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Invasões do MST são criticadas por ministros de Lula

O governo petista sempre foi favorável às condutas do MST. No entanto, dois ministros criticaram invasões recentes. Entenda!

Januária VargasPor Januária Vargas2 min de leitura
manifestantes do MST com bonés e bandeiras do movimento

Os ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticaram as recentes invasões realizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

Dessa forma, os líderes das pastas de Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e Relações Institucionais, Alexandre Padilha, condenaram as ocupações. A mais recente foi realizada na fazenda da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizada em Pernambuco (PE).

Fávaro, o primeiro a se manifestar, disse ser “inaceitável” a invasão no território rural da Embrapa, dizendo ser “crime de negacionistas”. Padilha, por sua vez, relatou que existem outros meios de manifestação e, por isso, disse condenar atos “que danifiquem áreas produtivas”. 

Invasões intensificadas com o Abril Vermelho

As invasões do MST foram intensificadas neste mês devido à campanha “Abril Vermelho”, data que representa os 27 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, que ocasionou a morte de 21 trabalhadores do campo em 1996. 

Dentre as reivindicações do grupo, destaca-se o retorno do programa nacional de reforma agrária, uma promessa do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). 

Em todo o país, há cerca de 18 mobilizações do Abril Vermelho. Apenas em Pernambuco, por exemplo, os militantes rurais ocuparam em torno de nove territórios, que inclui invasões às sedes do Instituto de Colonização e Reforma Agrária, que também foi feita em outros estados. 

Ademais, MST também invadiu propriedades reservadas para plantações de eucalipto voltadas para fabricação de celulose, no Espírito Santo, pertencentes à empresa Suzano.

Ação na Justiça

Para reverter a situação, a Embrapa entrou com uma ação na Justiça, no intuito de recuperar o território ocupado pelos militantes. 

No entanto, o MST pretende permanecer no local para criar um assentamento às famílias. Em vista disso, o coordenador do MST no estado, Paulo Sérgio, afirmou que o grupo não sairá da fazenda devido à presença do instituto. 

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“Não fazemos ocupações provisórias, fazemos para conquistar a área”, declarou Paulo Sérgio, coordenador do MST de Pernambuco. 

A Embrapa ainda alegou que a invasão do MST está “comprometendo a vida de animais ameaçados de extinção, além de pesquisas para conservação ambiental e de uso sustentável do Bioma”. 

Em contrapartida, o MST negou as acusações e, por meio de nota, afirmou que toda área pública deve ser direcionada à produção de alimentos.

Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Januária Vargas

Autor

Januária Vargas

Jornalista, graduada pelo Centro Universitário UNA, com 10 anos de experiência em produção de textos e assessoria de comunicação. Atualmente, estuda Nutrição & Saúde Integrativa e trabalha como redatora do portal Seu Crédito Digital.

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