O Itaú Unibanco revelou nesta terça-feira (29.abr.2025) que lançará ainda no segundo trimestre deste ano o seu primeiro assistente de investimento baseado em inteligência artificial generativa. O anúncio foi feito pelo CEO da instituição, Milton Maluhy Filho, durante o Web Summit Rio, um dos maiores eventos de tecnologia do país.
Itaú quer usar inteligência artificial para turbinar seus investimentos — e o lançamento está perto
Itaú anuncia assistente de investimento com IA generativa para democratizar o acesso ao mercado financeiro. Lançamento será ainda no 2º trimestre de 2025.
Com a proposta de democratizar o acesso a serviços personalizados de investimento, a tecnologia marca uma nova etapa no processo de digitalização dos serviços bancários no Brasil.
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Tecnologia voltada para todos os perfis de investidores

Segundo o CEO, o novo assistente de investimento do Itaú utilizará mais de 200 pontos de dados, cruzando informações dos usuários com a vasta gama de produtos e serviços da plataforma de investimentos do banco. A proposta é proporcionar recomendações mais precisas, personalizadas e acessíveis – algo que, até pouco tempo atrás, era privilégio de clientes de alta renda e investidores profissionais.
“Estamos construindo um modelo de atendimento que transforma a experiência de investimento de forma inclusiva”, afirmou Milton Maluhy Filho durante a apresentação.
O papel da inteligência artificial generativa no sistema
A IA generativa, base tecnológica da novidade, permite que o assistente compreenda, analise e produza respostas em linguagem natural. Isso significa que os usuários poderão conversar com o assistente como se estivessem trocando mensagens com um consultor humano, recebendo orientações de acordo com seus objetivos, perfil de risco e contexto financeiro.
IA generativa: o que é e como funciona
A IA generativa é uma vertente da inteligência artificial capaz de criar conteúdo original, como textos, imagens, códigos e, no caso do Itaú, recomendações de investimentos baseadas em perfis individuais. Essa tecnologia já é utilizada em ferramentas como o ChatGPT e está se tornando uma aliada estratégica no setor bancário.
Democratização dos investimentos: um novo cenário
O uso da IA para automatizar e personalizar o atendimento é uma tendência que já vem sendo adotada por bancos e fintechs ao redor do mundo. No Brasil, o Itaú sai na frente ao lançar um recurso com ambições inclusivas, que pode quebrar barreiras de entrada no universo dos investimentos.
Antes para poucos, agora para todos
Tradicionalmente, o acesso a consultorias financeiras de qualidade estava restrito a investidores com alto poder aquisitivo. Agora, com a ajuda da inteligência artificial, qualquer cliente do Itaú poderá receber orientações baseadas em seu comportamento financeiro, metas pessoais e apetite a riscos.
“Não estamos apenas automatizando. Estamos expandindo o acesso a uma inteligência que antes só grandes investidores podiam pagar”, destacou o executivo.
Interface intuitiva e aprendizado contínuo
De acordo com o banco, o assistente de investimento terá uma interface simples e interativa, disponível tanto no app do Itaú quanto na plataforma de investimentos. O sistema contará com aprendizado contínuo (machine learning), o que significa que ficará cada vez mais eficiente e preciso com o tempo.
Adaptação ao usuário
O sistema também será capaz de adaptar seu comportamento e linguagem conforme o perfil do usuário, tornando a experiência mais personalizada. Por exemplo, um investidor iniciante verá explicações mais didáticas e sugestões mais conservadoras, enquanto um investidor experiente poderá acessar análises mais técnicas e produtos mais complexos.
O contexto do lançamento

A apresentação da novidade durante o Web Summit Rio reforça o compromisso do Itaú com a inovação e a transformação digital. O evento, que reúne nomes importantes da tecnologia, da economia e da comunicação, serviu como palco estratégico para o banco posicionar-se como um dos líderes no uso de IA no setor financeiro.
Conectado às tendências globais
A decisão de investir em inteligência artificial ocorre em um momento de aceleração das transformações digitais no setor bancário. Gigantes como JPMorgan Chase, Morgan Stanley e Goldman Sachs já utilizam ferramentas similares em seus mercados. O Itaú se junta agora a esse seleto grupo, representando a vanguarda no Brasil.
Impactos no mercado e na concorrência
Com o lançamento do assistente de investimento por IA, o Itaú deve pressionar bancos concorrentes e fintechs a acelerarem suas próprias iniciativas em tecnologia e automação. A expectativa é de que o movimento do banco inicie uma nova corrida por inovação no mercado financeiro nacional.
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Potencial de transformação
O impacto esperado vai além dos clientes do Itaú. A tecnologia pode modificar o comportamento do consumidor e influenciar políticas de regulação e governança no setor, exigindo maior transparência, responsabilidade algorítmica e proteção de dados.
Segurança de dados e transparência
Um dos desafios mais importantes associados ao uso de IA em serviços financeiros é a proteção de dados pessoais e a ética no uso de algoritmos. Segundo o Itaú, a plataforma está sendo desenvolvida com rigorosos padrões de segurança cibernética, alinhados à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Governança da IA
O banco também informou que contará com um comitê de ética para supervisionar o funcionamento da ferramenta, a fim de garantir transparência, equidade e ausência de viés nas decisões do assistente.
O que esperar nos próximos meses

O Itaú confirmou que o lançamento acontecerá ainda no segundo trimestre de 2025. Nos próximos meses, a expectativa é que a instituição inicie testes controlados com grupos de clientes antes de disponibilizar o serviço para todo o público.
Expansão e futuras integrações
O assistente poderá futuramente ser integrado a outros serviços do banco, como gestão de orçamento pessoal, planejamento previdenciário e recomendações de crédito e seguros.
Conclusão
O lançamento do assistente de investimento com IA generativa do Itaú representa um passo importante rumo à inclusão digital no mercado financeiro brasileiro. Ao combinar tecnologia de ponta com um propósito democrático, o banco se posiciona como protagonista na transformação dos serviços bancários e dá um sinal claro de que o futuro dos investimentos será mais acessível, personalizado e inteligente.
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