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Inter alcança 9% das transações Pix no Brasil e aposta em digitalização bancária

Avatar de Bruna Cassana Machado Bruna Cassana Machado · · 7 min de leitura
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O avanço dos bancos digitais mudou profundamente a forma como os brasileiros movimentam dinheiro, e o Pix se tornou um dos principais símbolos dessa transformação. Entre as instituições que ganharam espaço nesse cenário está o Inter, que afirma responder atualmente por 9% de todas as transações realizadas pelo sistema de pagamentos instantâneos no país.

A informação foi divulgada pelo CEO Global do Inter, João Vitor Menin, em entrevista ao CNN Money. Segundo o executivo, a participação da instituição no Pix é resultado de uma estratégia baseada em tecnologia, contas digitais e integração com novas regras criadas pelo Banco Central.

O crescimento mostra como o mercado financeiro brasileiro passou por uma mudança importante nos últimos anos. Antes concentrado em grandes bancos tradicionais, o setor passou a ter mais concorrência com a chegada das fintechs, que oferecem serviços digitais, menor burocracia e experiência totalmente pelo celular.

Mas o que explica o avanço do Inter no Pix? Como funciona essa participação no sistema de pagamentos? E o que essa disputa representa para os consumidores brasileiros?

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O que significa ter 9% das transações Pix no Brasil?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil e lançado oficialmente em novembro de 2020. A ferramenta permite transferências e pagamentos em poucos segundos, funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Quando o Inter afirma participar de 9% das transações Pix realizadas no país, significa que uma parcela relevante das operações feitas pelos brasileiros passa pelos sistemas da instituição.

Esse volume considera as movimentações realizadas por clientes do banco, como:

  • transferências entre pessoas físicas;
  • pagamentos de compras;
  • pagamentos de serviços;
  • movimentações entre empresas;
  • recebimentos via QR Code.

A participação também indica o nível de relacionamento dos clientes com a plataforma. Quanto mais pessoas utilizam uma conta digital como principal ferramenta financeira, maior tende a ser o número de transações processadas.

Como o Inter chegou a essa participação no Pix?

Segundo João Vitor Menin, um dos fatores que ajudaram o banco foi a experiência anterior com soluções digitais de pagamento.

Antes da criação do Pix pelo Banco Central, o Inter já trabalhava com uma ferramenta própria chamada Interpag, baseada em pagamentos por QR Code.

A ideia era semelhante ao conceito que posteriormente ganhou escala nacional com o Pix: facilitar pagamentos digitais sem depender de processos tradicionais, como boletos ou cartões físicos.

Para o executivo, essa experiência ajudou o banco a acompanhar rapidamente a implementação do novo sistema.

Além disso, o Inter nasceu com uma estrutura tecnológica diferente dos grandes bancos tradicionais. Por ter menos sistemas antigos, conhecidos no mercado como “sistemas legados”, a instituição conseguiu adaptar suas plataformas com mais agilidade.

Por que o Pix mudou o mercado bancário brasileiro?

O Pix não foi apenas uma nova forma de fazer pagamentos. O sistema alterou a relação dos consumidores com os bancos.

Antes da ferramenta, muitas transferências dependiam de tarifas, horários específicos ou processos mais demorados. Com o Pix, enviar dinheiro passou a ser uma operação simples, rápida e geralmente gratuita para pessoas físicas.

Essa mudança aumentou a competição entre instituições financeiras.

Bancos e fintechs passaram a disputar clientes oferecendo:

  • contas sem tarifa;
  • cartões com benefícios;
  • investimentos integrados;
  • crédito personalizado;
  • aplicativos mais completos.

O Banco Central considera o Pix uma das iniciativas que contribuíram para ampliar a inclusão financeira no país, permitindo que mais pessoas tenham acesso a serviços bancários digitais.

Open Finance também impulsionou estratégia do Inter

Além do Pix, o CEO do Inter destacou a importância do Open Finance para o crescimento do banco.

O Open Finance é uma iniciativa do Banco Central que permite o compartilhamento autorizado de dados financeiros entre instituições.

