Ainda vale destacar que, desde o início do ano, a Jovem Pan reformula a sua grade de profissionais. Simultaneamente, cresce a pressão do MPF sobre o canal e sua postura em relação aos atos antidemocráticos.
Postura dos jornalistas demitidos da Jovem Pan
Durante a cobertura dos atos golpistas que culminaram na invasão e depredação do Congresso Nacional no dia 8 de janeiro de 2023, Constantino, Figueiredo e Zoe se pronunciaram a favor dos terroristas.
Constantino, conhecido apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem defendido desde 14 de novembro de 2022 que as últimas eleições foram fraudadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, em mais de uma oportunidade, o militante defendeu que o Brasil vive sob a ditadura do STF.
Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo, comentou as invasões do dia 8 ao vivo. Na oportunidade, o jornalista alegou que a “revolta era legítima” e que os terroristas eram “vítimas do sistema”. Além disso, defendeu anteriormente uma “guerra civil no Brasil”.
Por fim, no dia 21 de dezembro, Zoe Martinez defendeu, ao vivo, que as Forças Armadas brasileiras destituíssem os ministros do STF.
Segundo a Tudo Rádio, a Jovem Pan também demitiu: Coronel Gerson Gomes, Fernão Lara Mesquita, Marco Antônio Costa, entre outros. Destaque para o fato que todos estes se declaram apoiadores de Bolsonaro.
Investigação do MPF
Os recentes movimentos no canal de notícias, que incluem a renúncia de Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho (“Tutinha”) da presidência da Jovem Pan, ocorrem em um momento em que o MPF aumenta as investigações sobre os atos golpistas e antidemocráticos que ocorrem, com maior teor, desde as eleições.
Imagem: Jovem Pan / Reprodução