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Irã executa atleta e treinador após realizarem protestos: entenda!

Desde setembro de 2022, o Irã passa por sua maior onda de protestos. Na última semana, o regime fez mais duas vítimas. Saiba mais!

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Protesto pela liberdade no regime do Irã, em Trafalgar Square, Londres. Mulher segura placa com bandeira do Irã, escrito "Freedom for Iran".

Desde setembro do ano passado sujeitos que residem no Irã estão arriscando suas vidas em protestos contra o governo.

Os protestos começaram quando Maha Amini foi presa e morta por não usar o véu da maneira que o regime iraniano considera adequada. Houve uma comoção mundial diante desse trágico acontecimento. 

De lá pra cá, muitos iranianos foram penalizados e executados nos protestos. Mohammad Mehdi Karami e Seyed Mohammad Hosseini foram as outras duas vítimas da lei do Irã.

Estes atletas foram torturados até a morte por não concordarem com as medidas governamentais iranianas e manifestarem isso. 

Regime do Irã segue causando indignação no mundo 

As últimas vítimas de que se tem notícia são os atletas Mohammad Mehdi Karami e Seyed Mohammad Hossein. Karami foi assassinado aos 21 anos, desde os 11 anos ele praticava karatê, integrava a seleção iraniana de karatê e tinha uma figura representativa no esporte do Irã.

Hossein era treinador voluntário de crianças que estavam iniciando o karatê. Ambos foram enforcados no dia 7 de janeiro sob a acusação de terem assassinado Seyed Ruhollah Ajamian, um membro da força paramilitar Basij iraniana.

O escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou que o julgamento foi injusto e que essas vítimas foram obrigadas a se confessar.

A Anistia Internacional e outros órgãos importantes também enxergam que houve tortura seguida de morte injusta, dessa forma, repudiam o regime adotado pelo país.

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Até o momento, cerca de 2 mil protestantes foram acusados depois de lutarem contra a república islâmica, que está em vigor desde 1979. Os números oficiais indicam que, até o momento, 4 protestantes perderam a vida.

Contudo, a ONG iraniana Iran Human Rights Watch, responsável por monitorar as manifestações, indicou que após dois meses da maior onda de protestos do país, o governo já havia feito 380 vítimas. Dessas, 42 seriam crianças. 

Imagem: Travers Lewis | shutterstock

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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