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Justiça suspende ordens de despejo contra a Starbucks; entenda o caso

A pedido da operadora da Starbucks, Justiça suspende todas as ordens de despejo contra a cafeteria no país.

João Renato Ferreira da SilvaPor João Renato Ferreira da Silva2 min de leitura
Placa com logo da Starbucks.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu, na última quinta-feira (7), a execução de todas as ordens de despejo contra a Starbucks no país. A decisão atende a um pedido da SouthRock, empresa que opera, além das cafeterias, as redes Subway e Eataly no Brasil.

A polêmica envolvendo a Starbucks começou em outubro, quando a operadora da rede entrou com um pedido de recuperação judicial devido a uma série de problemas financeiros. O caso motivou quase 30 pedidos de despejo contra a empresa por falta de pagamento de aluguéis. Confira a seguir detalhes da situação.

Despejo de lojas da Starbucks teria impacto negativo, segundo a Justiça

O responsável pela suspensão das ordens de despejo contra a Starbucks foi o desembargador Sérgio Shimura, da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do TJ-SP. De acordo com a decisão, a medida vale por 180 dias (seis meses).

fachada de uma loja da Starbucks
Imagem: Artography / Shutterstock.com

O relator do recurso da SouthRock argumentou que o despejo teria impacto imediato na capacidade de reerguimento da empresa. Além disso, segundo ele, haveria um alto risco de demissão em massa de funcionários.

Um dos pedidos de despejo é da Fundação Cásper Líbero, em São Paulo (SP), onde a controladora da Starbucks ocupa cinco andares e uma cafeteria. Nesse caso, a dívida atualizada por falta de pagamento de aluguéis chega a R$ 3,3 milhões.

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A SouthRock protocolou o pedido de recuperação judicial em 31 de outubro, mas a solicitação ainda não foi analisada em primeira instância. O documento aponta que as redes geridas pela empresa têm um total de R$ 1,8 bilhão em dívidas com 2.357 credores.

Entre os motivos que levaram à crise financeira, a SouthRock citou a economia brasileira, a pandemia de Covid-19 e as vendas baixas em 2021 e 2022, além de dificuldades para obtenção de capital de giro. Enquanto isso, mais de 40 cafeterias operadas pela empresa já fecharam no Brasil. A Justiça também havia concedido duas ordens de despejo contra a Starbucks em Belo Horizonte (MG), agora suspensas.

Imagem: Grand Warszawski / Shutterstock.com

João Renato Ferreira da Silva

Autor

João Renato Ferreira da Silva

Formado em Jornalismo e estudante de Letras na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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