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INSS anuncia que perícias com médicos em greve serão automaticamente reagendadas

Saiba como o INSS está lidando com a greve de médicos peritos, com reagendamentos automáticos via Dataprev e notificações pelo Meu INSS.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
inss greve

A partir desta segunda-feira (27), as perícias médicas previamente marcadas com profissionais em greve serão automaticamente reagendadas pelo INSS.

A decisão, anunciada pelo Ministério da Previdência Social, visa mitigar os impactos causados pela paralisação parcial de médicos peritos, que teve início em setembro de 2024 e afeta cerca de 10% da categoria.

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Como serão realizados os reagendamentos?

INSS
Imagem: rafapress / Shutterstock.com

De acordo com a pasta, o processo será gerido pela Dataprev, que reencaminhará os segurados a outros médicos que estejam atuando regularmente. Os beneficiários serão notificados sobre o novo dia e horário do atendimento por meio de mensagens automáticas no aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.

“A medida administrativa visa proteger os requerentes e preservar o interesse público, assegurando a continuidade da prestação dos serviços públicos essenciais da Perícia Médica Federal e a realização dos atendimentos dos requerentes da Previdência Social”, declarou o Ministério da Previdência Social.

Além disso, o governo confirmou que os profissionais que aderiram à greve terão suas agendas suspensas e sofrerão desconto integral nos salários referentes ao período em que permanecerem paralisados.

O impacto da greve

Desde setembro de 2024, a paralisação parcial dos peritos médicos tem dificultado a realização das perícias necessárias para a concessão de benefícios previdenciários, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

Embora a greve seja parcial, o Ministério da Previdência Social destacou que a postura da categoria contraria a Lei n.º 7.783, de 28 de junho de 1989, que exige comunicação prévia em casos de interrupção de serviços essenciais. Essa falta de aviso, segundo a pasta, tem impedido a administração pública de organizar os atendimentos de forma eficaz, resultando na necessidade de reagendamentos.

Origem da greve

A principal motivação para a greve, conforme apontado pelo ministério, é a insatisfação da categoria com um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que considerou ilegais partes do acordo firmado em 2022. Na ocasião, os médicos peritos obtiveram a redução de 40% de sua produtividade como parte das condições negociadas.

Entretanto, em cumprimento à decisão do TCU, o Ministério da Previdência Social implementou um novo Programa de Gestão e Desempenho (PGD), que aumentou as metas de produtividade. A adesão ao programa atingiu 90% dos profissionais, mas gerou insatisfação entre os que defendiam a manutenção das condições anteriores.

“A adoção do novo PGD trouxe resultados positivos para o sistema, garantindo maior celeridade no atendimento aos segurados e melhor organização do trabalho dos peritos”, ressaltou a pasta.

O que muda para os segurados?

Imagem: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Comunicação dos reagendamentos

Os segurados que aguardavam perícias médicas com profissionais em greve devem ficar atentos às notificações enviadas pela Central 135 ou pelo aplicativo Meu INSS. O governo reforça que todas as marcações serão reagendadas automaticamente, sem necessidade de nova solicitação.

Essa medida é essencial para evitar que os requerentes precisem enfrentar filas ou atrasos adicionais, garantindo a continuidade dos serviços públicos.

Garantia de atendimento

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Ao priorizar o reagendamento automático, o INSS busca minimizar os transtornos causados pela greve, garantindo que os segurados não sejam prejudicados por atrasos na análise e concessão de benefícios.

Para aqueles que enfrentarem dificuldades, o órgão recomenda entrar em contato diretamente pelos canais oficiais de atendimento:

  • Central 135: atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h;
  • Aplicativo Meu INSS: disponível para Android e iOS.

Desafios e perspectivas

A greve dos médicos peritos coloca em evidência os desafios enfrentados pelo INSS para garantir a continuidade dos serviços, mesmo em meio a crises internas. A implementação do novo PGD é apontada como uma medida eficiente para aumentar a produtividade, mas ainda enfrenta resistência de parte da categoria.

Especialistas alertam que a negociação entre o governo e os médicos peritos é essencial para evitar o agravamento dos problemas enfrentados pelos segurados, especialmente aqueles que dependem dos benefícios para sua subsistência.

Enquanto isso, a iniciativa de reagendar automaticamente as perícias é uma tentativa de equilibrar as demandas da população com as dificuldades impostas pela greve. O sucesso da estratégia dependerá, em grande parte, da eficácia da comunicação entre o INSS e os beneficiários.

Com a continuidade da greve, o governo reforça que manterá o monitoramento da situação, assegurando que os serviços essenciais sejam preservados. A expectativa é de que o diálogo entre as partes envolvidas possa resultar em uma solução que contemple tanto os interesses dos servidores quanto o direito dos segurados à prestação de serviços de qualidade.

Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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