Em 2024, o Imposto de Renda (IR) no Brasil sofrerá mudanças significativas que impactarão diretamente a forma como os contribuintes lidam com os gastos médicos. Entre as modificações propostas, destaca-se a nova regra relacionada à isenção do Imposto de Renda para pessoas com doenças graves, como o câncer.
IR: confira as mudanças em relação à saúde
Descubra as mudanças no Imposto de Renda relacionadas aos gastos com saúde, incluindo novas regras para isenção e deduções para tratamento de doenças graves. Entenda o impacto dessas alterações para o contribuinte em 2024
Embora os gastos com saúde continuem a ser deduzidos sem limites, a isenção para portadores de algumas condições será restrita a uma faixa de renda específica. Este artigo explora as mudanças detalhadamente, analisando suas implicações para os contribuintes e o impacto das novas medidas na arrecadação do governo.
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O Que São as Deduções de Saúde no Imposto de Renda?
O Que Pode Ser Deduzido?
A dedução de gastos com saúde no Imposto de Renda é um benefício que permite aos contribuintes abater do valor a pagar o valor gasto com tratamentos médicos e despesas relacionadas. Isso inclui consultas, exames, internações, tratamentos de fisioterapia, entre outros serviços essenciais à saúde.
Desde 2019, essa dedução não possui limite de valor, o que significa que o contribuinte pode descontar todas as despesas com saúde de sua base de cálculo do imposto.

Quais São os Benefícios para o Contribuinte?
A principal vantagem dessa dedução sem limites é a possibilidade de reduzir o imposto a ser pago, especialmente para pessoas com elevados custos médicos, como é o caso de quem está em tratamento para doenças graves.
Isso é particularmente importante para quem enfrenta doenças como câncer, doenças cardíacas, e outras condições crônicas que demandam gastos regulares e altos.
A Nova Proposta de Mudança nas Isenções por Doenças Graves
O Que Muda para Quem Tem Doenças Graves?
A grande mudança proposta pelo governo está relacionada à isenção de Imposto de Renda para pessoas acometidas por doenças graves, como o câncer. Atualmente, qualquer pessoa diagnosticada com uma dessas condições tem direito à isenção do IR, independentemente da sua faixa de renda.
No entanto, a nova proposta do governo estabelece uma limitação para a isenção, restringindo-a a contribuintes que tenham uma renda mensal de até R$ 20 mil.
Como Isso Afeta o Contribuinte?
Se a proposta for aprovada, pessoas com rendimentos superiores a R$ 20 mil por mês que forem diagnosticadas com uma das doenças graves previstas pela Receita Federal não terão mais direito à isenção do Imposto de Renda.
Isso significa que, mesmo com despesas elevadas para o tratamento de doenças graves, esses contribuintes não estarão mais isentos do IR, embora possam continuar deduzindo os gastos com saúde de sua base de cálculo.
Exemplo de Aplicação
Imagine um contribuinte com uma renda mensal de R$ 25 mil que é diagnosticado com câncer. De acordo com a proposta, ele não poderá mais se beneficiar da isenção total do IR, apesar de estar em tratamento para uma doença grave. Contudo, ele ainda poderá deduzir todos os custos com exames, internações e consultas médicas relacionados ao tratamento da doença.
O Impacto Econômico das Mudanças no Imposto de Renda
Justificativa para as Mudanças
Essas mudanças visam ajudar a equilibrar a arrecadação do governo, que está enfrentando desafios fiscais devido a várias medidas de estímulo à economia e ao aumento de isenções fiscais. A principal razão para a implementação da nova limitação é compensar o custo de R$ 35 bilhões que a ampliação da faixa de isenção da Receita Federal, anunciada no início de 2024, pode gerar.
Como a Limitação Ajuda a Compensar o Custo Fiscal?
A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 20 mil mensais será mantida, o que beneficia milhares de trabalhadores que não precisavam pagar IR. No entanto, para compensar o impacto fiscal dessa medida, o governo limitou a isenção para quem possui condições de saúde graves, mas já tem uma renda mais elevada.
Isso ajuda a garantir que o governo não perca arrecadação excessiva com as mudanças, ao mesmo tempo em que mantém benefícios para aqueles que realmente precisam.
O Estabelecimento de Imposto Mínimo
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Outra medida que será adotada para compensar a expansão das isenções é a criação de uma alíquota mínima de 10% para contribuintes com rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil. Com isso, quem tem uma alta renda passará a pagar um valor mínimo de imposto, independentemente de outras deduções ou isenções.
Como Isso Afeta as Pessoas com Renda Alta?
Impostos para Contribuintes de Alta Renda
A proposta de estabelecimento de uma alíquota mínima de 10% visa garantir que contribuintes com rendas mais altas não possam reduzir seu imposto a zero por meio de deduções e isenções. Isso significa que mesmo quem fizer deduções com gastos médicos, por exemplo, não poderá reduzir o imposto a ser pago abaixo de 10% da sua renda, caso ganhe acima de R$ 600 mil anuais.
Impacto sobre Grandes Contribuintes
Por exemplo, uma pessoa que ganhe R$ 800 mil por ano poderá deduzir seus gastos médicos, mas a dedução não será suficiente para isentá-la completamente do IR. Em vez disso, ela pagará, no mínimo, 10% sobre sua renda, ou seja, R$ 80 mil em imposto.

A Continuidade das Deduções dos Gastos com Saúde
O Que Permanece Inalterado?
Embora a isenção para alguns contribuintes com doenças graves seja limitada, a dedução de gastos com saúde permanece sem alterações. Isso significa que, independentemente da renda, qualquer pessoa pode continuar deduzindo os gastos com tratamentos médicos, desde que sejam comprovados.
Isso inclui custos com medicamentos, consultas, exames e internações. Para os contribuintes que têm uma doença grave e rendem acima de R$ 20 mil mensais, a possibilidade de deduzir todos esses custos ainda é uma importante vantagem fiscal, que pode diminuir o impacto do imposto a ser pago.
Regras para Comprovação de Despesas
Para garantir que as deduções sejam feitas de maneira correta, a Receita Federal exige que os contribuintes apresentem os comprovantes de pagamento e a natureza dos serviços prestados. Isso inclui recibos, notas fiscais e, no caso de medicamentos, a prescrição médica, que devem ser apresentados junto com a declaração de Imposto de Renda.
Imagem: Zadorozhnyi Viktor / shutterstock.com
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