Recentemente, surgiram notícias sobre a suposta criação de uma empresa de investimentos focada exclusivamente em Bitcoin pelo Itaú Unibanco. Entretanto, o banco esclareceu que não está lançando nenhuma nova empresa ou produto relacionado a criptomoedas, mas apenas atuando como assessor financeiro em uma transação específica.
Itaú nega criação de empresa focada em Bitcoin, mas reforça presença no mercado cripto
O Itaú nega envolvimento na criação da Oranje BTC, empresa focada em Bitcoin, mas reforça sua atuação no mercado de criptoativos com serviços de custódia e negociação.
Apesar disso, o Itaú vem ampliando sua presença no mercado de criptoativos, oferecendo serviços de custódia e negociação de criptomoedas para seus clientes.
Leia mais:
Bitcoin multiplicou 620x em 10 anos: Quais criptomoedas podem repetir esse feito em menos tempo?
A polêmica envolvendo a Oranje BTC
O que é a Oranje BTC?
A Oranje BTC é uma empresa brasileira que planeja acumular Bitcoin como estratégia de investimento, semelhante à adotada pela MicroStrategy, empresa americana liderada por Michael Saylor.
O objetivo da Oranje BTC é adquirir aproximadamente R$ 1,2 bilhão em Bitcoin, utilizando mecanismos financeiros como emissão de dívidas e venda de ações para obter liquidez.
Envolvimento do Itaú
Inicialmente, veículos de imprensa noticiaram que o Itaú estaria por trás da criação da Oranje BTC. No entanto, o banco esclareceu que sua participação se limita à atuação como assessor financeiro na transação da Oranje BTC, não estando envolvido na criação ou lançamento de qualquer nova empresa ou produto relacionado a criptomoedas.
A crescente atuação do Itaú no mercado de criptoativos
Serviços de custódia e negociação de criptomoedas
Apesar de negar envolvimento direto na criação da Oranje BTC, o Itaú vem expandindo sua atuação no mercado de criptoativos.
Em dezembro de 2023, o banco liberou a negociação direta de Bitcoin e Ethereum em sua plataforma de investimentos, a íon, com custódia própria dos ativos digitais. Clientes cadastrados no aplicativo podem comprar criptomoedas a partir de R$ 10.
Participação em ETFs de criptomoedas
O Itaú também participa como distribuidor de cotas de ETFs (fundos de índice) de criptomoedas, como o HASH11, da gestora Hashdex.
Além disso, o banco lançou produtos de investimento próprios com exposição ao mercado de criptoativos, incluindo um fundo baseado em empresas ligadas à tecnologia blockchain e um Certificado de Operações Estruturadas (COE) baseado nas ações da Coinbase, maior exchange de criptomoedas dos Estados Unidos.
Reconhecimento dos criptoativos como reserva de valor
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
No balanço patrimonial do segundo trimestre de 2024, o Itaú declarou possuir R$ 1,725 bilhão em Bitcoin e Ethereum em ativos proprietários, reconhecendo-os como reserva de valor.
O banco ressalta que oferece custódia própria de criptoativos, garantindo a segurança de armazenamento dos ativos digitais.
A mudança de postura do Itaú em relação às criptomoedas

Historicamente, o Itaú adotou uma postura cautelosa em relação às criptomoedas, chegando a fechar contas de exchanges brasileiras devido à falta de clareza regulatória e preocupações com lavagem de dinheiro.
No entanto, nos últimos anos, o banco passou a reconhecer o potencial dos criptoativos e a oferecer produtos e serviços relacionados a esse mercado, acompanhando a evolução da regulação e a demanda dos clientes.
Considerações finais
Embora o Itaú tenha negado envolvimento direto na criação da Oranje BTC, sua atuação como assessor financeiro na transação e a expansão de seus serviços relacionados a criptoativos demonstram o crescente interesse do banco nesse mercado.
A oferta de negociação e custódia de criptomoedas, bem como a participação em ETFs e produtos de investimento próprios, indicam uma mudança significativa na postura do Itaú em relação às criptomoedas, refletindo a maturação do mercado e a busca por atender às demandas dos investidores.
