Na quinta-feira (20), o Itaú e a Raízen testaram simultaneamente o mercado de bonds internacionais, obtendo uma resposta extremamente positiva.
Itaú e Raízen conseguem levantar quase US$ 3 bi; mercado está em busca de mais
Itaú e Raízen testaram o mercado de bonds e levantaram US$ 2,75 bilhões, confirmando a alta demanda por emissões corporativas.
O banco e a gigante de energia renovável captaram, juntos, US$ 2,75 bilhões em emissões altamente demandadas pelos investidores. Saiba todos os detalhes abaixo!
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O sucesso da emissão do Itaú, confira mais detalhes abaixo
Demanda quatro vezes maior que a oferta
O Itaú buscava inicialmente captar US$ 750 milhões, mas, diante de uma demanda quatro vezes maior (US$ 3 bilhões), conseguiu levantar US$ 1 bilhão. O bond, com prazo de cinco anos, foi precificado com um yield de 6%, abaixo da projeção inicial de 6,35%.
Contexto e estratégia do banco
O Itaú não realizava uma emissão no mercado externo desde 2021 e, com o vencimento de um senior bond em janeiro, viu uma oportunidade estratégica para aproveitar o ambiente positivo.
“O Itaú não acessava o mercado externo desde 2021 e o último senior bond tinha sido emitido em 2020,” revelou uma fonte ligada à operação. “Eles decidiram se aproveitar do ambiente construtivo para emitir com volume significativo.”
Coordenadores da emissão
Os coordenadores globais foram:
- Itaú BBA
- Bank of America (BofA)
- Citi
- JP Morgan
- UBS
A mega captação da Raízen

Duas emissões simultâneas totalizando US$ 1,75 bilhão
A Raízen também aproveitou o bom momento do mercado para realizar duas emissões simultâneas, captando um total de US$ 1,75 bilhão:
- Um bond de 12 anos
- A reabertura de um green bond com vencimento em 2054
A alta demanda (superior a US$ 5 bilhões) permitiu que a empresa reduzisse os spreads dos títulos para 225 e 250 pontos-base, respectivamente.
Raízen reforça sua posição no mercado
A joint venture entre Cosan e Shell já possuía uma emissão com vencimento em 2035 e outros US$ 500 milhões no green bond de 2054. Com a reabertura, esse último papel passa a totalizar US$ 1,25 bilhão.
“Fazer uma emissão de 30 anos não é para qualquer empresa. Como a Raízen é investment grade, atraiu um book qualificado e fez uma bela transação,” disse uma fonte envolvida na operação.
Coordenadores da emissão
Os bancos envolvidos foram:
- Bank of America (BofA)
- Citi
- Itaú BBA
- JP Morgan
- Morgan Stanley
- BNP Paribas
- Bradesco BBI
- Crédit Agricole
- Santander
- SMBC
O aquecimento do mercado de bonds brasileiros
As captações do Itaú e da Raízen elevam para sete o número de emissões de bonds por empresas brasileiras no mercado internacional desde o início do ano.
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Segundo fontes do setor financeiro, esse movimento reflete o forte apetite dos investidores por ativos corporativos brasileiros de alta qualidade.
“A mensagem de hoje é que o apetite do mercado segue elevado,” destacou uma fonte do setor.
Por que o mercado de bonds está aquecido?

1. Cenário global favorável
Com a estabilidade dos juros nos EUA e perspectivas otimistas para a economia global, investidores estão dispostos a alocar mais capital em títulos corporativos de mercados emergentes.
2. Confiança no Brasil
O Brasil tem demonstrado maior solidez econômica e fiscal, aumentando o interesse internacional em suas empresas.
3. Empresas bem avaliadas
O Itaú e a Raízen possuem classificações de risco elevadas, o que atraiu um grande volume de investidores qualificados.
Considerações finais
A bem-sucedida emissão de bonds do Itaú e da Raízen confirma o aquecimento do mercado e reforça a confiança dos investidores nas empresas brasileiras. Com taxas atrativas e forte demanda, novas emissões devem surgir nos próximos meses, consolidando o Brasil como um destino atrativo para investimentos internacionais.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
