NĂŁo se fala em outra coisa, se nĂŁo o aumento do IOF que o governo efetuou nesta semana. Dessa forma as operações de crĂ©dito para as pessoas fĂsicas e jurĂdicas devem ficar mais caras. Em suma, o governo deve arrecadar R$ 2,14 bilhões, e ajudar a bancar o aumento do AuxĂlio Brasil – programa esse, que deve substituir o Bolsa FamĂlia. Sendo assim, a mudança dificulta a retomada da atividade econĂ´mica, e por tabela, piora o desempenho dos mercados de investimentos no Brasil, segundo economistas e profissionais de mercado.Â
IOF mais alto encarece crédito e prejudica economia; veja como
Segundo a Febraban, o aumento do imposto sobre o crédito, mesmo que temporário, agrava e muito, o custo dos empréstimos no Brasil.
Bolsonaro aumenta IOF para tentar pagar o AuxĂlio Brasil
IOF mais alto encarece crédito e prejudica economia; veja como
Em suma, a solução que o governo encontrou vai elevar o crĂ©dito justamente no momento em que a taxa básica de juros, a Selic, sobe. O IOF mais alto e a inflação, tambĂ©m em ritmo elevado, vai atingir de lado as empresas que precisam de capital de giro ou financiamento para retomar as operações. E de outro lado, as famĂlias consumidoras que procuram emprĂ©stimo para comprar bens ou atĂ© mesmo trocar as dĂvidas por outras mais baratas.Â
De acordo com o coordenador executivo do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimento da FGV, Nelson Marconi, o custo final dos empréstimos para as empresas e os consumidores, deve ficar mais alto. Ele explica que “Ao encarecer o crédito, [o IOF] poderá contribuir para desaquecer um pouco mais a atividade econômica”.
Para o economista Roberto Troster, especialista no setor bancário e ex-economista chefe da Febraban, o Brasil erra ao tributar o crĂ©dito, e as dĂvidas ao invĂ©s de tributar a riqueza. Sendo assim, isso reduz a capacidade da economia acabar com a crise, que existe desde 2015. Ele explica que “O aumento do IOF Ă© pĂ©ssimo. É cavar um buraco grande amanhĂŁ para tapar um buraco pequeno hoje. As expectativas de crescimento para este ano e os dois seguintes estĂŁo em queda e vĂŁo cair mais ainda”.
Por outro lado, segundo a Febraban, o aumento do imposto sobre o crĂ©dito, mesmo que temporário, agrava o custo dos emprĂ©stimos. Em especial, em um momento em que o Banco Central vai precisar subir a taxa Selic para conter a alta da inflação. Em nota, a Febraban afirma que “O resultado Ă© o desestĂmulo aos investimentos e mais custos para empresas e famĂlias que precisam de crĂ©dito. Esse aumento do IOF Ă© um fator que dificulta o processo de recuperação da economia”.
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Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
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