O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o Pix não está em negociação com outros países e classificou o sistema de pagamentos instantâneos como um ativo estratégico do Brasil.
Pix é parte da soberania nacional, diz Jorge Messias
Advogado-Geral da União afirma que o Pix faz parte da soberania nacional e não está em negociação com outros países. Entenda o contexto.
A declaração foi feita durante uma cerimônia em comemoração ao aniversário das carreiras da Procuradoria-Geral do Banco Central (PGBC) e da Procuradoria-Geral Federal (PGF).
Segundo Messias, o Pix representa um instrumento importante para a soberania nacional e não será objeto de negociação com governos estrangeiros ou interesses externos.
A fala ocorre em um momento em que o sistema brasileiro de pagamentos continua sendo apontado como uma referência internacional pela rapidez das transações, segurança e ampla adoção pela população.
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O que Jorge Messias disse sobre o Pix?

Durante seu discurso, o advogado-geral da União destacou que o Pix ultrapassou a condição de simples meio de pagamento e passou a representar uma infraestrutura estratégica para o país.
Segundo ele:
“O Pix faz parte da nossa soberania nacional e nunca estaremos dispostos a colocá-lo em negociação com outros países.”
Na mesma manifestação, Messias acrescentou que o Brasil também não pretende subordinar seus principais ativos tecnológicos e institucionais a interesses externos.
A declaração reforça o entendimento do governo de que o sistema continuará sendo administrado pelo Banco Central, preservando sua autonomia e suas características atuais.
O que significa dizer que o Pix faz parte da soberania nacional?
Ao utilizar a expressão “soberania nacional”, Jorge Messias fez referência ao fato de que o Pix foi desenvolvido integralmente pelo Banco Central e opera dentro da infraestrutura financeira brasileira.
Na prática, isso significa que:
- o sistema é administrado pelo Banco Central;
- as regras de funcionamento são definidas pelas autoridades brasileiras;
- a tecnologia permanece sob controle nacional;
- mudanças estruturais dependem da regulamentação brasileira.
Esse modelo permitiu que o Pix se consolidasse rapidamente como um dos principais meios de pagamento do país.
O Pix pode ser utilizado em outros países?
Atualmente, o Pix é um sistema voltado ao mercado brasileiro.
Entretanto, algumas instituições financeiras já oferecem soluções que permitem pagamentos internacionais utilizando tecnologias integradas ou acordos entre empresas, sem que isso represente uma internacionalização oficial do sistema.
Além disso, diversos países estudam modelos inspirados no Pix para desenvolver seus próprios sistemas de pagamentos instantâneos.
Isso é diferente de colocar o Pix sob gestão internacional ou negociar sua estrutura com outros governos.
Pix se tornou um dos principais meios de pagamento do Brasil
Desde seu lançamento, em novembro de 2020, o Pix transformou a forma como pessoas e empresas realizam pagamentos.
Entre os fatores que impulsionaram sua popularidade estão:
- transferências disponíveis 24 horas por dia;
- liquidação praticamente instantânea;
- ausência de cobrança para pessoas físicas na maioria das operações;
- facilidade de uso por meio de chaves Pix ou QR Codes;
- ampla aceitação no comércio físico e eletrônico.
Hoje, o sistema é utilizado diariamente por milhões de brasileiros para pagamentos, recebimentos, compras e transferências.
Banco Central continua ampliando o sistema
Mesmo consolidado, o Pix continua recebendo novas funcionalidades.
Nos últimos anos, o Banco Central implementou recursos como:
Pix Automático
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+311 mil seguidores
Modalidade criada para facilitar pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas de consumo, reduzindo a necessidade de autorizações repetidas do usuário.
Mecanismos de segurança
O sistema também ganhou novas camadas de proteção, incluindo aprimoramentos no combate a fraudes, regras para contestação de operações e monitoramento de transações suspeitas.
Essas medidas buscam aumentar a confiança dos usuários e reduzir crimes financeiros.
Jorge Messias também destacou a atuação da AGU
Durante o evento, o advogado-geral relembrou sua trajetória na Advocacia-Geral da União (AGU), destacando que iniciou sua carreira como procurador do Banco Central há cerca de 20 anos.
Segundo ele, a atuação da Procuradoria-Geral do Banco Central é fundamental para garantir:
- estabilidade do sistema financeiro;
- segurança jurídica das políticas públicas;
- defesa institucional do Banco Central;
- suporte jurídico a iniciativas como o Pix.
Evento reuniu autoridades do Judiciário
A cerimônia também contou com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que participou das comemorações das carreiras da PGBC e da PGF.
Durante sua fala, o ministro relembrou sua participação na criação da Procuradoria-Geral Federal e afirmou que a iniciativa contribuiu para fortalecer a defesa jurídica das autarquias e do patrimônio público.
Pix permanece sob administração brasileira

A declaração de Jorge Messias reforça que não há qualquer negociação em andamento para transferir o controle ou alterar a administração do Pix.
O sistema permanece sendo desenvolvido e regulamentado pelo Banco Central do Brasil, que continua anunciando novas funcionalidades voltadas à modernização dos meios de pagamento e ao aumento da segurança das operações.
Com ampla utilização pela população e pelo setor produtivo, o Pix segue como uma das principais ferramentas do sistema financeiro nacional e um dos projetos tecnológicos mais relevantes já implementados pelo Banco Central.
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