O Itaú BBA revisou suas projeções para a São Martinho (SMTO3), uma das principais produtoras de açúcar e etanol do Brasil. Apesar de manter a recomendação de compra (outperform), o banco reduziu o preço-alvo da ação de R$ 37 para R$ 31.
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O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para São Martinho (SMTO3), mas reduziu o preço-alvo para R$ 31, citando incertezas no mercado de açúcar.
A mudança ocorre devido a fatores como a volatilidade nos preços do açúcar e um aumento no custo de capital no mercado brasileiro. Mesmo assim, o banco estima um potencial de valorização significativo, com rendimento de caixa projetado em 14% para 2026 e possibilidade de alta de quase 50% no preço das ações.
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Por que o preço-alvo da SMTO3 foi reduzido?

O Itaú BBA justificou a redução do preço-alvo principalmente pela necessidade de refletir um custo de capital mais alto em todo o mercado acionário brasileiro. Além disso, revisou premissas macroeconômicas, ajustando suas expectativas de crescimento para a empresa.
O relatório destaca que, apesar da revisão para baixo, as projeções para o Grupo São Martinho continuam otimistas. A estimativa de receita líquida para o ciclo 2026/27 foi aumentada de R$ 7,6 bilhões para R$ 7,9 bilhões, enquanto o endividamento líquido esperado para 2027 é de R$ 2,7 bilhões.
O impacto do mercado de açúcar na São Martinho
Excesso de oferta pressiona preços
O setor sucroenergético tem enfrentado desafios devido ao excesso de oferta global de açúcar. Os contratos futuros da commodity estão sendo negociados em torno de 19 centavos de dólar por libra-peso, o que afeta diretamente as margens da São Martinho.
No entanto, o Itaú BBA aponta que fatores como a produtividade da moagem no Brasil e as decisões do governo indiano sobre exportações podem influenciar a oferta global e provocar uma recuperação nos preços do açúcar.
Como a moagem pode afetar os preços?
Segundo o relatório, se a moagem na região Centro-Sul do Brasil ficar abaixo de 605 milhões de toneladas na safra 2025/26, os preços do açúcar podem se recuperar. O Itaú BBA estima que um aumento de 10% nos preços do açúcar poderia gerar um rendimento de caixa adicional de 150 pontos-base para a empresa.
O etanol e a influência no desempenho da São Martinho

Além do açúcar, o mercado de etanol também é um fator relevante para a São Martinho. A demanda pelo biocombustível na entressafra e o aumento do imposto sobre a gasolina são apontados pelo Itaú BBA como fatores que podem impulsionar os preços do etanol, aproximando-o da paridade com os combustíveis fósseis.
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Gustavo Troyano, analista do Itaú BBA, explicou que a colheita prolongada no final do ano fiscal de 2024 e volumes maiores de moagem em novembro geraram uma oferta adicional de etanol. Isso fez com que os preços demorassem a atingir a paridade com a gasolina.
O que esperar para as ações da São Martinho?
Mesmo com a revisão no preço-alvo, o Itaú BBA segue confiante no potencial de valorização da São Martinho (SMTO3). Com um rendimento de fluxo de caixa ao acionista estimado em 14% e a possibilidade de melhora nos preços do açúcar e do etanol, a empresa segue bem posicionada no mercado.
A volatilidade nos preços das commodities e o cenário macroeconômico global continuarão influenciando o desempenho da empresa. No entanto, para os investidores, a recomendação de compra permanece válida, especialmente considerando a possibilidade de valorização das ações nos próximos anos.
Conclusão
Apesar da redução no preço-alvo, o Itaú BBA mantém a recomendação de compra para São Martinho (SMTO3), reforçando seu potencial de valorização e rendimento atrativo. A volatilidade dos preços do açúcar e do etanol continuará influenciando o desempenho da empresa, mas sua sólida estrutura operacional e posição de destaque no setor garantem perspectivas positivas.
Além disso, fatores como a demanda por etanol e possíveis ajustes na oferta global de açúcar podem contribuir para uma recuperação nos preços, beneficiando a companhia. Com projeções de crescimento ajustadas e um mercado dinâmico, a SMTO3 segue sendo uma alternativa promissora para investidores atentos às oportunidades no setor sucroenergético.
