Uma das maiores empresas do mercado tem um plano bilionário de recapitalização barrado pela Justiça. Todo o planejamento era de recuperação durante o período da pandemia de Covid-19.
Justiça ‘barra’ plano bilionário de empresa ilustre no mercado; entenda
Uma das maiores empresas do mercado tem plano bilionário de recapitalização barrado pela Justiça. Entenda o caso!
A Lufthansa, uma das maiores companhias aéreas do mundo, solicitou ao governo alemão um aporte de 6 bilhões de euros (aproximadamente 32,5 bilhões de reais), para salvar a companhia da falência durante a pandemia.
Entretanto, um tribunal europeu decidiu anular a decisão da Comissão Europeia, por entender que no plano bilionário proposto havia vários erros, principalmente por considerar a empresa incapaz de conseguir se reestabelecer no mercado.
Entenda mais sobre o plano bilionário da Lufthansa
Em 2020, com o ápice da pandemia de Covid-19 acontecendo, diversas companhias aéreas entraram em crise. Desse modo, a Lufthansa sofreu com a diminuição das viagens, tendo que buscar, assim, um resgate com o governo alemão.
A ideia é que o governo tivesse participações diretas na companhia, para salvá-la do rumo que estava tomando: a falência. No total, o acordo do plano bilionário previa o Estado alemão com 20% das ações da companhia.
Entretanto, a Alemanha já vendeu sua porcentagem de participação da empresa, prevista no plano bilionário, em setembro do ano passado. A partir de agora, de toda forma, a empresa volta a ser 100% privada.
Mas por que a justiça decidiu barrar este plano anos depois?
Outras companhias de baixo custo, como a Ryanair e Condor, decidiram entrar com uma ação pelo Tribunal Geral da União Europeia. Dessa forma, resolveram pedir o cancelamento deste plano de ajuda.
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O entendimento dos juízes foi que este plano bilionário fora mal interpretado, uma vez que a companhia poderia ter encontrado esforços e recursos para se manter viva durante o período mais crítico da pandemia.
Além disso, também consideraram que a Comissão Europeia, que aprovou o plano bilionário, não encorajou a empresa a comprar de volta as ações o mais rápido possível, garantindo à companhia uma vantagem competitiva no mercado, quando os voos voltaram a normalizar.
Entretanto, esta decisão dos juízes segue incerta, uma vez que o plano bilionário já foi aplicado. Ainda que caiba recurso pela Comissão Europeia, o mecanismo de recapitalização já ocorreu e o Estado alemão não possui mais ações da empresa.
Imagem: Satur / shutterstock.com
