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Você sabe o que é rendimento de 100% do CDI? Veja como isso pode transformar seu dinheiro

Descubra como o rendimento de 100% do CDI impacta seus investimentos. Saiba se vale a pena investir hoje!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
CDI

No universo dos investimentos, é comum ouvir expressões como “rendimento de 100% do CDI” ou até mesmo “120% do CDI”. Mas afinal, o que isso significa na prática?

O CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, é uma das principais referências de rentabilidade no Brasil, especialmente no que diz respeito aos investimentos em renda fixa.

O termo pode parecer técnico à primeira vista, mas compreender seu funcionamento pode ser o diferencial entre um investimento medíocre e um rendimento consistente ao longo dos anos.

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O que é o CDI?

Fundo cinza. À frente, blocos de madeira formando a sigla CDI, uma cédula de 5 reais ao lado, moedas e um cofre em forma de porquinho.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Como funciona o CDI?

O CDI é uma taxa utilizada entre os bancos para empréstimos de curtíssimo prazo — geralmente de um dia — que servem para equilibrar o caixa das instituições financeiras ao fim de cada expediente.

Essa prática é regulamentada pelo Banco Central, que exige que os bancos fechem o dia com saldo positivo em caixa. Esses empréstimos entre bancos têm taxas definidas diariamente, chamadas de taxa DI. Na prática, o CDI é a média dessas taxas de empréstimo interbancário.

Qual a relação entre CDI e Selic?

A taxa CDI acompanha de perto a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia. A diferença entre as duas geralmente é de 0,10 ponto percentual. Se a Selic estiver em 13% ao ano, por exemplo, o CDI será de 12,90% ao ano.

Essa proximidade permite que o CDI seja utilizado como benchmark (referência) para comparar a rentabilidade de outros investimentos, especialmente os de renda fixa.

O que significa render 100% do CDI?

Lógica por trás dos percentuais

Quando um investimento promete render 100% do CDI, isso significa que ele acompanhará a variação total da taxa CDI do período.

Se o CDI estiver em 12,90% ao ano, seu investimento renderá exatamente esse valor bruto. Agora, se um título rende 90% do CDI, ele retornará 90% de 12,90%, ou seja, cerca de 11,61% ao ano.

Quando um rendimento acima de 100% do CDI é vantajoso?

Rendimentos de 110% ou 120% do CDI são bastante atrativos, principalmente quando falamos de investimentos com baixo risco, como CDBs emitidos por bancos menores ou LCIs/LCAs de instituições financeiras de médio porte.

Esses percentuais acima de 100% geralmente compensam o risco de crédito maior assumido pelo investidor — afinal, bancos menores precisam oferecer mais rentabilidade para atrair recursos.

Como saber se meu investimento tem bom desempenho?

O CDI serve como parâmetro de comparação. Se seu investimento rende menos do que o CDI (por exemplo, 80%), ele está abaixo da média do mercado de baixo risco. Se rende mais, pode ser uma boa oportunidade — desde que o risco também seja bem avaliado.

Comparando com o Tesouro Direto

O Tesouro Selic, considerado o investimento mais seguro do país, também tem rendimento próximo ao CDI. Assim, quando um título promete 100% do CDI, está, na prática, oferecendo rentabilidade similar à do Tesouro Selic.

Quais investimentos podem ser atrelados ao CDI?

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são emitidas por bancos para financiar setores específicos. Seu grande atrativo é a isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas. Muitas delas oferecem rentabilidade atrelada ao CDI, como “92% do CDI”, por exemplo.

Vantagens:

  • Isenção de IR;
  • Proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil.

CRI e CRA

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA) também são isentos de IR, mas não têm garantia do FGC, pois são emitidos por securitizadoras.

Eles funcionam como antecipação de recebíveis de empresas e podem oferecer rendimento atrelado ao CDI.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas. Algumas são pós-fixadas e seguem o CDI. A rentabilidade pode ser atrativa, mas também envolvem maior risco e não contam com a proteção do FGC.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um dos produtos mais comuns do mercado. Ele pode render um percentual do CDI e é amplamente oferecido por bancos, inclusive em plataformas digitais.

Exemplo de CDBs e seus rendimentos:

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  • CDB de banco grande: 90% do CDI;
  • CDB de banco médio: até 120% do CDI.

Proteção: Também é coberto pelo FGC.

Fundos DI

Os Fundos de Renda Fixa DI aplicam em ativos que acompanham o CDI ou a Selic. Ao menos 95% da carteira desses fundos precisa estar nesses ativos.

São ideais para quem busca liquidez diária e baixo risco, embora estejam sujeitos a taxas de administração e à tributação regressiva de IR.

Vantagens e desvantagens de investir com base no CDI

Vantagens

  • Fácil comparação com outros produtos;
  • Boa previsibilidade de rendimento;
  • Produtos de baixo risco com rentabilidade próxima do CDI.

Desvantagens

  • Em momentos de Selic baixa, o CDI também cai;
  • Alguns produtos exigem carência para isenção de IR (LCI/LCA);
  • Rendimento pode ser corroído por taxas de administração em fundos.

Quando investir em produtos que rendem 100% do CDI?

rendimento
Imagem: Jantanee Runpranomkorn / shutterstock.com

A decisão de investir em produtos atrelados ao CDI deve considerar:

  • Seu perfil de risco;
  • Liquidez desejada;
  • Prazo do investimento;
  • Objetivos financeiros.

Se você busca segurança e previsibilidade, investir em CDBs com boa rentabilidade, LCIs/LCAs isentas de IR ou fundos DI de baixo custo pode ser uma excelente estratégia.

Considerações finais

O rendimento de 100% do CDI é uma métrica simples, mas poderosa para avaliar a rentabilidade de diversos produtos de renda fixa. Saber identificar bons investimentos a partir dessa taxa pode garantir estabilidade e crescimento consistente do seu patrimônio.

Antes de investir, compare produtos, analise taxas, impostos e riscos — e lembre-se de que nem sempre o mais seguro é o que rende mais, mas sim o que combina com seus objetivos financeiros.

Imagem: patpitchaya / shutterstock.com

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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