Na prática, o consumidor pode permitir que um banco tenha acesso a informações de relacionamento financeiro mantidas em outra instituição.

O objetivo é aumentar a concorrência e permitir ofertas mais personalizadas.

Com mais dados disponíveis, os bancos conseguem analisar melhor o perfil de cada cliente e oferecer produtos mais adequados, como:

  • linhas de crédito;
  • investimentos;
  • seguros;
  • serviços financeiros personalizados.

Segundo Menin, a combinação entre Pix, contas digitais e Open Finance fortaleceu a relação do Inter com seus clientes.

A importância das contas digitais para a expansão dos bancos

Outro ponto destacado pelo executivo foi a popularização das contas digitais abertas pelo celular.

Durante muitos anos, abrir uma conta bancária exigia deslocamento até uma agência, apresentação de documentos físicos e processos mais demorados.

Com a digitalização, esse processo passou a ser feito em poucos minutos por aplicativos.

Essa mudança trouxe novos consumidores para o sistema financeiro e aumentou a competição.

Para os bancos digitais, a conta corrente deixou de ser apenas um serviço básico e passou a funcionar como porta de entrada para outros produtos financeiros.

Um cliente que utiliza uma conta digital para receber salário e pagar contas pode posteriormente contratar cartão, empréstimo, investimentos ou seguros.

Quem ganha com a disputa entre bancos digitais e tradicionais?

A maior competição no setor financeiro tende a beneficiar principalmente os consumidores.

Com mais instituições disputando espaço, os clientes passaram a encontrar:

  • menores custos;
  • aplicativos mais eficientes;
  • serviços mais rápidos;
  • maior variedade de produtos.

Ao mesmo tempo, a concorrência também aumentou a pressão sobre os bancos tradicionais, que precisaram acelerar seus próprios processos de transformação digital.

Hoje, praticamente todas as grandes instituições financeiras brasileiras possuem aplicativos completos e serviços digitais.

Brasil se tornou referência mundial em inovação financeira

Na avaliação de João Vitor Menin, a combinação entre Pix, Open Finance e contas digitais colocou o Brasil em posição de destaque no cenário internacional.

O país passou a ser observado por outros mercados devido à velocidade de adoção dos pagamentos instantâneos.

O Pix alcançou milhões de usuários em poucos anos e se tornou parte da rotina financeira dos brasileiros.

Além da praticidade para consumidores, o sistema também reduziu barreiras para pequenos negócios, que passaram a aceitar pagamentos digitais sem necessariamente depender de máquinas de cartão.

O que muda para o consumidor brasileiro?

A expansão de bancos digitais como o Inter indica que a disputa por clientes deve continuar aumentando.

Para o consumidor, isso significa maior necessidade de comparar serviços antes de escolher uma instituição financeira.

Alguns pontos importantes para avaliar são:

  • qualidade do aplicativo;
  • segurança oferecida;
  • taxas cobradas;
  • opções de investimento;
  • atendimento ao cliente;
  • condições de crédito.

O crescimento do Pix também reforça uma tendência: cada vez mais brasileiros utilizam o celular como principal ferramenta para administrar a vida financeira.

Perguntas frequentes sobre Pix e bancos digitais

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Imagem criada por IA/ Seu Crédito Digital

O que é o Pix?

O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central que permite transferências e pagamentos em tempo real, funcionando 24 horas por dia.

O Inter é responsável pelo Pix?

Não. O Pix foi criado e regulamentado pelo Banco Central. O Inter é uma das instituições participantes do sistema e oferece o serviço aos seus clientes.

O que significa o Inter ter 9% das transações Pix?

Significa que, segundo o CEO Global da instituição, uma parcela de todas as operações realizadas pelo sistema passa pela infraestrutura do banco.

O Open Finance é obrigatório?

Não. O compartilhamento de dados no Open Finance depende da autorização do cliente.

Bancos digitais são seguros?

Instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central seguem regras de segurança e supervisão. O consumidor deve sempre verificar se está utilizando aplicativos e canais oficiais.

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