A varejista Americanas anunciou na última quarta-feira (12) que teve seu pedido de adiamento de dívidas aceito. Ele foi concedido pela Vara Empresarial do Estado do Rio de Janeiro, que deu um prazo de 180 dias de proteção contra credores.
Justiça manda adiar pagamento de dívidas da Americanas, que continua com calote ‘legalizado’; entenda
Durante o período, a empresa não pode sofrer qualquer tipo de cobrança de créditos. Mas a empresa ainda atravessa cenário incerto. Entenda!
Durante esse período, a empresa não pode sofrer qualquer tipo de ação e cobrança dos créditos devidos. O prazo começa a partir da finalização do “stay period”, que corresponde ao momento em que a companhia entrou com pedido de recuperação judicial.
Relembre a crise da Americanas
O caso começou em janeiro deste ano. A Americanas comunicou ao mercado que havia detectado inconsistências em dados contábeis, que gerou um rombo de R$ 20 milhões, com data-base em setembro de 2022.
O prejuízo também trouxe impactos à imagem da empresa, que teve seu contrato rescindido com o reality show da Globo, o Big Brother Brasil, no qual era patrocinadora há anos.
Além disso, o diretor-presidente da Americanas, Sergio Rial, pediu demissão. O reflexo também pôde ser visto na bolsa de valores. No dia seguinte ao anúncio, as ações da varejista tiveram queda de 80%, registrando perda de US$ 8 bilhões em seu valor de mercado.
Diante de um novo balanço da empresa, que revelou um aumento no rombo para R$ 40 milhões, os acionistas denunciaram a companhia à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), para apurar irregularidades.
Ainda em janeiro, a Justiça autorizou o pedido de busca e apreensão, o que levou a empresa a entrar com pedido de recuperação judicial.
Impactos nas lojas
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No final do mês, alguns postos de trabalho foram fechados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Até agora 29 lojas da Americanas encerraram suas atividades, mas esse número deve aumentar.
O analista da Empiricus Research, Fernando Ferrer, destaca que não há condições de manter as 2 mil lojas da marca em um cenário de recuperação judicial. O prazo dado pela Justiça servirá para a Americanas buscar novos meios de empréstimo e formas de reduzir impactos econômicos nas lojas.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
