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Itaú inventa a “demissão humanizada” e gera polêmica

O Itaú causou uma grande polêmica ao criar a "demissão humanizada" para os seus funcionários; entenda o que é.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Itaú

O banco Itaú, considerado uma das principais empresas financeiras da bolsa de valores do Brasil, a B3, causou polêmica nesta semana ao inventar o conceito de “demissão humanizada”. A ideia é que o trabalhador seja antecipadamente avisado de sua demissão futura.

O conceito, embora supostamente tenha uma preocupação com a saúde mental do funcionário, foi visto como polêmico por diversas pessoas. No entanto, o banco alega que avisar antecipadamente da demissão é uma vantagem, pois além de o colaborador não ser pego de surpresa com a demissão, ainda tem tempo de buscar por outra vaga.

Como funcionará?

À imprensa, o Itaú destacou que a “demissão humanizada” não será implementada para todos os setores do banco. A ideia é que áreas que serão reestruturadas em breve no banco usem essa ação para resolver demissões futuras, já que, em muitos casos, o cargo da pessoa não existirá mais. 

Mesmo diante desta justificativa, representantes ligados ao Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região garantem que não é aceitável que um banco do porte do Itaú, que registrou um lucro altíssimo no ano passado, demita tantas pessoas, mesmo alegando que será de uma forma “humanizada”.

Ainda em resposta a ação do Itaú, o Sindicato ainda criticou o fato de o trabalhador ter a sobrecarga de já saber que será demitido, enquanto ainda sofre com “metas abusivas e sobrecarga de trabalho”. 

A instituição ainda destaca que a ação pode levar ao adoecimento de diversos trabalhadores, tanto em âmbito físico, quanto mental, questionando como a ação está ligada à humanização.

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Sindicato cobra Itaú

Em nota à imprensa, o Sindicato pediu que o Itaú se responsabilize por estes funcionários que não terão mais cargos — como os que estão sendo substituídos por automações —, para que sejam realocados e mantidos seus empregos.

Imagem: Everson Mayer/ Shutterstock

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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