Ana Hickmann se livra de dívida milionária após Justiça reconhecer assinatura falsificada; veja os detalhes
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou, nesta terça-feira (3), a extinção de uma dívida de R$ 1.272.427,97 atribuída à apresentadora Ana Hickmann junto ao Banco do Brasil, sob a justificativa de que a assinatura da artista no contrato bancário foi falsificada.
A decisão, assinada pelo juiz Christopher Alexander Roisin, reforça uma série de decisões judiciais recentes favoráveis à empresária e figura pública, que vem enfrentando uma onda de problemas financeiros e jurídicos desde a separação do ex-marido Alexandre Bello Correa.
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Contrato teria sido assinado sem o consentimento de Ana
O contrato entre Ana Hickmann e o Banco do Brasil teria sido firmado em 15 de setembro de 2022, e envolvia a movimentação de recursos de empresas gerenciadas por Alexandre Correa.
Contudo, após análise documental e perícia grafotécnica, o juiz responsável reconheceu que a assinatura de Ana foi forjada, o que anula qualquer obrigação legal da apresentadora com relação ao débito.
A decisão judicial pontua que há evidências robustas de falsificação e que a responsabilidade não pode recair sobre Ana, uma vez que ela não participou da formalização do contrato.
Alexandre Correa também assinava como gestor
O contrato também contava com a assinatura de Alexandre Correa, que à época atuava como gestor das empresas do grupo Ana Hickmann. A suposta falsificação teria ocorrido no contexto de uma série de movimentações financeiras hoje investigadas pela Polícia Civil de São Paulo.
Falsificações se repetem: outra dívida de R$ 1,6 milhão já havia sido suspensa
Caso semelhante com o Banco Sofisa
Este não é o primeiro episódio em que a Justiça reconhece que Ana Hickmann teve sua assinatura falsificada. Em abril de 2025, o Banco Sofisa teve suspensa a cobrança de uma dívida de R$ 1,6 milhão em razão de documentos fraudulentos também assinados sem o consentimento da apresentadora.
As decisões, embora tratem de contratos diferentes, seguem uma linha semelhante de argumentação jurídica, com base na ausência de vínculo direto da artista com os contratos.
Justiça aponta padrão de irregularidades
A repetição dos casos fortalece a tese de que há um padrão de uso indevido da imagem e identidade de Ana Hickmann, possivelmente orquestrado por pessoas do seu antigo círculo de confiança empresarial.
Investigações policiais aprofundam suspeitas
Apontamentos do Deic
As investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) revelam que a apresentadora pode ter sido vítima de um esquema contínuo de falsificações e fraudes corporativas.
A assessoria jurídica de Ana afirma que há diversos contratos com irregularidades similares, e que a Polícia já identificou outras assinaturas falsas nos documentos analisados.
Alexandre Correa é investigado
O ex-marido da apresentadora, Alexandre Correa, é investigado por:
- Gestão temerária de recursos empresariais;
- Movimentações financeiras não registradas, que ultrapassam R$ 40 milhões;
- Violência doméstica, com processos em curso;
- Ofensas a terceiros, com condenações já registradas.
Até o momento, a defesa de Alexandre não se manifestou sobre o caso específico do contrato com o Banco do Brasil.
Claudia Helena: ex-agente de Ana é apontada como cúmplice
Áudio compromete ex-diretora financeira
Além de Alexandre, a ex-agente Claudia Helena também está sob investigação, apontada como principal suspeita das falsificações. Um áudio vazado da ex-diretora financeira da empresa de Ana Hickmann, Bruna Petinelli, reforça a versão de que as assinaturas eram forjadas a pedido de Alexandre e sem o conhecimento da apresentadora.
A gravação passou a ser considerada prova chave nas investigações, fornecendo base para a linha de apuração criminal conduzida pelo Deic.
Posicionamento ainda não obtido
A reportagem tentou contato com Claudia Helena, mas não obteve retorno até o fechamento deste artigo. O espaço segue aberto para manifestações.
Repercussões da decisão
Alívio jurídico e financeiro para Ana Hickmann
A sentença do TJSP representa uma vitória simbólica e material para Ana Hickmann. Em meio a um processo doloroso de reconstrução pessoal e empresarial, a exclusão de uma dívida milionária evita danos à sua imagem pública e ao seu patrimônio.
A assessoria da apresentadora informou que a decisão “reforça a verdade que vem sendo construída com base em documentos, provas e perícias técnicas”.
Banco do Brasil aguarda tramitação
Procurado, o Banco do Brasil declarou que está analisando a decisão e que irá se manifestar oportunamente no processo, o que pode indicar eventual recurso ou tentativa de renegociação.
Até o momento, o banco não apresentou notas técnicas contestando a autenticidade do contrato anulado judicialmente.
O que dizem os especialistas?
Juristas comentam decisão
De acordo com o advogado criminalista Felipe Monteiro, especialista em crimes financeiros, “a decisão do juiz é coerente com os princípios legais que regem os contratos. Sem a anuência da parte interessada e com comprovação de falsidade material, o contrato se torna juridicamente nulo”.
Já a advogada de direito de família Luciana Andrade lembra que o uso indevido do nome de cônjuge ou ex-cônjuge em contratos comerciais pode gerar danos morais e patrimoniais significativos, abrindo margem para ações de reparação civil.
Como identificar uma possível falsificação contratual?
Dicas para o consumidor comum
Para evitar situações semelhantes, especialistas orientam:
- Revisar periodicamente os registros em cartórios e bancos;
- Manter cópias físicas e digitais dos contratos firmados pessoalmente;
- Consultar o histórico de movimentações financeiras das empresas das quais se participa;
- Notificar imediatamente a polícia em caso de documentos estranhos em seu nome.
Além disso, é fundamental contar com um contador de confiança e realizar auditorias regulares nos negócios, especialmente quando há múltiplos gestores envolvidos.
Considerações finais
A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de extinguir a dívida de R$ 1,27 milhão atribuída a Ana Hickmann por falsificação de assinatura marca mais um capítulo dramático nas disputas judiciais envolvendo a apresentadora e seu ex-marido, Alexandre Correa.
Com a Justiça reconhecendo que Ana foi vítima de fraude, o caso serve de alerta para outras figuras públicas e empresários que compartilham a gestão de seus negócios com terceiros. As consequências de contratos fraudulentos vão além das finanças — envolvem também reputações, integridade emocional e segurança jurídica.
À medida que novos desdobramentos das investigações forem divulgados, a expectativa é de que mais contratos suspeitos venham à tona, possivelmente envolvendo outros nomes e instituições financeiras.
O que se vê até o momento é um esforço por parte da Justiça paulista para responsabilizar os verdadeiros autores das fraudes e garantir a recuperação da verdade — e da estabilidade — para Ana Hickmann.