Recentemente, surgiram notícias sobre a suposta criação de uma empresa de investimentos focada exclusivamente em Bitcoin pelo Itaú Unibanco. Entretanto, o banco esclareceu que não está lançando nenhuma nova empresa ou produto relacionado a criptomoedas, mas apenas atuando como assessor financeiro em uma transação específica.
Apesar disso, o Itaú vem ampliando sua presença no mercado de criptoativos, oferecendo serviços de custódia e negociação de criptomoedas para seus clientes.
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A polêmica envolvendo a Oranje BTC
O que é a Oranje BTC?
A Oranje BTC é uma empresa brasileira que planeja acumular Bitcoin como estratégia de investimento, semelhante à adotada pela MicroStrategy, empresa americana liderada por Michael Saylor.
O objetivo da Oranje BTC é adquirir aproximadamente R$ 1,2 bilhão em Bitcoin, utilizando mecanismos financeiros como emissão de dívidas e venda de ações para obter liquidez.
Envolvimento do Itaú
Inicialmente, veículos de imprensa noticiaram que o Itaú estaria por trás da criação da Oranje BTC. No entanto, o banco esclareceu que sua participação se limita à atuação como assessor financeiro na transação da Oranje BTC, não estando envolvido na criação ou lançamento de qualquer nova empresa ou produto relacionado a criptomoedas.
A crescente atuação do Itaú no mercado de criptoativos
Serviços de custódia e negociação de criptomoedas
Apesar de negar envolvimento direto na criação da Oranje BTC, o Itaú vem expandindo sua atuação no mercado de criptoativos.
Em dezembro de 2023, o banco liberou a negociação direta de Bitcoin e Ethereum em sua plataforma de investimentos, a íon, com custódia própria dos ativos digitais. Clientes cadastrados no aplicativo podem comprar criptomoedas a partir de R$ 10.
Participação em ETFs de criptomoedas
O Itaú também participa como distribuidor de cotas de ETFs (fundos de índice) de criptomoedas, como o HASH11, da gestora Hashdex.
Além disso, o banco lançou produtos de investimento próprios com exposição ao mercado de criptoativos, incluindo um fundo baseado em empresas ligadas à tecnologia blockchain e um Certificado de Operações Estruturadas (COE) baseado nas ações da Coinbase, maior exchange de criptomoedas dos Estados Unidos.
Reconhecimento dos criptoativos como reserva de valor
No balanço patrimonial do segundo trimestre de 2024, o Itaú declarou possuir R$ 1,725 bilhão em Bitcoin e Ethereum em ativos proprietários, reconhecendo-os como reserva de valor.
O banco ressalta que oferece custódia própria de criptoativos, garantindo a segurança de armazenamento dos ativos digitais.
A mudança de postura do Itaú em relação às criptomoedas

Historicamente, o Itaú adotou uma postura cautelosa em relação às criptomoedas, chegando a fechar contas de exchanges brasileiras devido à falta de clareza regulatória e preocupações com lavagem de dinheiro.
No entanto, nos últimos anos, o banco passou a reconhecer o potencial dos criptoativos e a oferecer produtos e serviços relacionados a esse mercado, acompanhando a evolução da regulação e a demanda dos clientes.
Considerações finais
Embora o Itaú tenha negado envolvimento direto na criação da Oranje BTC, sua atuação como assessor financeiro na transação e a expansão de seus serviços relacionados a criptoativos demonstram o crescente interesse do banco nesse mercado.
A oferta de negociação e custódia de criptomoedas, bem como a participação em ETFs e produtos de investimento próprios, indicam uma mudança significativa na postura do Itaú em relação às criptomoedas, refletindo a maturação do mercado e a busca por atender às demandas dos investidores.
