Após ter celular invadido por hackers, um investidor sofreu um prejuízo de US$ 96.000, cerca de meio milhão de reais. Além da perda, o cliente teria sido surpreendido pela resposta inusitada que recebeu da corretora de criptomoedas.
Investidor recebe resposta inusitada de corretora de criptomoedas após perder R$ 500 mil
Após ter um prejuízo de meio milhão, investidor é surpreendido com resposta um tanto quanto inusitada de corretora de criptomoedas. Confira
O investidor espera que a Coinbase realize o reembolso do valor, enquanto a corretora afirma não ter obrigação de fazer o ressarcimento. O caso foi levado para os tribunais estadunidenses.
Corretora de criptomoedas se nega a ressarcir investidor
De acordo com o depoimento do investidor, o hackeamento teria acontecido há cerca de um ano. O valor levado pelos cibercriminosos na invasão correspondia a 90% de suas economias.
Diante da situação, Jared Ferguson teria tentado entrar em contato com a corretora de criptomoedas na esperança de conseguir o reembolso do montante perdido. No entanto, o investidor teria sido surpreendido com a resposta da empresa.
Em e-mail enviado ao cliente, a Coinbase destacou que a responsabilidade pelo acontecido era exclusivamente de Ferguson. “Os clientes […] são responsáveis por qualquer atividade que ocorra quando esses dispositivos ou senhas estão comprometidos”, dizia o texto.
“Note que você é o único responsável pela segurança de seu e-mail, suas senhas, seus códigos 2FA e seus dispositivos”, completou a corretora de criptomoedas.
No processo, Jared Ferguson uniu ao seu depoimento diferentes referências a leis bancárias para confirmar seu argumento de que a empresa possui responsabilidade no caso. Apesar disso, os juízes devem levar em consideração o fato da Coinbase não se tratar de um banco, não sendo possível atrelar tais normas à situação.
Vítima afirma que valor foi retirado da Coinbase sem sua autorização
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Rebatendo o ponto da corretora de criptomoedas, que responsabiliza o cliente pelo ocorrido, o investidor alega falha na segurança da Coinbase. Segundo Ferguson, as retiradas aconteceram por meio de um novo dispositivo e novo IP que não estariam ligados anteriormente à conta.
Além disso, o homem destaca também que o valor foi sacado sem que houvesse reconhecimento facial, medida que segundo ele teria sido ativada previamente. A situação, que ainda se estende pelos tribunais, acende o alerta para a segurança das corretoras de criptomoedas e abre o questionamento quanto à realização de grandes investimentos nessas plataformas.
Imagem: Ground Picture/ Shutterstock
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