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JPMorgan dá novo passo no blockchain e alimenta especulações sobre stablecoin própria

JPMorgan registra marca JPMD e amplia rumores sobre nova stablecoin. Banco investe em blockchain e pode lançar token digital próprio.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
JPMorgan

O JPMorgan Chase & Co., um dos maiores bancos do planeta, deu mais um passo estratégico no universo dos ativos digitais ao registrar a marca “JPMD” no Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO).

O movimento reacendeu rumores sobre o possível lançamento de uma nova stablecoin ou infraestrutura de pagamentos baseada em blockchain.

O registro, feito no dia 15 de junho de 2025, abrange uma ampla variedade de serviços financeiros descentralizados, incluindo a negociação de ativos digitais, liquidação de dívidas, pagamentos via blockchain e sistemas de custódia de tokens. Embora não mencione diretamente a criação de uma stablecoin, os indícios são fortes.

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O que está por trás da marca JPMD?

Descrição Oficial do Registro

O documento submetido ao USPTO é técnico, mas revelador. Entre os serviços incluídos estão:

  • Emissão e gerenciamento de tokens digitais;
  • Custódia e liquidação de ativos tokenizados;
  • Sistemas de pagamento eletrônico baseados em tecnologia blockchain;
  • Serviços relacionados à negociação de ativos digitais com tecnologia DLT (Distributed Ledger Technology).

Um projeto além de uma moeda?

A amplitude da aplicação indica que o JPMorgan não está apenas cogitando lançar uma nova moeda digital — pode estar construindo uma infraestrutura completa voltada à digitalização e tokenização de ativos financeiros.

Essa movimentação tem potencial de integrar os novos serviços à sua atual plataforma Kinexys Digital Payments (antiga Onyx e JPM Coin), além da Tokenized Collateral Network (TCN), já em operação.

O papel da Kinexys e a herança da JPM Coin

JPMorgan
Imagem: Robson90 / shutterstock.com

Iniciativas Atuais em Blockchain

Apesar da resistência anterior do CEO Jamie Dimon ao Bitcoin, o JPMorgan tem adotado uma postura pragmática em relação à tecnologia blockchain. Nos últimos anos, o banco:

  • Lançou a JPM Coin, uma stablecoin institucional lastreada em dólar, libra e euro;
  • Criou a Kinexys, uma rede de pagamentos blockchain que processou mais de US$ 1,5 trilhão em transações;
  • Desenvolveu a Tokenized Collateral Network, usada para a tokenização e transferência ágil de garantias financeiras.

Kinexys: A base para o futuro

A Kinexys, nova marca que substitui a Onyx, já demonstra como o JPMorgan enxerga o futuro dos pagamentos e liquidações: digital, instantâneo e seguro. Com a infraestrutura existente, a adição de um token público ou híbrido pode ser o próximo passo lógico.

Rumores: JPMD como stablecoin corporativa?

Indícios de uma nova moeda digital

O ponto mais especulado no ecossistema cripto gira em torno da funcionalidade do JPMD como stablecoin — uma criptomoeda com valor atrelado a ativos estáveis como o dólar.

Comparações com USDC e USDT

Caso a JPMD seja confirmada como stablecoin, o banco entraria diretamente na disputa com gigantes como USDC (Circle) e USDT (Tether). A diferença? A solidez institucional de um banco tradicional que movimenta trilhões.

Potencial de adoção institucional

O JPMD poderia ser adotado rapidamente em redes bancárias e por grandes corporações, especialmente em transações transfronteiriças e liquidações interbancárias — um setor ainda pouco atendido por stablecoins descentralizadas.

Concorrência cresce: Outros bancos e empresas entram no jogo

O JPMorgan não está sozinho. Segundo reportagens da The Block, outras instituições financeiras — como Bank of America, Citigroup e Wells Fargo — também avaliam lançar suas próprias moedas digitais ou colaborar em um projeto comum.

Empresas como Walmart e Amazon também têm demonstrado interesse na criação de moedas digitais próprias, seja para uso em ecossistemas internos ou como alternativas aos sistemas tradicionais de pagamento.

O que dizem os especialistas?

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Apesar do foco do JPMorgan estar nas blockchains permissionadas, especialistas destacam que essa tendência pode ajudar a “normalizar” o uso de criptoativos no mercado institucional.

“A entrada de bancos como o JPMorgan emite um sinal verde para o mercado regulado. Mesmo que não usem blockchains públicas, eles estão contribuindo para a infraestrutura digital global”, explica Daniel Alves, analista de sistemas financeiros do Blockchain Institute Brasil.

Impacto na regulação

Com os avanços da regulamentação de criptomoedas nos EUA e Europa, iniciativas como o JPMD são vistas como tentativas de ocupar o espaço antes dominado por startups, agora sob a vigilância de órgãos como SEC e CFTC.

Tokenização: O próximo capítulo da transformação financeira

A plataforma TCN, criada pelo JPMorgan, permite transformar ativos reais em tokens digitais, tornando o processo de empréstimos e transferências mais rápido e rastreável. A possível integração da JPMD pode ampliar seu alcance.

Benefícios da Tokenização

Entre os benefícios da tokenização de ativos financeiros, destacam-se:

  • Liquidez imediata de ativos antes ilíquidos;
  • Transparência e auditabilidade com uso de blockchain;
  • Redução de custos operacionais;
  • Velocidade de liquidação.

O que esperar nos próximos meses?

Embora o registro da marca não implique lançamento imediato, especialistas esperam que o JPMorgan apresente alguma novidade concreta ainda em 2025, aproveitando o aquecimento do setor após a consolidação das regras regulatórias nos EUA.

Há grandes chances de o JPMD ser uma extensão da JPM Coin ou um novo módulo dentro da Kinexys. A interoperabilidade entre sistemas bancários, redes de pagamentos e criptoativos será um dos grandes focos da próxima fase.

Considerações finais: O JPMorgan está pronto para liderar a revolução digital?

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Imagem: Freepik

O registro da marca JPMD, somado ao histórico de investimentos em blockchain, mostra que o JPMorgan está se posicionando para ser protagonista na nova era das finanças tokenizadas.

Em um cenário onde as fronteiras entre finanças tradicionais e descentralizadas se tornam cada vez mais tênues, bancos como o JPMorgan não apenas seguem o fluxo — eles criam o caminho.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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