Para o investidor que busca dividendos e empresas sólidas na Bolsa, as ações do Itaú (ITUB4) e da Eletrobras (ELET3) formam uma combinação considerada imbatível por boa parte do mercado nesta semana. A seleção de ativos, baseada em recomendações de grandes casas de análise, bancos e corretoras, também inclui Klabin (KLBN11) e Novo Nordisk (N1VO34), que aparecem como alternativas estratégicas para diversificação.
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Eletrobras: recuperação robusta e dividendos bilionários
Após um início de ano desafiador, marcado por um prejuízo ajustado de R$ 80 milhões no primeiro trimestre de 2025, a Eletrobras apresentou um salto expressivo nos resultados do segundo trimestre. Entre abril e junho, a companhia registrou lucro ajustado de R$ 1,5 bilhão, alta de 43% em relação ao mesmo período do ano passado.
O grande destaque: R$ 4 bilhões em dividendos
O anúncio que mais chamou a atenção do mercado foi a decisão da Eletrobras de distribuir R$ 4 bilhões em dividendos, o que representa um dividend yield de cerca de 4,5% para os acionistas na base atual de preços. Esse movimento reforça o compromisso da empresa com a remuneração ao investidor, especialmente após um período de ajustes internos e reestruturação.
Recomendações dos analistas para ELET3
- Genial Investimentos: manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 51,50, destacando a redução de custos e a forte geração de energia.
- XP Investimentos: reafirmou compra, com preço-alvo em R$ 50,00, apontando potencial de expansão na política de dividendos e eficiência operacional.
Para muitos analistas, o pior momento já passou. A expectativa é de que a companhia continue a melhorar sua rentabilidade nos próximos trimestres.
Itaú: resultados consistentes e espaço para mais valorização
O Itaú Unibanco (ITUB4), maior banco privado da América Latina, mais uma vez apresentou números que reforçam sua posição dominante no setor financeiro. No segundo trimestre de 2025, a instituição reportou lucro líquido recorrente de R$ 11,5 bilhões, avanço de 14% frente ao mesmo período de 2024.
Revisão para cima nas projeções
Com o resultado acima das expectativas, o banco revisou para cima suas projeções para o ano, especialmente no segmento de receita com clientes. Esse ajuste indica confiança na expansão de negócios e na manutenção de margens saudáveis.
Avaliações das principais casas de análise
- Banco Safra: recomendação de compra, com preço-alvo em R$ 40,00.
- BTG Pactual: recomendação de compra, com alvo em R$ 46,00.
- Bradesco BBI: recomendação de compra, considerando fundamentos sólidos e possível anúncio de dividendos extraordinários.
Apesar de a ação já acumular alta de 31% em 2025, analistas ainda veem espaço para valorização adicional, o que, combinado ao potencial de proventos extras, torna o ativo atrativo para quem busca retorno no médio prazo.
Klabin: resultado misto e perspectivas divergentes

A Klabin (KLBN11) apresentou um balanço com lucro líquido de R$ 585 milhões no segundo trimestre, crescimento de impressionantes 86% em relação ao ano anterior. O resultado superou de forma significativa a estimativa de cerca de R$ 86 milhões do mercado.
O lado negativo: fluxo de caixa pressionado
Apesar do lucro expressivo, o mercado reagiu de forma cautelosa devido à baixa geração de caixa livre, que ficou em apenas R$ 4 milhões. A necessidade de maior capital de giro para estoques e operações diárias foi apontada como um fator de atenção.
Divergência entre as recomendações
- BTG Pactual, Itaú e Santander: mantêm recomendação de compra, com preços-alvo variando de R$ 25 a R$ 33.
- Bradesco BBI: adota postura mais conservadora, recomendando cautela diante da pressão sobre o fluxo de caixa.
Para investidores com perfil de maior tolerância ao risco, a queda recente nas ações pode representar oportunidade, desde que acompanhada de uma análise cuidadosa dos indicadores operacionais.
Novo Nordisk: aposta internacional com potencial de recuperação
A Novo Nordisk (N1VO34), gigante farmacêutica global, tem enfrentado um ano de maior volatilidade nas ações. Conhecida por seus medicamentos Ozempic e Wegovy, voltados para o controle de peso e o tratamento de diabetes, a empresa registrou receita superior a US$ 25 bilhões apenas com esses dois produtos em 2024.
Desafios e oportunidades
Em 2025, a concorrência crescente impactou as vendas, refletindo em queda no preço das ações. No entanto, para a Empiricus Research, esse momento representa uma oportunidade, considerando que a empresa mantém:
- Alta capacidade de inovação
- Execução operacional consistente
- Expansão para novos mercados
- Reinvestimento intenso em P&D
Projeção de valorização
A casa de análise projeta recuperação de até 20% no valor das ações no curto e médio prazo, com potencial de atingir US$ 55, sustentada por lançamentos estratégicos e ampliação da presença global.
Comparativo entre as quatro empresas
| Empresa | Setor | Preço-Alvo Médio | Recomendações Predominantes | Potencial de Dividendos |
|---|---|---|---|---|
| Eletrobras (ELET3) | Energia elétrica | R$ 50,75 | Compra | Alto (4,5% yield anunciado) |
| Itaú (ITUB4) | Financeiro | R$ 42,00 | Compra | Alto, com possibilidade de extras |
| Klabin (KLBN11) | Papel e celulose | R$ 29,00 | Compra moderada | Médio |
| Novo Nordisk (N1VO34) | Farmacêutico | US$ 55,00 | Compra | Médio-baixo |
Estratégias para o investidor

Para quem busca dividendos consistentes, Itaú e Eletrobras despontam como escolhas seguras, respaldadas por fundamentos sólidos e projeções positivas. Já Klabin e Novo Nordisk podem compor uma fatia de portfólio voltada a crescimento, ainda que com maior volatilidade no curto prazo.
Possível combinação de carteira
- Base defensiva: ITUB4 e ELET3 para estabilidade e renda recorrente.
- Aposta de valorização: KLBN11 e N1VO34 para capturar ganhos acima da média no longo prazo.
Imagem: Salty View/shutterstock.com

