obrigatório que todos os cidadãos sem qualquer registro biométrico emitam a nova Carteira de Identidade Nacional para conseguir solicitar aposentadoria ou pensão. Essa transição gradual permite que beneficiários atuais se adequem às novas regras sem interrupção de pagamentos.

Quem está dispensado da exigência de biometria

Apesar da obrigatoriedade, alguns grupos terão isenção temporária ou permanente da exigência de biometria:

  • Pessoas com mais de 80 anos;
  • Indivíduos com dificuldades de locomoção por motivos de saúde, mediante comprovação;
  • Moradores de áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas atendidas pelo programa PREVBarco;
  • Migrantes, refugiados e apátridas;
  • Brasileiros residentes no exterior.

Além disso, até 30 de abril de 2026, não será necessário apresentar biometria para requerimentos de:

  • Salário-maternidade;
  • Benefício por incapacidade temporária;
  • Pensão por morte.

Para benefícios já ativos, não haverá bloqueio automático. Caso o INSS identifique a necessidade de atualizar a biometria, os beneficiários receberão comunicação individual e orientações para providenciar a CIN.

Como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional

A emissão da CIN é gratuita e pode ser realizada em todo o país. Para solicitar o documento, os cidadãos devem seguir os seguintes passos:

  1. Agendar atendimento: acesse o site do órgão de identificação do seu estado, como o Instituto-Geral de Perícias, e faça o agendamento online.
  2. Reunir documentos: leve os originais e cópias simples exigidas no dia do atendimento.
  3. Comparecer ao posto emissor: vá no dia e horário marcados com os documentos e protocolo do agendamento.
  4. Coletar biometria: suas digitais, assinatura e foto serão registradas.
  5. Acompanhar emissão: verifique o status da solicitação pelo site do órgão emissor.
  6. Retirar documento físico: após notificação, busque a versão impressa da CIN no local indicado.
  7. Acessar versão digital: a versão eletrônica ficará disponível no aplicativo Gov.br, na aba “Meus Documentos”.

Fases de implementação da nova exigência do INSS

O processo de obrigatoriedade da CIN para o INSS ocorrerá em três fases:

  • 21 de novembro de 2025: qualquer novo pedido de benefício exige cadastro biométrico, aceitando ainda CIN, CNH ou Título de Eleitor.
  • 1º de maio de 2026: cidadãos sem biometria nos documentos aceitos deverão emitir a CIN para solicitar benefícios.
  • 1º de janeiro de 2028: a CIN se tornará o único documento aceito com biometria para todos os requerimentos e manutenções de benefícios no INSS.

Essa implementação gradual garante que a transição seja organizada, evitando transtornos e interrupções no pagamento de benefícios.

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Impactos da nova Carteira de Identidade Nacional no INSS

A exigência da CIN com biometria representa um avanço no controle e na segurança do sistema previdenciário. Entre os principais impactos estão:

  • Redução de fraudes: a unificação da biometria e do CPF como número único dificulta a duplicidade de cadastros e fraudes em benefícios.
  • Agilidade no atendimento: a padronização do documento permite a digitalização mais rápida e eficiente de processos no INSS.
  • Facilidade para cidadãos: com a versão digital, será possível acessar e validar informações sem necessidade de deslocamento frequente.
  • Modernização do sistema: a CIN integra bases de dados do governo, conectando diferentes órgãos e facilitando consultas e atualizações cadastrais.

Orientações para beneficiários do INSS

É fundamental que todos os beneficiários mantenham seus dados atualizados e estejam atentos aos prazos. A não emissão da CIN dentro do período estabelecido poderá impedir a solicitação de novos benefícios ou atualizações nos benefícios já ativos.

Cidadãos com dúvidas sobre a exigência podem acessar informações nos canais oficiais do INSS, incluindo o portal Meu INSS, aplicativo e central de atendimento telefônico 135. A consulta permite verificar se há pendências cadastrais ou necessidade de atualização da biometria.

Considerações finais

A implementação da nova Carteira de Identidade Nacional com biometria para o INSS representa uma mudança significativa na forma como os benefícios previdenciários serão solicitados e mantidos. A unificação do CPF como número único, a padronização do documento e a versão digital trazem maior segurança, eficiência e praticidade para os cidadãos brasileiros.

A transição gradual até 2028 garante que beneficiários tenham tempo para se adaptar às novas regras sem prejuízos nos pagamentos. Manter os dados atualizados e emitir a CIN dentro dos prazos estabelecidos é essencial para continuar acessando aposentadorias, pensões e outros benefícios do INSS sem interrupções.

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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