Após o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidir pela manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, as centrais sindicais criticaram a decisão da autoridade monetária. Assim, por meio de nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que a decisão é um “boicote” de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, à retomada do crescimento econômico.
Juros altos: sindicatos temem aumento do desemprego
Os sindicatos criticaram a decisão do Banco Central de manter os juros elevados e afirmaram que isso pode aumentar o desemprego. Entenda.
Ainda, a entidade destacou que a autonomia do Banco Central é prejudicial ao país, principalmente quando a instituição tem compromisso com forças políticas contrárias ao povo e ao governo federal, se referindo ao fato do presidente do BC ter apoiado, mesmo que discretamente, o então candidato Jair Bolsonaro (PL).
Queda na atividade econômica
Por sua vez, Miguel Torres, presidente da Força Sindical, afirmou por meio de nota que os “juros continuam extorsivos” e que a sociedade vai continuar a se mobilizar pela redução da taxa, pois considera a política nefasta, que resultará na queda da atividade econômica e, consequentemente, prejudica o mercado de trabalho e a renda, aumentando o desemprego e diminuindo o poder de compra das famílias.
Ademais, de acordo com Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, por mais que já era prevista a manutenção da taxa de juros, a decisão do Copom causa preocupação.
Temor de demissões
Além disso, Patah afirmou que enquanto os juros estiverem altos, há o temor de demissões, especialmente nos setores de comércio e serviços, o que é muito ruim para o Brasil, já que os juros estão relacionados ao emprego.
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+311 mil seguidores
No mais, as centrais se manifestaram em frente ao prédio do Banco Central na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 21 de março de 2023, apresentando várias reclamações quanto à política econômica da autoridade monetária. Além disso, os manifestantes pediram a saída de Campos Neto, apontado pelos manifestantes como “cavalo de Tróia” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom e Vintage Tone / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
