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Mineradoras de Bitcoin sobem na mira de Wall Street: JPMorgan revisa metas após alta do BTC

JPMorgan revisa para cima suas metas de preço para mineradoras de Bitcoin como CleanSpark e Riot, refletindo a alta do BTC e a melhoria na lucratividade do setor.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira4 min de leitura
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O banco JPMorgan Chase revisou suas projeções para o desempenho de grandes mineradoras de Bitcoin, citando melhorias na economia do setor e na rentabilidade das operações.

As novas metas refletem não apenas os resultados financeiros robustos do primeiro trimestre de 2025, mas também um cenário mais otimista quanto ao preço do bitcoin e à taxa de hashrate da rede.

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Principais atualizações de preço

Metas elevadas por ação:

  • CleanSpark (CLSK): de US$ 12 para US$ 14
  • Riot Platforms (RIOT): de US$ 13 para US$ 14
  • MARA Holdings (MARA): de US$ 18 para US$ 19

Esses aumentos foram justificados por um avanço de 24% na estimativa do preço spot do Bitcoin e uma elevação de 9% na taxa de hashrate estimada — dados fundamentais para o cálculo de rentabilidade das mineradoras.

O que é taxa de hashrate e por que ela importa?

A taxa de hashrate mede a quantidade total de poder computacional empregado na validação de transações na blockchain do Bitcoin. É um reflexo direto da competição na rede e da dificuldade de mineração:

Quanto maior a taxa:

  • Maior a segurança da rede
  • Mais difícil minerar novos blocos
  • Menor a recompensa por unidade de energia computacional

Apesar disso, uma taxa elevada é geralmente vista como um sinal de forte investimento e profissionalização no setor.

Análise dos analistas de JPMorgan

Quem assina o relatório?

Reginald Smith e Charles Pearce, analistas seniores da divisão de pesquisa de ativos digitais do JPMorgan, explicam que:

“Nossas metas de preço aumentaram principalmente devido à alta do preço do bitcoin e à melhora estrutural na lucratividade da mineração.”

Segundo os analistas, os modelos foram ajustados com base em novas estimativas macro e operacionais, incluindo:

  • Preço do BTC no curto e médio prazo
  • Custos operacionais das empresas
  • Perspectivas regulatórias e de adoção institucional

Reiterações e novas recomendações

Mineração de Bitcoin
Imagem: Acervo do Unsplash (Creative Commons)

Recomendação overweight (acima da média):

  • CleanSpark (CLSK)
  • Riot Platforms (RIOT)
  • Iris Energy (IREN)

Recomendação neutra:

  • Cipher Mining (CIFR)
  • MARA Holdings (MARA)

Segundo o JPMorgan, as empresas com recomendação overweight demonstram melhor relação risco-retorno, maior eficiência energética e menor exposição a dívidas.

A CleanSpark na liderança

Resultados positivos e expansão

A CleanSpark, que recentemente anunciou a expansão de suas operações para o Texas e o Missouri, vem se destacando por sua capacidade de escalar sem comprometer margem de lucro.

Além disso, tem apostado fortemente em fontes de energia renovável, um diferencial importante no atual debate sobre o impacto ambiental da mineração.

Indicadores da empresa:

  • Receita trimestral: US$ 78 milhões
  • Lucro líquido: US$ 9,4 milhões
  • Hashrate atual: 17 EH/s (exahashes por segundo)

MARA e Cipher: neutralidade estratégica

A MARA Holdings, uma das maiores mineradoras dos EUA, apresenta sinais mistos. Apesar de sua infraestrutura robusta, enfrenta pressões operacionais em razão dos altos custos energéticos e questões regulatórias envolvendo licenciamento de data centers.

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Cipher Mining, por sua vez, tem se mantido discreta, mas continua a desenvolver parcerias com fornecedores de energia no estado de Oklahoma.

Bitcoin e mineração: onde estamos agora?

O preço do BTC e seu impacto direto

O bitcoin está atualmente cotado a cerca de US$ 105.000, após atingir recordes em março com a aprovação dos ETFs spot pela SEC. Isso impulsionou a receita das mineradoras, já que a mesma quantidade de BTC minerado agora vale muito mais em dólares.

Halving e cenário futuro

A aproximação do próximo halving — redução pela metade da recompensa de mineração — estimado para o segundo semestre de 2025, gera tanto otimismo quanto cautela.

Impactos do halving:

  • Redução de recompensa por bloco (de 3,125 BTC para 1,5625 BTC)
  • Aumento da pressão sobre margens operacionais
  • Consolidação do setor (pequenas mineradoras tendem a sair do mercado)

ETFs, adoção institucional e expansão do mercado

Com a entrada de ETFs spot nos EUA e Europa, a demanda institucional por Bitcoin aumentou significativamente. Isso favorece mineradoras que têm baixo custo operacional e estão posicionadas para fornecer liquidez regulada ao mercado.

Reação do mercado

As ações das mineradoras subiram em média 6,8% na última semana, com destaque para:

  • CLSK: +9,3%
  • RIOT: +6,5%
  • MARA: +4,2%

Conclusão: mineradoras voltam ao radar dos investidores

Bitcoin
Imagem: Seu Crédito Digital / Freepik

A revisão das metas pelo JPMorgan sinaliza que o sentimento em relação ao setor de mineração de Bitcoin está se tornando mais construtivo, apesar dos desafios regulatórios e ambientais. Empresas como CleanSpark e Riot Platforms lideram essa nova fase com solidez operacional e inovação energética.

O mercado segue atento aos próximos desdobramentos do preço do BTC, à evolução da taxa de hashrate e às respostas regulatórias em diferentes jurisdições. O cenário é promissor para investidores dispostos a aceitar a volatilidade do setor em troca de alto potencial de valorização.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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