No cenário corporativo brasileiro de 2024, o setor bancário reafirmou sua dominância no valor de marca, com o Itaú Unibanco, Banco do Brasil (BB) e Bradesco mantendo posições no topo do ranking das marcas mais valiosas, de acordo com o relatório anual da Brand Dx.
A relevância dessas instituições, tanto no mercado financeiro quanto na vida dos brasileiros, é um dos principais motivos para o elevado valor de marca que detêm. O ranking, que mede o valor intangível das marcas com base na percepção pública e capacidade de gerar receita, reflete o atual panorama econômico do Brasil e os desafios e oportunidades enfrentados por grandes empresas.
Panorama Geral do Ranking

Em 2024, o valor total das 112 marcas mais valiosas do Brasil registrou um crescimento de 10%, saltando de R$ 532 bilhões para R$ 586 bilhões. Esse crescimento reflete um período de recuperação para muitos setores da economia brasileira após os desafios dos últimos anos. No entanto, a performance das marcas líderes, especialmente dos bancos, destaca-se por sua resiliência e capacidade de adaptação.
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O Itaú, que ocupa o primeiro lugar, registrou um aumento significativo no valor de marca, atingindo R$ 47 bilhões, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. O Banco do Brasil, segundo colocado, manteve-se praticamente estável, com um aumento de apenas 0,2%, passando de R$ 37,4 bilhões para R$ 37,5 bilhões. Já o Bradesco, que fecha o pódio, teve uma queda de 16% no valor de sua marca, que agora é de R$ 28 bilhões.
Por que os Bancos Continuam no Topo?
A presença dos bancos no topo do ranking é um reflexo direto da confiança que os consumidores depositam nessas instituições. O sistema financeiro brasileiro é conhecido por sua robustez, com regulamentações que exigem altos níveis de capitalização e práticas sólidas de governança corporativa. Isso gera segurança para os clientes e, consequentemente, valoriza a marca.
Os principais bancos brasileiros têm investido pesadamente em tecnologia nos últimos anos, com o objetivo de oferecer soluções digitais completas. Tanto o Itaú quanto o Bradesco e o Banco do Brasil lançaram plataformas digitais, aplicativos e recursos de atendimento inovadores, o que tem se mostrado crucial para conquistar e manter clientes em um cenário cada vez mais digital.
Destaques Positivos e Negativos no Ranking de 2024
Itaú Unibanco: o Pioneiro do Topo
A liderança do Itaú no ranking das marcas mais valiosas reflete um conjunto de fatores estratégicos, desde sua constante expansão de serviços digitais até sua abordagem voltada para o cliente. A marca Itaú registrou um crescimento de 6% em 2024, passando de R$ 44,2 bilhões para R$ 47 bilhões, o que reforça seu destaque como a marca mais valorizada do setor financeiro e do mercado brasileiro como um todo.
A política de inovação do banco, voltada para o ambiente digital, parece ter contribuído significativamente para a elevação de seu valor de marca.
Banco do Brasil: a Estabilidade Como Pilar de Valor
O Banco do Brasil é um exemplo de solidez e estabilidade. Mantendo-se praticamente inalterado em relação ao ano anterior, com uma leve alta de 0,2%, o valor de sua marca subiu de R$ 37,4 bilhões para R$ 37,5 bilhões. Mesmo com uma taxa de crescimento modesta, o BB ainda é uma das marcas mais respeitadas no país, sustentada por sua presença em áreas estratégicas e pelo suporte à agricultura, um dos setores fundamentais da economia brasileira.
A postura conservadora do Banco do Brasil em relação a investimentos de risco parece ter preservado sua imagem pública, especialmente em períodos de instabilidade econômica. Esse foco em prudência, aliado à sua atuação no financiamento agrícola, garante uma base sólida de confiança para os clientes e investidores.
Bradesco: Queda Significativa, Mas com Potencial de Recuperação
Em contrapartida, o Bradesco apresentou uma queda de 16% em seu valor de marca, passando de R$ 33,5 bilhões para R$ 28 bilhões. Esse resultado pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo desafios econômicos internos e questões de competitividade com outras instituições. No entanto, o Bradesco continua sendo um dos nomes mais fortes do setor e possui um histórico de recuperação e inovação que pode auxiliar na retomada de seu valor de marca.
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+311 mil seguidores
Nos últimos anos, o Bradesco investiu fortemente em sua marca digital, o Next, buscando atrair o público jovem e digitalmente conectado. Apesar das dificuldades atuais, a marca parece estar comprometida com sua estratégia de recuperação por meio da modernização de seus produtos e da expansão de serviços digitais.
Destaques de Crescimento e Quedas em Outras Empresas

Vale: Uma Recuperação Impressionante
A mineradora Vale foi o destaque no crescimento percentual de valor de marca, com uma alta impressionante de 91%. Seu valor saltou de R$ 1,4 bilhão para R$ 2,7 bilhões, refletindo uma retomada da empresa no mercado global de mineração. Após um período de desafios, a Vale conseguiu reverter parte das perdas de imagem, adotando uma abordagem mais sustentável e responsável, o que trouxe um efeito positivo para sua marca.
Americanas: A Maior Queda do Ano
Por outro lado, a Americanas teve uma das quedas mais expressivas, com uma redução de 25% no valor de sua marca, que passou de R$ 4,8 bilhões para R$ 3,6 bilhões. A crise de imagem e os problemas financeiros enfrentados nos últimos anos impactaram negativamente a confiança do consumidor na marca. Esse cenário representa um desafio para a Americanas, que precisará repensar suas estratégias para reconquistar o mercado.
Considerações finais
O ranking das marcas mais valiosas de 2024 mostra que o setor bancário, representado pelo Itaú, Banco do Brasil e Bradesco, ainda lidera em valor de marca no Brasil. O sucesso dessas instituições destaca a importância de estratégias bem-sucedidas de inovação, confiança e estabilidade no mercado financeiro. Para as outras marcas, como a Vale e Americanas, os resultados refletem o quanto a percepção do consumidor pode ser volátil, especialmente em tempos de crise.
