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Ciclistas entregadores têm novas leis no trânsito! Entenda o que é obrigatório agora

Descubra o que mudou nas leis para ciclistas entregadores em 2025 e como se adequar. Saiba seus direitos e deveres agora!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Entregador de delivery trabalhadores

Com a consolidação dos serviços de entrega por aplicativo no Brasil, surgiu a necessidade urgente de normatizar o trabalho dos ciclistas que atuam nesse setor.

Em 2025, novas leis passaram a regulamentar a atividade dos chamados entregadores ciclistas, visando mais segurança, dignidade e melhores condições de trabalho.

O novo marco legal reconhece oficialmente esses profissionais, criando regras específicas que devem ser seguidas tanto por quem realiza entregas quanto pelas empresas intermediadoras, como aplicativos de delivery.

Trata-se de uma mudança histórica, que insere esse grupo no centro das discussões sobre mobilidade urbana e proteção social.

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O que motivou a mudança na legislação?

Entregador do iFood de bicicleta
Imagem: Jair Ferreira Belafacce / shutterstock

Realidade nas grandes cidades

O crescimento exponencial das entregas por bicicleta, especialmente após a pandemia, transformou a paisagem urbana. Ciclistas passaram a disputar espaço com carros, ônibus e motos, muitas vezes sem qualquer proteção legal ou estrutura viária adequada.

Segundo dados de associações ligadas à mobilidade, o número de entregadores ciclistas dobrou entre 2020 e 2024, mas os acidentes com esse grupo também aumentaram. A ausência de regulamentação colocava esses trabalhadores em situação de extrema vulnerabilidade.

Pressão social e demanda por reconhecimento

Movimentos organizados de entregadores, ONGs e coletivos de ciclistas pressionaram o poder público por uma legislação específica. A nova lei é resultado direto desse processo de mobilização e articulação social, que busca transformar a bicicleta em um meio de transporte seguro e profissionalizado.

Principais mudanças nas leis para entregadores ciclistas em 2025

Uso obrigatório de equipamentos de segurança

Uma das principais exigências da nova regulamentação é o uso obrigatório de capacete homologado e colete refletivo. O objetivo é aumentar a visibilidade e proteger o trabalhador em caso de acidentes.

Detalhes dos equipamentos exigidos:

  • Capacete com selo do Inmetro;
  • Colete com faixas refletivas visíveis a até 50 metros;
  • Luzes dianteira (branca) e traseira (vermelha), acionadas a todo momento;
  • Campainha funcional e espelho retrovisor no guidão esquerdo.

Inspeção periódica da bicicleta

A bicicleta usada para entrega agora precisa passar por inspeções periódicas, com registro junto aos aplicativos. O trabalhador deve manter a manutenção em dia e portar comprovantes de inspeção técnica, que podem ser solicitados pela fiscalização.

Registro no aplicativo e seguro obrigatório

Os aplicativos são obrigados a registrar formalmente seus entregadores e fornecer:

  • Identificação visível do entregador (crachá, QR Code no uniforme ou bicicleta);
  • Treinamento básico em direção defensiva;
  • Seguro contra acidentes pessoais, válido durante o período de atividade.

Penalidades em caso de descumprimento

Tanto os entregadores quanto os aplicativos podem sofrer punições:

  • Advertência formal;
  • Multa administrativa;
  • Suspensão do cadastro no aplicativo (em caso de reincidência).

Regras de circulação específicas para ciclistas entregadores

Onde os entregadores podem circular?

A lei determina a preferência de circulação por ciclovias e ciclofaixas. Na ausência dessas estruturas, a circulação deve ocorrer:

  • Pelo bordo da pista;
  • Sempre no mesmo sentido dos veículos;
  • Respeitando a distância mínima de 1 metro dos carros.

Proibições expressas

Entregadores estão proibidos de:

  • Usar celular fora de suporte adequado durante o deslocamento;
  • Transportar cargas que comprometam o equilíbrio da bicicleta;
  • Andar em calçadas, salvo autorização específica da prefeitura;
  • Avançar sinal vermelho ou ignorar preferências em cruzamentos.

Essas regras têm como objetivo evitar comportamentos de risco e promover uma convivência mais segura entre todos os modais.

Direitos sociais e ações afirmativas para os entregadores

Apoio para trabalhadores em situação de vulnerabilidade

A legislação prevê ações de inclusão para entregadores de baixa renda:

  • Desconto em equipamentos de segurança;
  • Acesso a oficinas comunitárias para manutenção da bicicleta;
  • Programas de formação e capacitação;
  • Plataformas de denúncia em caso de abuso por parte de aplicativos ou usuários.

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Reconhecimento como categoria profissional

Os entregadores ciclistas passam a ter direitos trabalhistas básicos, mesmo atuando como autônomos:

  • Acesso facilitado ao MEI (Microempreendedor Individual);
  • Auxílio em casos de acidente ou afastamento temporário;
  • Inclusão em programas municipais de transporte e mobilidade sustentável.

Impactos diretos na rotina dos entregadores ciclistas

Mais segurança, mas também mais responsabilidade

A regulamentação aumentou o padrão de segurança e profissionalismo entre os entregadores. No entanto, também exige mais organização e responsabilidade:

  • Revisar a bicicleta com frequência;
  • Cumprir horários e regras de circulação;
  • Estar sempre equipado corretamente.

Relação com os aplicativos

Com as novas regras, os aplicativos passam a ter responsabilidade solidária em casos de acidente, omissão de informação ou falha no treinamento. Isso cria um novo equilíbrio na relação entre empresas e trabalhadores.

Papel das prefeituras e fiscalização

Entregador crédito
Imagem: @senivpetro / Freepik

Implementação local das leis

As prefeituras têm papel central na implementação da nova legislação:

  • Criação de ciclovias e sinalizações específicas;
  • Fiscalização do cumprimento das regras;
  • Fomento a iniciativas como “bikes coletivas” e subsídios para equipamentos.

Parcerias com cooperativas e associações

A lei estimula o surgimento de cooperativas de entregadores, que podem acessar linhas de crédito, apoio técnico e programas de incentivo à formalização.

Conclusão: um marco para a valorização dos ciclistas entregadores

A regulamentação das leis para entregadores ciclistas em 2025 representa um divisor de águas na mobilidade urbana brasileira. Ao reconhecer e proteger esses trabalhadores, o país dá um passo importante para uma cidade mais justa, segura e eficiente.

Mais do que regras, essas mudanças trazem dignidade a uma profissão essencial para a economia urbana contemporânea. Com isso, o ciclista entregador deixa de ser invisível no trânsito para ocupar o lugar de sujeito de direito, com voz, identidade e respeito.

Imagem: iStock

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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