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Depósitos judiciais serão corrigidos pelo IPCA, decide Ministério da Fazenda

Ministério da Fazenda substitui Selic pelo IPCA para correção de depósitos judiciais contra a União, reduzindo custos ao governo.

Luiza NiewinskiPor Luiza Niewinski4 min de leitura
IPCA dólar

O Ministério da Fazenda publicou, nesta terça-feira (8), uma portaria que determina a aplicação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como índice oficial para a correção de depósitos judiciais e administrativos relativos a processos contra a União. A medida substitui a taxa Selic, que vinha sendo usada desde 1998.

A portaria, publicada no Diário Oficial da União (DOU), formaliza uma mudança prevista em lei aprovada em 2024, mas que ainda não havia especificado qual índice substituiria a Selic.

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Por que a mudança de índice é importante?

Montagem com imagens de dólar, um gráfico de crescimento e símbolos de porcentagem.
Imagem: TippaPatt / Shutterstock.com

Diferença entre Selic e IPCA

A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, é uma taxa básica de juros usada como referência na política monetária brasileira. Já o IPCA, que acumula uma variação anual próxima a 5,32%, é o indicador oficial da inflação no país.

A substituição do índice significa que a correção monetária dos depósitos judiciais será feita por um índice mais alinhado com a inflação, o que reduz o montante final corrigido a ser pago pelo governo.

Impacto financeiro para os cofres públicos

Em setembro de 2024, o valor dos depósitos judiciais e extrajudiciais somava R$ 217,6 bilhões. Utilizando a Selic como índice, esse montante crescia a taxas elevadas, aumentando a despesa pública. Com o IPCA, essa atualização fica limitada à inflação, representando uma economia significativa para a União.

Como funciona a correção dos depósitos judiciais?

Papel da Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal (CEF) continua a responsável por administrar os depósitos judiciais e repassar os valores para a conta única do Tesouro Nacional. O índice aplicado para correção varia conforme a data do depósito.

Regra para depósitos antigos e novos

Os depósitos feitos antes da portaria continuam sendo corrigidos pela Selic, enquanto os realizados a partir da publicação da portaria terão correção pelo IPCA.

Objetivos da nova regra

Reduzir custos e controlar o crescimento da dívida judicial

O principal objetivo da mudança é diminuir os custos para o governo com processos judiciais, principalmente diante do elevado volume de depósitos judiciais. A correção pelo IPCA ajuda a conter o crescimento dos passivos da União.

Desestimular a judicialização para ganhos financeiros

Com a correção pela Selic, havia maior atratividade para a judicialização como estratégia para obter ganhos financeiros com a atualização dos valores depositados. A troca para o IPCA reduz esse incentivo.

Consequências para os credores e para os processos judiciais

Retorno financeiro menor para os credores

O valor final a ser recebido em processos judiciais pode ser inferior devido à correção pelo IPCA, que apresenta taxas mais baixas do que a Selic.

Necessidade de revisão de estratégias jurídicas

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Advogados e credores devem revisar suas estratégias considerando a alteração do índice, que pode impactar os valores obtidos em processos contra a União.

Histórico da correção dos depósitos judiciais

Uso da Selic desde 1998

Desde 1998, a taxa Selic era o índice utilizado para atualização dos depósitos judiciais contra a União, baseando-se no entendimento de que seria a taxa que melhor refletia o custo do dinheiro no mercado.

Aprovação da lei que permitiu a mudança

Em 2024, o Congresso aprovou uma lei que autorizou a substituição da Selic por outro índice, deixando a definição do índice para o Poder Executivo, que agora escolheu o IPCA.

Repercussão e análise de especialistas

IPCA
Imagem: Frolopiaton Palm – Freepik

Perspectiva econômica

Especialistas avaliam que a troca pelo IPCA é uma medida acertada para a gestão fiscal do país, já que reduz os gastos do governo com passivos judiciais e evita correções excessivas distantes da realidade econômica.

Aspectos jurídicos

A medida é vista como válida, pois respeita a legislação aprovada e ajusta o índice à inflação oficial, reduzindo a possibilidade de distorções econômicas nos valores depositados.

Luiza Niewinski

Autor

Luiza Niewinski

Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.

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