A proposta de taxação de varejistas internacionais por parte do governo federal está causando dúvidas e polêmicas. A decisão de acabar com a isenção do imposto para compras com valor inferior a US$ 50, cerca de R$ 250, foi confirmada pela Receita Federal.
Janja quebra o silêncio sobre taxa na Shein e Shopee
A primeira-dama respondeu a vários tuítes sobre a proposta do governo, já que a taxação de produtos importados gerou dúvidas. Confira!
A medida faz parte das iniciativas anunciadas pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad para combater a sonegação no país.
Desde março, o ministro vem avaliando maneiras de taxar as plataformas de compras internacionais. Apesar de não citar nenhuma varejista em específico, as empresas que devem ser atingidas pela medida são a Shein, Shopee e Aliexpress.
Janja esclarece polêmica da taxação
A proposta, que deve afetar as empresas asiáticas, as preferidas dos brasileiros na hora de realizar compras pela internet, vem causando polêmica nas redes sociais. Na tentativa de amenizar os danos, a primeira dama Janja Lula da Silva, respondeu a um tuíte esclarecendo os fatos.
Nesta quarta-feira (12), Janja respondeu em uma publicação de um perfil no Twitter afirmando que a taxação será somente para as empresas, e não para as pessoas que compram os produtos.
Entenda a proposta do governo
Atualmente, a isenção de imposto para compras com valor menor que U$ 50 só é permitida para pessoas físicas. No entanto, o que vem ocorrendo é que empresas que vendem produtos pela internet estão importando itens com valor acima do informado e não pagam o tributo sobre a compra.
Em outras palavras, há a suspeita de que as companhias declaram valores menores que U$ 50 justamente para não pagar as tarifas legais. Ou ainda que dividam as encomendas, em diversas compras, na intenção de diminuir o valor total.
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É justamente essa prática que o governo federal deseja mudar, pois a sonegação de imposto prejudica na arrecadação do país e também causa concorrência desleal às empresas brasileiras.
A proposta da taxação faz parte de um pacote apresentado pelo governo de R$ 150 bilhões em medidas para aumentar o recolhimento de tributos no Brasil. Para isso, segundo Haddad, será necessário enquadrar as varejistas internacionais que não pagam os impostos devidos. Ou seja, a medida não envolve os consumidores.
Por fim, o governo e a Receita afirmaram que a taxa de importação não será mudada. Porém, o que deve ocorrer é aplicação de multa em casos de compras simplificadas com superfaturamento.
Imagem: José Cruz/Agência Brasil
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