A modelo e influencer Úrsula Perez, conhecida por suas viagens de luxo, foi condenada pela Justiça de São Paulo a pagar mais de R$ 1,3 milhão em despesas realizadas com seu cartão de crédito.
Justiça condena ex-esposa de jogador do Vasco a pagar dívida de R$ 1,3 milhão
Modelo Úrsula Perez, ex-esposa de jogador, é condenada a pagar R$ 1,3 milhão de dívidas no cartão de crédito.
A sentença foi proferida pela juíza Ana Carolina Gusmão de Souza Costa, da 5ª Vara Cível, e incluiu o pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, elevando ainda mais o valor da dívida.
Úrsula contestava as cobranças, alegando que as transações foram feitas enquanto ela estava em viagem pela África, em junho de 2022. No entanto, a perícia judicial confirmou a legitimidade das transações.
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As compras contestadas

Entre os gastos que levaram à condenação, destacam-se compras de alto valor em lojas de luxo e um cassino:
- R$ 122 mil em um cassino.
- R$ 428 mil em marcas como Versace, Cartier e Louis Vuitton, no complexo comercial Las Rozas, em Madrid.
Úrsula alegava que essas compras não foram realizadas por ela e acusou o banco XP, emissor do cartão, de negligência ao não estornar as cobranças. Ela informou a instituição sobre o problema cinco dias após a primeira transação.
A defesa do banco e a decisão judicial
O banco XP apresentou argumentos sólidos contra as alegações de Úrsula. Segundo a defesa, as transações foram feitas com:
- O cartão físico equipado com chip.
- Uso de senha, o que reforça a autenticidade das compras.
A instituição também sugeriu que a modelo poderia ter repassado o cartão a terceiros, dado o intervalo de tempo entre as compras e a contestação. A perícia técnica confirmou a regularidade das transações, reforçando que não houve falha no sistema do banco.
Com base nessas evidências, a juíza rejeitou o pedido de Úrsula para anular as cobranças e determinou que ela arcasse com todos os custos, incluindo honorários advocatícios, que ultrapassaram R$ 100 mil.
O impacto da sentença
A condenação de Úrsula Perez não apenas reforça a necessidade de monitoramento rigoroso de transações, mas também destaca a responsabilidade do titular do cartão em caso de uso indevido.
O caso ainda cabe recurso, mas representa um precedente importante para disputas envolvendo compras de alto valor contestadas.
Como evitar problemas semelhantes?
A situação enfrentada por Úrsula Perez traz lições importantes para evitar problemas com o uso de cartões de crédito, especialmente em viagens internacionais:
1. Monitoramento constante
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- Verifique as transações do cartão regularmente, especialmente durante viagens.
- Utilize aplicativos para acompanhar gastos em tempo real.
2. Comunique-se com o banco imediatamente
- Em caso de suspeita de uso indevido, informe a instituição financeira imediatamente.
- O tempo de resposta é crucial para evitar cobranças não autorizadas.
3. Mantenha o cartão seguro
- Nunca compartilhe o cartão ou senha com terceiros.
- Guarde o cartão em local seguro, especialmente em viagens internacionais.
Conclusão: o que podemos aprender com o caso
O caso de Úrsula Perez evidencia a importância de uma relação transparente entre clientes e instituições financeiras. Embora a modelo conteste as compras, as evidências apresentadas pelo banco foram suficientes para validar as transações.
A decisão judicial reforça que o titular do cartão é responsável pelas despesas, exceto quando há comprovação de fraude ou falha no sistema. Para evitar situações semelhantes, é fundamental adotar boas práticas de segurança e agir rapidamente em casos de suspeita de uso indevido.
Imagem: Reprodução/Instagram/Ursula
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