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Entenda por que a ação do Itaú ficou no zero mesmo tendo balanço forte e dividendos bilionários

Itaú (ITUB4) divulga lucro do 4T24 e espera crescimento moderado para 2025. Anúncio de dividendos e recompras gera reações mistas no mercado. Saiba mais.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
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Na noite da última quarta-feira, dia 5 de fevereiro de 2025, o Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou seu balanço financeiro referente ao quarto trimestre de 2024. O banco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 10,884 bilhões, com um crescimento de 15,8% em relação ao mesmo período de 2023. Esse desempenho gerou uma falha no mercado, já que as expectativas eram altas após os resultados de seu Santander (SANB11), que apresentaram números mais robustos.

Logo após a divulgação, as ações do Itaú (ITUB4) abriram o pregão em queda, chegando a perder até 3,40%. No entanto, ao longo do dia, os papéis conseguiram recuperar parte das perdas e fecharam com um nível alto de 0,18%, cotados a R$ 34,17.

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A avaliação do mercado sobre os dividendos e recompensas de ações

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Imagem: rafapress / shutterstock.com

Entre os anúncios do Itaú, destaca-se a distribuição de R$ 15 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, além de um programa de recompra de ações no valor de R$ 3 bilhões. Esses comprovados geraram reações diferentes entre os analistas. O JPMorgan, por exemplo, avaliou que o valor estava abaixo das expectativas, que era de R$ 22,7 bilhões, e afirmou que a decisão de distribuir um volume menor de dividendos pode refletir uma postura mais conservadora do banco frente ao cenário macroeconômico atual.

Por outro lado, analistas da XP destacaram que o valor estava em linha com suas projeções, ressaltando o bom retorno sobre o capital do Itaú, que, apesar de uma orientação mais conservadora para 2025, se manteve como um banco bem posicionado no setor financeiro.

Além dos dividendos, o Itaú também anunciou um programa de recompra de até 200 milhões de ações, o que pode ser visto como uma tentativa de dar suporte à cotação de suas ações no mercado. O valor de R$ 3 bilhões também foi especialmente recebido por investidores que acreditam que o movimento ajudará a fortalecer a imagem do banco e melhorar seus múltiplos no longo prazo.

A expectativa para o crescimento em 2025

O Itaú projetou para 2025 uma expansão da carteira de crédito entre 4,5% e 8,5%, uma desaceleração específica frente ao crescimento de 15,5% em 2024. O guidance conservador pode refletir uma expectativa de piora no cenário macroeconômico e uma possível alta da inadimplência, que ainda está sendo monitorada de perto pelo banco.

A estimativa para o custo de crédito do Itaú em 2025 é de R$ 34,5 bilhões a R$ 38,5 bilhões, superior aos R$ 34,5 bilhões registrados no ano anterior. Esse aumento pode indicar a percepção do banco de que os riscos de crédito estão crescendo, possivelmente devido ao cenário de inflação e juros elevados, fatores que podem pressionar a capacidade de pagamento dos clientes.

Além disso, a liquidez financeira (NIM) com clientes deve ter uma alta de 7,5% a 11,5%, o que pode ser visto como um esforço do banco para manter a rentabilidade, mesmo diante de um crescimento mais tímido na carteira de crédito. Já a margem com o mercado deve registrar uma queda, de R$ 4,4 bilhões em 2024 para algo entre R$ 1 bilhão e R$ 3 bilhões em 2025, refletindo os desafios do banco em diversificar suas fontes de receita.

Análise dos analistas: perspectivas para as ações do Itaú

Os analistas estão divididos em relação ao futuro do Itaú, mas a maioria continua otimista com o desempenho das ações da instituição no longo prazo. A Genial Investimentos, por exemplo, manteve sua recomendação de “compra” para os papéis (ITUB4), com um preço-alvo de R$ 40,00, destacando o bom retorno de dividendos do banco, estimado em 6,1% para 2025.

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Por outro lado, o Bradesco BBI vê as projeções de lucro do Itaú como extensas em linha com suas expectativas. Os analistas apontaram que o banco continua com uma posição de capital sólida e uma boa qualidade de ativos, especialmente nas pequenas e médias empresas (PMEs), que se mostraram resilientes no último ano.

O UBS BB também tem uma visão positiva, com projeções de lucro de R$ 45 bilhões a R$ 51 bilhões para 2025, considerando o guidance do banco. O JPMorgan, embora tenha ajustado suas expectativas para um lucro inferior, manteve a recomendação “overweight” (exposição acima da média), visando melhorias contínuas nas métricas de inadimplência e na qualidade dos ativos.

O que esperar das ações do Itaú em 2025?

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Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

Apesar da orientação conservadora e da expectativa de um ano desafiador, os analistas continuam vendo o Itaú como uma das opções mais atrativas do setor bancário brasileiro. O banco apresenta uma posição sólida em termos de capitalização, rentabilidade e qualidade de ativos, o que pode garantir sua posição de liderança, mesmo em um cenário de juros elevados e inflação persistente.

Além disso, os dividendos continuam sendo um atrativo importante para os investidores, com a expectativa de que o Itaú mantenha sua política de retornos generosos, o que possa garantir um bom retorno para aqueles que buscam rendimentos no longo prazo.

Conclusão

O Itaú (ITUB4) segue com uma posição estratégica forte, e apesar de um crescimento mais moderado em 2025, o banco continua sendo uma das principais escolhas de investidores no setor bancário. As distribuições de dividendos e o programa de recompra de ações são sinais positivos, mas a desaceleração do crescimento do crédito e as expectativas de aumento do custo de crédito exigem cautela. A recuperação da qualidade dos ativos, a manutenção de uma boa rentabilidade e a confiança dos analistas em sua resiliência são pontos que podem garantir um desempenho estável no mercado ao longo deste ano.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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