Relembre a crise da Americanas
O caso começou em janeiro deste ano. A Americanas comunicou ao mercado que havia detectado inconsistências em dados contábeis, que gerou um rombo de R$ 20 milhões, com data-base em setembro de 2022.
O prejuízo também trouxe impactos à imagem da empresa, que teve seu contrato rescindido com o reality show da Globo, o Big Brother Brasil, no qual era patrocinadora há anos.
Além disso, o diretor-presidente da Americanas, Sergio Rial, pediu demissão. O reflexo também pôde ser visto na bolsa de valores. No dia seguinte ao anúncio, as ações da varejista tiveram queda de 80%, registrando perda de US$ 8 bilhões em seu valor de mercado.
Diante de um novo balanço da empresa, que revelou um aumento no rombo para R$ 40 milhões, os acionistas denunciaram a companhia à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), para apurar irregularidades.
Ainda em janeiro, a Justiça autorizou o pedido de busca e apreensão, o que levou a empresa a entrar com pedido de recuperação judicial.
Impactos nas lojas
No final do mês, alguns postos de trabalho foram fechados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Até agora 29 lojas da Americanas encerraram suas atividades, mas esse número deve aumentar.
O analista da Empiricus Research, Fernando Ferrer, destaca que não há condições de manter as 2 mil lojas da marca em um cenário de recuperação judicial. O prazo dado pela Justiça servirá para a Americanas buscar novos meios de empréstimo e formas de reduzir impactos econômicos nas lojas.
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